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Raça Holandesa Marcará Presença com 149 Animais na Fenasul Expoleite 2025 em Esteio (RS)
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Com a presença de 149 animais da raça Holandesa, provenientes de 17 expositores do Rio Grande do Sul, a exposição reforça a importância da genética leiteira e destaca o empenho dos produtores na busca pela qualidade e produtividade.
Destaque para a Raça Holandesa
A raça Holandesa será uma das principais atrações da Fenasul Expoleite 2025, com 149 exemplares competindo nas pistas do evento. A Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando) confirmaram a participação de expositores de diversas regiões do Estado, com animais que representam o alto nível da genética leiteira local.
A Tradição e Compromisso com a Qualidade Genética
De acordo com o presidente da Gadolando, Marcos Tang, a presença expressiva da raça Holandesa na feira é um reflexo da valorização da genética e da produtividade do setor leiteiro. Ele destaca que a participação no evento é um momento crucial para os criadores, não apenas para o julgamento dos animais, mas também como uma importante ação de marketing.
“Embora o investimento seja alto, os expositores reconhecem a importância de mostrar o seu produto — o animal e a sua propriedade — em um evento como esse”, afirma Tang. Para ele, a exposição é uma vitrine para o trabalho técnico e para a genética de qualidade que os produtores desenvolvem em suas propriedades.
Marketing e Vendas no Evento
Marcos Tang também enfatiza que muitos criadores, ao longo do ano, atuam como vendedores, e a venda de um animal pode ser fundamental para o equilíbrio financeiro ou para novos investimentos na propriedade. “Participar de uma feira é o melhor investimento em marketing que um criador pode fazer”, destaca.
A Fenasul Expoleite, portanto, não é apenas uma oportunidade para exibir os melhores exemplares, mas também para fortalecer o posicionamento de mercado dos produtores de leite e suas propriedades.
Programação e Ações da Gadolando
A programação da Gadolando na Fenasul Expoleite inclui julgamentos de pista, o Concurso Leiteiro e outras ações voltadas para a valorização da cadeia produtiva do leite. O Concurso Leiteiro, em particular, promete trazer à tona alguns dos melhores animais, com altas produções e excelente conformação mamária — características que são reflexo da genética apurada do gado leiteiro gaúcho.
“Mesmo os animais que não conquistam os primeiros lugares são de altíssima genética e desempenho. Nossos produtores estão cada vez mais profissionais, com um trabalho técnico aliado ao conhecimento, e isso é o que veremos nas pistas da Fenasul Expoleite”, afirma o presidente da Gadolando.
Organização do Evento
A Fenasul Expoleite 2025 é realizada pela Gadolando em parceria com a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul. O evento conta com a copromoção de entidades como a Febrac, Farsul, Fetag/RS e a Prefeitura de Esteio. A entrada para o público será gratuita, garantindo que mais pessoas possam conhecer e valorizar a genética e o trabalho dos criadores de gado leiteiro do Rio Grande do Sul.
Com a presença de 149 animais da raça Holandesa, a Fenasul Expoleite 2025 promete ser um grande evento para o setor leiteiro, evidenciando a qualidade genética e o compromisso dos produtores com a excelência. Além de fortalecer a promoção da genética local, o evento será uma excelente vitrine para os negócios e o marketing dos criadores, consolidando a importância da raça Holandesa na pecuária leiteira do estado.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Receita das cooperativas do agro cresce R$ 49 bilhões
As cooperativas agropecuárias brasileiras ampliaram a receita em aproximadamente R$ 49 bilhões em 2025, mas encerraram o ano com redução nas sobras destinadas aos associados. O resultado mostra que o crescimento das operações não foi suficiente para compensar o aumento dos custos financeiros, industriais e logísticos enfrentados pelo setor.
Os dados estão no Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2026, divulgado na sexta-feira (31.07) pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).
A movimentação financeira das cooperativas do agro passou de aproximadamente R$ 438,2 bilhões em 2024 para R$ 487,3 bilhões no ano passado, crescimento de 11,2%.
