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Raça Holandesa será destaque no julgamento da Fenasul Expoleite 2025

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Entre os dias 14 e 18 de maio, o Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS), será palco da 18ª edição da Fenasul e da 45ª Expoleite. O evento, com entrada gratuita, proporcionará aos visitantes uma rara oportunidade de acompanhar o julgamento de exemplares de alta performance da raça Holandesa. Os animais serão avaliados pelo jurado Fábio Fogaça, com destaque para a qualidade genética e a produção leiteira de cada exemplar.

Marcos Tang, presidente da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando), explica que o julgamento é o ponto culminante da exposição, quando são escolhidos os animais que mais se aproximam do modelo ideal da raça. “O juiz, com sua vasta experiência, avaliará os animais, tanto jovens quanto adultos, em cada categoria, buscando aquele que melhor representa as características desejáveis da raça”, afirma Tang.

Durante o julgamento, serão selecionadas as campeãs das categorias de animais jovens, que disputarão entre si para definir a melhor fêmea jovem. Além disso, a melhor vaca jovem será escolhida entre as campeãs de vacas jovens, e, em seguida, competirá com as campeãs das categorias de quatro, cinco anos, adulta e vitalícia para conquistar o título de Grande Campeã da Fenasul Expoleite 2025.

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Tang destaca que a expectativa para o evento é muito positiva, dada a excelente qualidade genética dos animais que serão apresentados. “Tenho visitado diversos produtores no interior do estado e tenho observado a excelência dos animais que eles possuem. A qualidade genética no Rio Grande do Sul é notável”, comenta.

O presidente da Gadolando também enfatiza o investimento significativo feito pelos produtores que participam da exposição. “O criador investe não apenas no transporte dos animais, mas também na contratação de equipes para prepará-los, tosquiá-los e apresentá-los na pista. Isso implica em manter duas equipes de trabalho, uma na propriedade e outra na feira”, explica Tang. Ele ressalta que os criadores são fundamentais para o sucesso do evento. “Quem faz a feira são os produtores que trazem seus animais, pois eles investem e demonstram suas genéticas de alta performance e conformação”, finaliza.

Fábio Fogaça, jurado responsável pela avaliação da raça Holandesa, destaca o alto nível das bezerras, novilhas e vacas apresentadas ao longo dos anos na Fenasul Expoleite. “Sempre observei o excelente padrão de qualidade, tanto na conformação dos animais quanto no preparo meticuloso dos expositores. Isso reflete o trabalho sério e eficiente de melhoramento genético realizado pelos criadores do Rio Grande do Sul”, elogia Fogaça, que retorna ao evento com entusiasmo. “Será um prazer participar novamente da Fenasul Expoleite e rever amigos da raça Holandesa, pessoas que compartilham a mesma paixão pela atividade”, conclui o jurado.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026

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A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.

O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.

Produção recorde fortalece oferta brasileira

Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.

Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.

Exportações seguem em ritmo acelerado

As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.

A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.

Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.

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Mercado internacional influencia preços

Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.

A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.

Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.

A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.

Esmagamento cresce com margens mais atrativas

Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.

Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.

No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

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A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.

Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar

Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.

O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.

Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.

Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.

Perspectivas para o produtor

Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.

A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.

No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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