CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGOCIOS

Queda nos Preços do Etanol e da Gasolina em Abril, Aponta Edenred Ticket Log

Publicados

AGRONEGOCIOS

Em abril, o preço médio do litro do etanol nos postos de combustível do Brasil foi de R$ 4,48, apresentando uma redução de 0,67% em relação ao mês de março. A gasolina, por sua vez, registrou uma queda de 0,46%, sendo comercializada a uma média de R$ 6,46. Os dados foram extraídos da mais recente análise do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), uma pesquisa detalhada sobre o comportamento de preços das transações nos postos de combustíveis.

Fatores que Impactaram a Queda nos Preços

De acordo com Renato Mascarenhas, Diretor de Operações e Transformação de Negócios da Edenred Mobilidade, a queda nos preços foi impulsionada por dois principais fatores. O aumento da oferta de etanol, decorrente da safra, e as reduções no preço do diesel anunciadas pela Petrobras contribuíram para um ambiente mais competitivo, favorecendo a redução nos preços dos combustíveis em geral. Além disso, a expectativa de mudanças na política de mistura de etanol à gasolina ajudou a ampliar a oferta do biocombustível, criando um cenário propício à redução dos preços.

Análise Regional

No âmbito regional, a tendência de queda foi observada na maioria das regiões, com exceção da região Norte, onde o preço do etanol subiu 0,19%, registrando R$ 5,24, o valor mais alto entre as regiões. O Centro-Oeste, por sua vez, destacou-se como a região com a maior queda para o etanol (-1,78%), com preço médio de R$ 4,41. O Sudeste, com preço médio de R$ 4,38, obteve a redução mais acentuada, com queda de 0,68%.

Leia Também:  CEASA/MS registra queda nos preços de manga, cebola e tomate; limão e mamão sobem

Em relação à gasolina, o Centro-Oeste e o Nordeste também foram as regiões que apresentaram as maiores quedas, de 0,76%. A gasolina mais cara foi registrada no Norte, com média de R$ 6,93, apesar da queda de 0,43%. O Sudeste, com preço médio de R$ 6,31, teve a gasolina mais competitiva no período.

Análise por Estado

No levantamento por estados, o Piauí foi o único a registrar aumento significativo no preço do etanol, que subiu 1,81%, passando a custar R$ 5,07. São Paulo, com o valor médio de R$ 4,24, foi o estado com o etanol mais barato, após uma redução de 0,93%. Goiás teve a maior queda no preço do etanol (-2,44%), registrando R$ 4,39. O Amapá, por outro lado, apresentou o etanol mais caro, com preço médio de R$ 5,81.

No que diz respeito à gasolina, o Ceará foi o único estado a registrar aumento, de 0,45%, alcançando o valor médio de R$ 6,75. O Rio Grande do Norte teve a maior redução de preços (-2,11%), com o litro de gasolina custando R$ 6,51. São Paulo também se destacou com a gasolina mais em conta, a R$ 6,25, após recuo de 0,32%. O Acre, apesar de uma pequena queda de 0,13%, manteve a gasolina mais cara do país, com preço médio de R$ 7,61.

Leia Também:  Colmeia Viva App conecta agricultores e apicultores para proteger abelhas e aumentar sustentabilidade
Considerações Finais

Renato Mascarenhas enfatiza que, apesar de a gasolina ter sido a opção mais vantajosa economicamente na maior parte do Brasil, especialmente nas regiões Norte, Nordeste e Sul, o etanol continua sendo a alternativa mais sustentável. O biocombustível emite menos poluentes, contribuindo para uma mobilidade mais limpa e de baixo carbono.

Sobre o IPTL

O IPTL é um índice baseado nos abastecimentos realizados nos 21 mil postos credenciados da Edenred Ticket Log. Com o auxílio de uma robusta estrutura de data science, a pesquisa proporciona uma média precisa e confiável do comportamento dos preços, considerando a grande quantidade de veículos administrados pela marca — mais de 1 milhão, com uma média de oito transações por segundo. A Edenred Ticket Log, parte da linha de negócios de Mobilidade da Edenred Brasil, é especializada em soluções inovadoras que buscam simplificar os processos diários dos seus clientes, com mais de 30 anos de experiência no mercado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGOCIOS

Embrapa investe quase R$ 60 milhões em nova unidade para o Matopiba

Publicados

em

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) vai investir R$ 58,9 milhões na reestruturação da sua unidade no Maranhão, em um movimento que reforça a presença da instituição no Matopiba — região que se consolidou como a principal fronteira de expansão agrícola do país.