As sobras fizeram o caminho inverso. O valor caiu de cerca de R$ 30,2 bilhões para R$ 29,2 bilhões, redução de 3,3%. Na prática, o setor movimentou mais dinheiro, mas terminou o exercício com aproximadamente R$ 1 bilhão a menos em resultados.
No cooperativismo, as sobras correspondem ao valor que permanece depois do pagamento dos custos, despesas e obrigações. A assembleia dos associados decide quanto será distribuído aos cooperados e quanto ficará na organização para reforçar o capital, formar reservas ou financiar novos investimentos.
O valor recebido por cada associado costuma ser calculado de acordo com sua movimentação. Podem ser considerados o volume de produção entregue, as compras realizadas e a utilização dos serviços oferecidos pela cooperativa.
A queda das sobras ocorre em um momento de margens apertadas no campo. Juros elevados, custos de armazenagem e transporte, despesas industriais e preços menores para algumas commodities pressionaram os resultados das cooperativas e dos produtores.
A relação entre as sobras e a movimentação financeira caiu de aproximadamente 6,9% em 2024 para 6% em 2025. O indicador não equivale à margem de lucro de uma empresa convencional, mas ajuda a mostrar que uma parcela maior da receita foi absorvida pelas despesas.
Mesmo com a redução no resultado, o agro manteve ampla liderança dentro do cooperativismo nacional. O segmento respondeu por 57,4% de toda a movimentação financeira das cooperativas brasileiras.
O País encerrou 2025 com 1.254 cooperativas agropecuárias e 1,13 milhão de produtores associados. Essas organizações mantiveram 277,2 mil empregos diretos, quase metade dos postos de trabalho gerados por todo o sistema cooperativista.
A importância para o produtor vai além da comercialização. As cooperativas participam de 53% da produção brasileira de grãos, possuem 25% da capacidade nacional de armazenagem e respondem por 22% da carteira de crédito rural, segundo o anuário.
Essa estrutura permite que produtores negociem insumos em maior escala, armazenem a colheita, industrializem matérias-primas e vendam a produção de forma conjunta. Em regiões com pouca concorrência ou infraestrutura insuficiente, a cooperativa pode ser o principal canal de acesso a crédito, assistência técnica e mercado.
O segmento mantinha 10,7 mil profissionais de assistência técnica e extensão rural em 2025. São agrônomos, veterinários, técnicos agrícolas e outros profissionais que atendem os associados no planejamento das lavouras, na sanidade dos rebanhos e na gestão das propriedades.
Os ativos das cooperativas agropecuárias chegaram a R$ 340,1 bilhões, alta de 10,6%. O valor inclui armazéns, indústrias, máquinas, estoques, créditos e outros bens e direitos controlados pelas organizações.
O crescimento patrimonial pode ampliar a capacidade de receber, processar e comercializar a produção. Ao mesmo tempo, exige capital para manter as estruturas em funcionamento, especialmente em um período de juros elevados.
No mercado externo, 140 cooperativas venderam aproximadamente R$ 96 bilhões em produtos em 2025. O volume representou 10,3% das vendas internacionais do agronegócio brasileiro.
Café, carnes de aves e suínos, farelo e óleo de soja ficaram entre os principais produtos comercializados. China, Japão, Estados Unidos, Alemanha e Países Baixos foram os maiores destinos.
A participação internacional, porém, está concentrada. Apenas dez cooperativas responderam por 67% do valor vendido ao exterior. O dado mostra que a maior parte das organizações ainda enfrenta dificuldades para alcançar outros países, seja por falta de escala, estrutura logística, certificações ou regularidade na oferta.
Para o produtor, o desempenho de uma cooperativa não deve ser avaliado apenas pelo faturamento. Preço pago pela produção, custo dos insumos, qualidade da assistência técnica, capacidade de armazenagem, nível de endividamento e sobras devolvidas ao associado são indicadores mais próximos do resultado efetivo dentro da propriedade.
Considerando todos os ramos, o cooperativismo brasileiro movimentou R$ 848,4 bilhões em 2025. O sistema reuniu 4.400 cooperativas, 29 milhões de associados e 613,4 mil empregados. O agro permaneceu como o principal responsável pelas receitas e pelos empregos.
Fonte: Pensar Agro


