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Programa do MPA e do Ministério da Saúde garante mais saúde para os povos das águas

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O ministro André de Paula participou, nesta terça-feira (02/12), do lançamento da ação “Mais Saúde dos Povos das Águas”, às 13h, na Colônia de Pescadores Z-10, em Itapissuma (PE). O evento ocorreu ao lado do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e da primeira-dama, Janja Lula da Silva. A iniciativa, inédita na história do país, busca ampliar o acesso à saúde para as comunidades pesqueiras, atendendo pescadores e pescadoras em todo o território nacional.

A ação é uma política interministerial do Ministério da Saúde (MS) em parceria com o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), no âmbito do Programa Povos da Pesca Artesanal, instituído pelo Decreto nº 11.626/2023. Seu objetivo é promover e articular políticas públicas de cuidado, proteção e acesso à saúde para pescadores e pescadoras artesanais.

De acordo com o ministro André de Paula, a política nasce da luta histórica dos povos das águas. “Hoje ampliamos de 784 para 2.690 municípios atendidos, alcançando 94% da população pesqueira do país. O Mais Saúde dos Povos das Águas representa a presença do Estado, com cuidado integral e respeito ao modo de vida de quem vive do mar, do rio e do mangue. O governo brasileiro reconhece essa luta e responde com uma política pública estruturante”, afirmou.

Como o programa funciona

Com investimentos estimados em R$ 500 milhões, o programa amplia o número de profissionais nas Equipes de Saúde da Atenção Primária (APS) e expande sua atuação territorial, com foco no cuidado integral à saúde das comunidades pesqueiras artesanais. Entre os principais impactos, estão:

  •  Presença contínua do SUS nos territórios pesqueiros;
  •  Ações de vigilância em saúde adequadas às realidades de pescadores e pescadoras artesanais e suas famílias;
  •  Atenção específica à saúde das mulheres pescadoras, incluindo as marisqueiras;
  • Consideração das particularidades dos ambientes da pesca artesanal — mangues, mar, rios, estuários, lagos e lagoas — inclusive no enfrentamento de doenças ocupacionais;
  •  Ampliação e qualificação permanente das equipes de APS voltadas às comunidades pesqueiras;
  •  Fortalecimento da logística para ampliar e aprimorar a atuação das equipes de APS.
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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, explicou que o programa prevê novos recursos para que os municípios possam se adequar às necessidades das comunidades pesqueiras. “A equipe do Mais Saúde dos Povos das Águas poderá contratar mais profissionais para atender quem vive da pesca, inclusive mulheres que passam até seis horas dentro da lama nos mangues, o que causa problemas dermatológicos. Além disso, será possível contratar mais transportes, já que muitas comunidades são distantes e de difícil acesso”, destacou.

Esforço coletivo

A primeira-dama, Janja Lula da Silva, reforçou a articulação entre os setores do governo para consolidar a política. “O ministro André me trouxe aqui em agosto, quando pedi uma agenda para conhecer as mulheres das águas, assim como fiz com mulheres de outras regiões do Brasil. Hoje estamos entregando um resultado concreto dessas demandas na área da saúde. Fico muito feliz porque essa política pública fortalece as mulheres das águas”, afirmou.

A pescadora Joana Mousinho, de Itapissuma, ressaltou que a política atende a uma demanda histórica das pescadoras e marisqueiras. “Valeu a pena confiar, lutar e não desistir. Esse é um momento importante para a vida das mulheres das águas. A Janja esteve aqui, conheceu nossa realidade e voltou com boas notícias não só para Itapissuma, mas para todo o Brasil”, disse.

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O secretário Nacional da Pesca Artesanal, Cristiano Ramalho, destacou que o programa simboliza um marco para a saúde dos povos das águas. “Temos a certeza de que este é um reconhecimento do Estado brasileiro às mulheres e aos homens da pesca artesanal. É um ato de reparação histórica. Além disso, abre-se uma nova página, com possibilidade de ampliar ainda mais as políticas para pescadores e pescadoras”, declarou.

Durante o evento, os ministros André de Paula e Alexandre Padilha anunciaram a Portaria GM/MS nº 8.994/2025, que moderniza e expande as Equipes de Saúde da Família Ribeirinhas (eSFR) e Fluviais (eSFF), além da assinatura de um Memorando de Interesses entre o Ministério da Saúde e o MPA para ações conjuntas e permanentes nos territórios pesqueiros.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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Mistura maior de biodiesel e etanol entra na pauta do CNPE

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O avanço dos biocombustíveis volta ao centro da política energética com a possibilidade de aumento da mistura obrigatória no diesel e na gasolina. A proposta de elevar o biodiesel para 17% (B17) e o etanol para 32% (E32) deve ser analisada na reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), marcada para a próximo próxima quinta-feira (07.05), e pode ampliar a demanda por matérias-primas do agro e reforçar a posição do País na transição energética.

A defesa do aumento foi formalizada por parlamentares ligados ao setor produtivo, em articulação da Coalizão dos Biocombustíveis. O grupo reúne lideranças da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e da Frente Parlamentar do Biodiesel, que veem na medida uma resposta à volatilidade dos preços internacionais de energia e uma oportunidade de expansão do mercado interno para combustíveis renováveis.

Na prática, a elevação das misturas tem efeito direto sobre cadeias como soja e milho — bases para a produção de biodiesel e etanol, ao ampliar o consumo doméstico e estimular novos investimentos industriais. Além disso, reduz a dependência de combustíveis fósseis importados, especialmente em momentos de alta do petróleo no mercado internacional.

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O Ministério de Minas e Energia (MME) já sinalizou apoio à ampliação da mistura de etanol. Segundo a pasta, testes técnicos validaram a viabilidade de avanço do atual patamar para o E32, dentro de uma estratégia que também busca levar o País à autossuficiência em gasolina.

Hoje, os percentuais obrigatórios estão em 30% de etanol na gasolina (E30) e 15% de biodiesel no diesel (B15), definidos pelo próprio CNPE. Qualquer alteração depende de deliberação do colegiado, que assessora a Presidência da República na formulação de diretrizes para o setor energético.

Além do impacto econômico, o argumento central do setor está na segurança energética. Com maior participação de biocombustíveis, o Brasil reduz a exposição a choques externos, como oscilações no preço do petróleo, que recentemente voltou a subir no mercado internacional e ganha previsibilidade no abastecimento.

O tema também tem peso ambiental. A ampliação das misturas contribui para a redução de emissões de gases de efeito estufa e reforça compromissos assumidos pelo País em acordos internacionais, ao mesmo tempo em que consolida a vantagem competitiva brasileira na produção de energia de base renovável.

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Por outro lado, a decisão envolve equilíbrio entre oferta, demanda e impactos sobre preços. O governo avalia o momento adequado para avançar, considerando o cenário de combustíveis, a capacidade produtiva do setor e os reflexos sobre inflação e abastecimento.

Se aprovado, o aumento das misturas tende a fortalecer a integração entre energia e agronegócio, ampliando o papel do campo não apenas como produtor de alimentos, mas também como fornecedor estratégico de energia no mercado interno.

Fonte: Pensar Agro

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