O aporte inclui R$ 43,9 milhões do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), além de R$ 10 milhões do Governo do Maranhão e R$ 5 milhões da bancada federal do estado.

A nova sede será instalada no campus Maracanã do Instituto Federal do Maranhão (IFMA), em São Luís, e integra o processo de reorganização da Embrapa no estado, que também prevê a contratação de 50 novos empregados aprovados em concurso público.

O projeto está inserido em uma estratégia mais ampla de fortalecimento da pesquisa aplicada ao Cerrado e à Amazônia Legal, com foco especial no Matopiba — que abrange áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

A região representa hoje cerca de 33% do território maranhense e se consolidou como uma das áreas mais dinâmicas da expansão agrícola brasileira, com forte avanço de soja, milho e algodão nas últimas duas décadas.

Embora o Brasil já seja o maior produtor mundial de soja, com produção próxima de 180 milhões de toneladas por safra, o crescimento recente da oferta tem sido puxado justamente por novas áreas do Cerrado, com destaque para o Matopiba.

No Maranhão, esse processo convive com forte dualidade: de um lado, o avanço da agricultura moderna e mecanizada; de outro, indicadores sociais ainda baixos, com o estado entre os menores Índices de Desenvolvimento Humano do país e elevada concentração de pobreza rural.

Leia Também:  Dívida pública do Brasil pode atingir 100% do PIB e acende alerta fiscal, aponta FMI

A nova estrutura da Embrapa será equipada com laboratórios de alta complexidade, incluindo centrais analíticas, unidades de bioinsumos, agroindústria piloto e um laboratório voltado à redução de emissões de metano na pecuária — o primeiro do tipo na Amazônia e no Nordeste.

O Matopiba — formado por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia — é hoje uma das áreas de maior expansão agrícola do Brasil e já reúne uma produção estimada em cerca de 32 a 35 milhões de toneladas de grãos por safra, segundo levantamentos setoriais recentes, com forte concentração em soja, milho e algodão.

Na soja, principal cultura da região, a participação do Matopiba já gira em torno de 10% a 14% da produção brasileira, dependendo da safra e da metodologia de cálculo, com crescimento acelerado sobre áreas de Cerrado antes consideradas de baixa aptidão agrícola.

O Brasil, maior produtor global de soja, colheu cerca de 180 milhões de toneladas na safra mais recente, segundo dados consolidados da Conab. Nesse contexto, o avanço do Matopiba tem sido um dos principais vetores de aumento de oferta, especialmente nas últimas duas décadas.

Leia Também:  Receita Federal faz alerta sobre golpes envolvendo Pix

Além da soja, a região tem ganhado relevância na produção de milho segunda safra e algodão, com destaque para áreas do oeste da Bahia e sul do Maranhão, onde a agricultura altamente mecanizada se consolidou com uso intensivo de tecnologia, correção de solo e integração de sistemas produtivos.

Apesar do avanço, o Matopiba ainda concentra gargalos estruturais importantes. Logística de escoamento, dependência de corredores como Norte-Sul e Arco Norte, e limitações de armazenagem seguem como pontos críticos que impactam o custo final da produção e a competitividade em relação a regiões tradicionais como Centro-Oeste e Sul.

É nesse cenário que a ampliação da presença da Embrapa ganha peso estratégico. A instituição é responsável por desenvolver tecnologias adaptadas ao Cerrado, como cultivares mais tolerantes a solos ácidos, sistemas de plantio direto e manejo de baixa emissão de carbono, fundamentais para sustentar a expansão agrícola na região.

A nova estrutura no Maranhão deve reforçar esse eixo de pesquisa aplicada, aproximando o desenvolvimento tecnológico das áreas de expansão produtiva, onde o crescimento da agricultura ocorre em ritmo mais acelerado do país.

Na prática, o Matopiba já se consolidou como uma das últimas grandes fronteiras agrícolas ainda em expansão no território nacional, com papel direto na ampliação da oferta de grãos e na sustentação do crescimento das exportações do agronegócio brasileiro.


Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA