CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGOCIOS

Pulverização agrícola eficiente: mitos e verdades para não perder produtividade no campo

Publicados

AGRONEGOCIOS

Um dos equívocos mais comuns entre produtores é acreditar que qualquer água serve para preparar a calda de pulverização. Minerais e íons presentes na água — especialmente cálcio e magnésio — e partículas em suspensão podem reduzir a eficácia dos defensivos, gerar incompatibilidades na mistura e até obstruir filtros e bicos.

Segundo Eder Cechinel, coordenador de Marketing da Cromo Química, adjuvantes sequestrantes de cátions, como o Spray Fusion, são ferramentas essenciais para contornar esses problemas. “Ao corrigir a qualidade da água no preparo da calda, reduzimos interações indesejadas entre os defensivos e maximizamos o aproveitamento de cada gota aplicada”, explica.

Adjuvantes não são opcionais

Outro mito recorrente é considerar os adjuvantes dispensáveis. Na prática, eles aumentam a aderência das gotas, melhoram a cobertura foliar e garantem a compatibilidade entre diferentes defensivos. Produtos como Spray Fusion e Krhom Oil ajudam a tornar a pulverização mais eficiente e consistente, sem aumentar a quantidade de defensivo aplicado.

“O uso de adjuvantes não é sobre aplicar mais produto, mas sobre garantir que cada gota seja aproveitada da melhor forma possível”, reforça Cechinel.

Deriva e manutenção do equipamento são cruciais

A deriva, quando gotas se deslocam do alvo, é um dos principais fatores que reduzem a eficiência da pulverização e podem causar impactos ambientais. Segundo estudos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), vento, umidade, tipo de bico e pressão influenciam diretamente na dispersão da calda.

Leia Também:  Agro exporta quase R$ 6 bilhões em abril com disparada da soja e do milho

Além disso, a calibração e manutenção dos bicos são fundamentais. Pontas desgastadas, vazamentos e pressão inadequada resultam em cobertura desigual e aumento da deriva. Protocolos como medir a vazão por bico, ajustar pressão e velocidade, verificar padrão de jato e substituir pontas desgastadas são práticas essenciais para garantir precisão e segurança na aplicação.

“Ter um tanque bem formulado não substitui um equipamento bem regulado. Ambos caminham juntos para obter o melhor resultado”, alerta Cechinel.

Aumentar dose não garante melhores resultados

Muitos produtores acreditam que aplicar mais defensivo garante maior proteção, mas essa prática pode reduzir a eficiência se a calda não estiver preparada corretamente. Adjuvantes como o OXI Mais ajudam a potencializar a ação do defensivo, garantindo melhor aproveitamento sem excessos.

Planejamento e controle são decisivos

Cechinel reforça que a pulverização é uma operação estratégica que depende de várias etapas: compreender a qualidade da água, escolher os adjuvantes corretos, monitorar o clima e manter o equipamento calibrado. Ignorar qualquer uma dessas etapas compromete a eficiência da aplicação e a proteção da lavoura.

“A pulverização eficiente é resultado de planejamento e técnica. Cada detalhe faz diferença na produtividade e na segurança ambiental”, conclui o especialista.

Fonte: Portal do Agronegócio

Leia Também:  Colheita do Milho de Inverno 2024/25 no MT Avança Lentamente e Fica Abaixo da Média Histórica, Aponta Imea

Fonte: Portal do Agronegócio

Propaganda

AGRONEGOCIOS

Risco de geada faz mercado internacional de café operar em alta

Publicados

em

O mercado internacional de café abriu a semana com uma correção de preços impulsionada pelo prêmio de risco climático. A possibilidade de formação de geada nas áreas produtoras de arábica — Sul de Minas Gerais, Mogiana Paulista e Paraná — desencadeou um movimento de cobertura de posições por parte de fundos de investimento, elevando os contratos futuros nas bolsas de Nova York e Londres.

O arábica, cotado na Bolsa de Nova York, encerrou o último pregão com valorização, atingindo o equivalente a R$ 41,48 por quilo. O café conilon, negociado na Bolsa de Londres, também acompanhou a trajetória de alta, fechando o contrato de julho cotado a R$ 21,01 por quilo (considerando a cotação de R$ 5,17).

Análise de fundamentos:

  • Gestão de risco: O mercado incorporou o temor de geada como fator de volatilidade de curto prazo. A sensibilidade dos fundos às previsões meteorológicas é o motor atual dos preços.

  • Oferta: Independentemente da variação de temperatura, a sustentação das cotações permanece ancorada no cenário de oferta global restrita. O movimento de alta atual reflete o ajuste do mercado a um patamar de preço que compensa a escassez de produto.

  • Estratégia do produtor: Analistas indicam que a volatilidade deve perdurar até a consolidação dos dados sobre eventuais danos às lavouras. A recomendação técnica é de cautela na comercialização: enquanto a alta for movida estritamente pela especulação climática, o mercado está sujeito a correções rápidas; caso o frio confirme perdas reais de produtividade, a tendência de alta se consolida como um novo patamar estrutural de preços.

Leia Também:  Mato Grosso realiza seminário para desenvolvimento agropecuário a partir de quarta

O mercado físico no Brasil mantém a cautela. Produtores e tradings monitoram o comportamento das temperaturas nas próximas 48 horas como balizador para novas negociações. O cenário de preços segue atrelado à capacidade da safra brasileira em atender à demanda global, com o risco climático atuando como o principal limitador de oferta no curtíssimo prazo.

Fonte: Pensar Agro

Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA