AGRONEGOCIOS
Produtores de soja em Minas devem declarar conformidade com vazio sanitário até 31 de julho
AGRONEGOCIOS
Prazo para declaração do vazio sanitário termina em 31 de julho
Os sojicultores de Minas Gerais têm até o dia 31 de julho para enviar o formulário eletrônico de declaração de conformidade com o vazio sanitário da soja. A entrega é obrigatória e deve ser feita exclusivamente pelo site do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA).
Mais do que cumprir uma exigência legal, a medida contribui para o monitoramento eficaz das áreas cultivadas e reforça o controle fitossanitário no estado.
Importância estratégica da medida
O envio da declaração permite que o IMA mantenha um banco de dados atualizado com as áreas de plantio, o que ajuda na fiscalização, no planejamento de ações de controle e na prevenção de ameaças sanitárias, como a ferrugem asiática.
Segundo a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), o Brasil foi o maior exportador mundial de soja entre 2023 e 2024, e Minas Gerais contribuiu significativamente, com exportações para 45 países. Esse desempenho ressalta a necessidade de manter elevados padrões sanitários para garantir competitividade no mercado internacional.
“Cada produtor que cumpre o vazio sanitário e envia a declaração está contribuindo não só para proteger a própria lavoura, mas toda a cadeia produtiva”, destaca Leonardo do Carmo, gerente de defesa sanitária vegetal do IMA.
O que é o vazio sanitário da soja?
O vazio sanitário da soja é um período de 92 dias – de 1º de julho a 30 de setembro – em que é proibido manter qualquer planta viva de soja nas áreas de cultivo. O objetivo é impedir a sobrevivência da ferrugem asiática, praga que pode afetar severamente as lavouras na próxima safra.
Durante esse intervalo, o produtor deve eliminar completamente as plantas remanescentes da leguminosa.
“O vazio sanitário é uma estratégia fundamental para interromper o ciclo da ferrugem. Quem cumpre o prazo e envia a declaração está protegendo a próxima safra”, reforça do Carmo. Ele lembra ainda que o IMA realiza ações de fiscalização, orientação técnica e, quando necessário, aplica sanções em caso de descumprimento.
Exceções autorizadas pelo IMA
Algumas situações específicas podem ser autorizadas a manter soja no campo durante o vazio sanitário, como:
- Áreas de pesquisa científica
- Produção de sementes genéticas
- Casos de frustração de safra
Nessas hipóteses, a autorização deve ser expressa pelo IMA, com monitoramento técnico rigoroso.
Outras obrigações dos sojicultores
Além da declaração de conformidade com o vazio sanitário, os produtores devem cumprir outras exigências legais:
- Cadastro da área de cultivo: deve ser feito até 30 dias após o plantio, por meio do preenchimento da Ficha de Inscrição de Unidade de Produção, no escritório local do IMA.
- Solicitação para cultivo durante o vazio sanitário: casos excepcionais devem ser solicitados até 15 de abril de cada ano, conforme determina a Portaria IMA nº 2.090/2021.
A adesão dos produtores às exigências fitossanitárias é essencial para proteger a lavoura mineira, manter o estado competitivo no mercado externo e garantir o sucesso das próximas safras. O cumprimento do vazio sanitário e o envio da declaração até 31 de julho são passos fundamentais nesse processo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGOCIOS
Uso de satélite para barrar crédito rural gera novo debate no setor
A nova regra que condiciona o acesso ao crédito rural ao monitoramento ambiental por satélite abriu uma frente de tensão entre produtores, Congresso e governo federal. Desde 1º de abril, bancos que operam recursos do Plano Safra passaram a consultar automaticamente dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes) antes da liberação dos financiamentos agropecuários.
O centro da discussão está nos chamados “falsos positivos”, situações em que alterações na cobertura vegetal identificadas pelo sistema acabam sendo interpretadas como desmatamento irregular, mesmo quando decorrem de atividades produtivas permitidas ou manejos regulares dentro da propriedade.
