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Produção de mandioca em Goiás cresce e bate recorde histórico no VBP

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Goiás se consolida como um dos principais estados produtores de mandioca do Brasil, registrando alta de 83% no Valor Bruto da Produção (VBP) da cultura entre 2016 e 2025. Segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o VBP da mandioca no estado passou de R$ 116,7 milhões para R$ 213,5 milhões, superando a média nacional de crescimento do setor.

Crescimento da produção e expansão da área plantada

Entre 2020 e 2025, a produção estadual de mandioca alcançou 194,4 mil toneladas, representando um aumento de 15,3% em relação ao período anterior. O crescimento foi impulsionado principalmente pela expansão de 18,3% na área plantada, reforçando a consolidação da mandiocultura em diversas regiões de Goiás.

A análise da Inteligência de Mercado Agropecuário da Seapa (Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás) aponta que a industrialização desempenha papel central no fortalecimento da cadeia produtiva, aumentando o valor agregado dos produtos derivados da mandioca.

Investimentos públicos fortalecem a cultura

Para o titular da Seapa, Pedro Leonardo Rezende, o avanço da produção também reflete o impacto dos investimentos do governo estadual na agricultura familiar.

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Segundo Rezende:

“O Governo de Goiás tem investido no fortalecimento de diversas cadeias produtivas. No caso da mandioca, políticas públicas como o Programa Fábrica Móvel de Farinha e Goma e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) ampliam o beneficiamento e o escoamento da produção, resultando nos avanços que estamos observando.”

Essas iniciativas contribuíram para maior agregação de valor no campo e fortaleceram a presença de Goiás no mercado nacional de mandioca, tornando o estado referência na produção e industrialização da cultura.

Perspectivas para o setor

Com a continuidade dos investimentos e programas de apoio à agricultura familiar, a expectativa é que Goiás mantenha o ritmo de crescimento da mandiocultura nos próximos anos. A ampliação da área plantada, aliada ao processamento industrial, garante mais renda para os produtores e maior competitividade da produção goiana no mercado interno e externo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Carne suína: percepção de oferta confortável pressiona preços e trava mercado no Brasil

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O mercado brasileiro de carne suína registrou uma semana de comportamento misto entre o quilo vivo e os cortes negociados no atacado. A pressão predominante veio da percepção de que a oferta de animais segue confortável, fator que limita reajustes e mantém o setor em ritmo lento de negociações.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Allan Maia, a indústria adotou uma postura mais reticente nas compras do suíno vivo em Minas Gerais ao longo da semana. O movimento reflete a percepção de equilíbrio — ou até excesso — na oferta disponível, o que reduz o poder de barganha dos produtores.

Ao mesmo tempo, os frigoríficos monitoram o escoamento da carne suína no mercado interno, que apresenta leve melhora, mas ainda sem força suficiente para sustentar altas mais consistentes nos preços.

Consumo pode ganhar tração na primeira quinzena de julho

De acordo com Maia, as expectativas do setor se concentram na primeira metade de julho, período tradicionalmente associado ao aumento da circulação de renda com o pagamento de salários.

Além disso, o avanço do inverno em diversas regiões do país tende a favorecer o consumo de proteínas, especialmente carnes de preparo doméstico. Outro fator de atenção é a competitividade da carne suína frente à bovina, o que pode ampliar a demanda no varejo.

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No cenário externo, as exportações seguem como principal variável positiva para o setor em 2026, funcionando como importante amortecedor para o mercado interno.

Preços do suíno vivo recuam na média nacional

Levantamento da Safras & Mercado apontou que a média do quilo do suíno vivo no Brasil recuou de R$ 5,34 para R$ 5,28 ao longo da semana.

No atacado, a média dos cortes de carcaça ficou em R$ 8,89, enquanto o pernil foi negociado a R$ 11,18.

Cotações variam entre estabilidade e ajustes regionais

No mercado paulista, a arroba suína subiu de R$ 101,00 para R$ 102,00, indicando leve reação pontual.

Em outras regiões, o comportamento foi mais heterogêneo:

  • No Rio Grande do Sul, o quilo vivo na integração caiu de R$ 5,55 para R$ 5,15, enquanto no interior avançou de R$ 5,10 para R$ 5,15
  • Em Santa Catarina, a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15, enquanto o interior subiu de R$ 5,05 para R$ 5,10
  • No Paraná, o mercado livre avançou de R$ 4,90 para R$ 5,00, e a integração manteve R$ 5,60
  • Em Mato Grosso do Sul, Campo Grande ficou estável em R$ 5,10, enquanto a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15
  • Em Goiás, os preços subiram de R$ 5,40 para R$ 5,50
  • Em Minas Gerais, o interior caiu de R$ 6,00 para R$ 5,90, enquanto o mercado independente ficou estável em R$ 6,10
  • Em Mato Grosso, Rondonópolis manteve R$ 5,50, enquanto a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15
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O cenário geral reforça um mercado fragmentado, com variações pontuais e ausência de tendência única.

Exportações seguem em queda no comparativo anual

As exportações brasileiras de carne suína in natura somaram US$ 212,827 milhões em junho, considerando 14 dias úteis, com média diária de US$ 15,202 milhões.

O volume embarcado atingiu 84,663 mil toneladas, com média diária de 6,047 mil toneladas, enquanto o preço médio ficou em US$ 2.513,8 por tonelada.

Na comparação com junho de 2025, houve:

  • queda de 5,2% no valor médio diário
  • recuo de 1% na quantidade média diária
  • redução de 4,3% no preço médio

Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e reforçam um cenário de leve perda de ritmo nas exportações, apesar de o setor seguir relevante para o equilíbrio da cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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