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Queda na arroba bovina marca início de julho no Paraná, enquanto concorrência com frango limita alta dos preços

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Nos primeiros dias de julho, a arroba bovina no Paraná apresentou uma queda de 3,72%, sendo negociada a R$ 305,60, o que equivale a cerca de US$ 56,11, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A informação foi divulgada nesta quinta-feira (10) no Boletim de Conjuntura Agropecuária pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

Abatedouros ampliam poder de negociação e seguram preços

O cenário nacional indica que os abatedouros operam com escalas de abate amplas, o que aumenta seu poder de barganha na negociação dos preços com os produtores. Essa dinâmica tem contribuído para conter as cotações da arroba bovina, segundo os analistas do Deral.

Preços no atacado paranaense têm leve alta com entrada de salários

No mercado atacadista do Paraná, houve uma pequena elevação nos preços da carne bovina entre o final de junho e a primeira semana de julho. O aumento está associado ao ingresso dos salários na economia, fator que tradicionalmente estimula o consumo. Conforme pesquisa de preços do Deral, o corte dianteiro da carne bovina foi comercializado a R$ 19,07 por quilo, enquanto o corte traseiro alcançou R$ 25,25 por quilo.

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Concorrência com proteínas mais baratas pressiona mercado

Apesar da leve alta observada no Paraná, a carne bovina enfrenta forte concorrência de proteínas alternativas, como a carne suína e o frango, que normalmente apresentam preços mais acessíveis. Essa disputa no mercado interno mantém pressão sobre os valores da carne bovina, limitando reajustes mais expressivos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Títulos privados do agro movimentam R$ 580,78 bilhões em CPR no início da safra 2026/27

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgou as finanças privadas do agro. Em julho de 2026, os estoques de Cédula de Produto Rural (CPR) totalizaram R$ 580,78 bilhões, distribuídos em 372 mil cédulas, com ticket médio de R$ 1,56 milhão. Considerando apenas os títulos emitidos em julho, primeiro mês da safra 2026/27, foram registrados R$ 37,53 bilhões em novas CPR.

Os estoques de Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) somaram R$ 560,37 bilhões. Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% desse valor, equivalente a R$ 336,22 bilhões, precisa ser reaplicado no financiamento do setor agropecuário. Desse montante, pelo menos 45%, ou R$ 151,30 bilhões, precisa ser direcionado ao crédito rural oficial. Os valores consideram recursos destinados à safra atual e contratos ainda em aberto de safras anteriores.

Em julho, os estoques de Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e de Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) foram de R$ 174,20 bilhões e R$ 30,21 bilhões, respectivamente.

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No caso dos Fundos de Investimento em Cadeias Agroindustriais (Fiagro), considerando os dados de junho de 2026, o patrimônio líquido totalizou R$ 64,13 bilhões, distribuídos em 285 fundos.

Os dados são do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário da Secretaria de Política Agrícola do Mapa.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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