Segundo a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), produtores vêm relatando dificuldades para acessar crédito em casos envolvendo limpeza de pastagem, manejo agrícola, renovação de áreas produtivas e até colheita de florestas plantadas, como eucalipto.
A preocupação do setor é que o sistema utilizado para monitoramento identifica mudanças na vegetação, mas não consegue, sozinho, diferenciar imediatamente uma atividade legal de um desmatamento irregular.
Com isso, o bloqueio ao crédito pode ocorrer antes mesmo de qualquer análise individualizada do caso. Isso inverte o ônus da prova e obriga o produtor a comprovar posteriormente que a alteração apontada pelo satélite não configura infração ambiental. O processo pode envolver laudos técnicos, documentos fundiários, análises ambientais e procedimentos administrativos que levam semanas ou meses.
O problema ganha peso porque o crédito rural continua sendo peça central do financiamento agropecuário brasileiro, especialmente em um momento de juros elevados, aumento do endividamento e custos ainda pressionados.
Dados citados pela consultoria Datagro mostram que mais de 5,4 milhões de apontamentos positivos estavam registrados no sistema Prodes até outubro de 2025. Parte dessas ocorrências, segundo o setor, pode estar associada justamente a interpretações equivocadas do monitoramento remoto.
As novas exigências estão previstas nas Resoluções nº 5.193/2024 e nº 5.268/2025, do Conselho Monetário Nacional (CMN), dentro do processo de endurecimento das regras ambientais para concessão de crédito rural.
A justificativa oficial é impedir que propriedades com irregularidades ambientais tenham acesso a recursos públicos subsidiados.
O avanço das restrições provocou reação imediata no Congresso Nacional. Parlamentares ligados à Frente Parlamentar da Agropecuária protocolaram projetos para suspender os efeitos das resoluções até que sejam criados mecanismos considerados mais precisos de validação ambiental.
As propostas também tentam impedir embargos automáticos baseados exclusivamente em imagens de satélite e estabelecer critérios técnicos mais claros para restrições ao financiamento rural.
Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende (foto), o principal problema está na automatização do processo sem análise técnica prévia. “O monitoramento ambiental é necessário e irreversível. O problema começa quando um apontamento preliminar feito por satélite passa a produzir efeito imediato sobre o crédito sem uma verificação individualizada da situação da propriedade”, afirma.
Segundo Rezende, a insegurança aumenta porque o produtor depende do financiamento para manter o calendário agrícola e não consegue esperar meses por uma solução administrativa. “O crédito rural não financia apenas expansão. Ele financia custeio, compra de insumos, operação da safra e fluxo de caixa da propriedade. Quando o recurso trava por causa de um possível falso positivo, o impacto econômico acontece imediatamente dentro da porteira”, diz.
Ele avalia que o avanço das exigências ambientais tende a se intensificar nos próximos anos, principalmente pela pressão de bancos, mercados importadores e sistemas internacionais de rastreabilidade.
“A questão ambiental passou a fazer parte da análise de risco do crédito rural. Isso já não é mais uma discussão apenas regulatória. O produtor vai precisar cada vez mais de documentação organizada, regularidade ambiental e segurança jurídica para acessar financiamento e mercado”, afirma.
O episódio evidencia uma mudança estrutural no agro brasileiro. Critérios ambientais deixaram de afetar apenas fiscalização e passaram a interferir diretamente na capacidade de financiar produção, renegociar dívidas e manter competitividade no mercado internacional.
Fonte: Pensar Agro
-
AGRONEGOCIOS3 anos atrás
Agrônomo mineiro recebe a Comenda do Mérito Agronômico, a mais alta distinção da categoria
-
MATO GROSSO3 anos atrás
Mar… ia
-
MATO GROSSO3 anos atrás
A solidão humana
-
Gourmet3 anos atrás
Molho Bolonhesa
-
Gourmet2 anos atrás
Brigadeiro
-
Gourmet2 anos atrás
Picolé detox
-
Gourmet2 anos atrás
Molho rosé
-
Gourmet2 anos atrás
Salpicão

