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Raízen abre 600 vagas para estágio e programa de aprendiz em diversas regiões do país

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A Raízen, uma das maiores empresas do setor de energia e bioenergia do Brasil, está com 600 vagas abertas para os programas de estágio e jovem aprendiz. As oportunidades estão distribuídas em escritórios, usinas e bases operacionais da companhia em diferentes Estados do país.

As inscrições podem ser realizadas até 1º de junho por meio do site de Carreiras da empresa.

160 vagas para estágio: confira os requisitos

As vagas de estágio são voltadas para estudantes do ensino superior — bacharelado, tecnólogo ou licenciatura — com formatura prevista entre julho de 2026 e julho de 2027. É necessário ter disponibilidade para estagiar 6 horas por dia em horário comercial.

Estados com vagas para estágio:

São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina, Bahia, Pernambuco, Ceará, Maranhão, Rio Grande do Norte, Tocantins, Pará, Amazonas, Rondônia e Distrito Federal.

Benefícios oferecidos aos estagiários:

  • Bolsa-auxílio de R$ 2 mil mensais
  • Recesso remunerado
  • Auxílio-transporte ou fretado
  • Plano de saúde e odontológico
  • Seguro de vida
  • Wellhub (antigo Gympass)
  • Vale-refeição ou refeitório no local
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Programa de desenvolvimento profissional

Áreas de atuação no estágio:

  • Estágio Administrativo: Setores como Estratégia e M&A, Finanças, Suprimentos, Jurídico, Compliance, Auditoria, Relações Institucionais, Sustentabilidade, TI e Serviços Compartilhados.
  • Estágio em Operações EAB (Etanol, Açúcar e Bioenergia): Atuação em usinas, com foco em áreas industriais, agrícolas, elétrica, instrumentação e manutenção automotiva.
  • Estágio em Supply Chain (Operações): Participação em logística, manutenção, controle de qualidade, segurança, estoque e transporte em bases, terminais, aeroportos e portos.
  • Estágio Comercial: Ações no varejo (rede de postos Shell) e no mercado B2B, com foco em vendas e relacionamento com clientes.
440 vagas para Programa de Aprendiz

O Programa de Aprendiz da Raízen oferece 440 vagas para jovens entre 16 e 21 anos e 11 meses, que estejam cursando ou tenham concluído o ensino médio ou técnico. Não é exigida experiência profissional.

Estados com vagas para aprendiz:

  • São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Paraná.

Áreas de atuação:

  • Aprendiz Administrativo: Apoio em tarefas como atendimento, controle de documentos e planilhas, organização de agendas, relatórios e cumprimento de normas de saúde, segurança e meio ambiente (SSMA).
  • Aprendiz Técnico e Operações: Participação em rotinas de manutenção, identificação de falhas, substituição de peças, montagem, calibração de equipamentos e organização do ambiente de trabalho conforme normas de SSMA.
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Processo seletivo

Os candidatos que atenderem aos requisitos participarão de um processo seletivo com etapas on-line, dinâmicas em grupo e entrevistas com lideranças da Raízen.

A companhia busca talentos dispostos a aprender e se desenvolver profissionalmente em um ambiente dinâmico e inovador. O programa representa uma porta de entrada para a construção de carreira na área de energia e sustentabilidade.

Faça sua inscrição

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Bioinsumos ganham protagonismo diante da dependência de fertilizantes importados e reforçam soberania do agro brasileiro

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A elevada dependência do Brasil de fertilizantes importados voltou ao centro das discussões sobre a competitividade e a segurança do agronegócio nacional. Em um cenário marcado pela alta dos preços internacionais, restrições logísticas e instabilidade geopolítica, os bioinsumos ganham espaço como uma alternativa estratégica para aumentar a eficiência das lavouras e reduzir a vulnerabilidade do setor.

Atualmente, cerca de 88% dos fertilizantes utilizados no país são importados, sobretudo de regiões sujeitas a conflitos e oscilações no comércio internacional. Diante desse contexto, a Associação Nacional de Promoção e Inovação da Indústria de Biológicos (ANPII Bio) defende a ampliação do uso de tecnologias biológicas como complemento à adubação mineral e instrumento para fortalecer a soberania produtiva brasileira.

Crise logística pressiona custos dos fertilizantes

A preocupação do setor aumentou após as recentes restrições ao tráfego no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o comércio global de fertilizantes. O corredor concentra aproximadamente um terço do fluxo mundial desses insumos e passou a enfrentar novas dificuldades logísticas, agravando um cenário que já vinha sendo impactado pelos reflexos da guerra entre Rússia e Ucrânia.

Mesmo com expectativa de normalização gradual das operações, especialistas avaliam que os efeitos sobre preços, oferta e fretes deverão continuar influenciando o mercado nos próximos meses.

Dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) mostram que, entre fevereiro e abril de 2026, o Brasil importou 4% menos fertilizantes, mas desembolsou 16% a mais pelo volume adquirido. No mesmo período, o fertilizante fosfatado MAP acumulou valorização de 20%.

Bioinsumos aumentam eficiência sem substituir fertilizantes minerais

Segundo o presidente da ANPII Bio, Thiago Delgado, os bioinsumos não eliminam a necessidade dos fertilizantes convencionais, mas desempenham papel importante ao elevar o aproveitamento dos nutrientes disponíveis no solo e reduzir parte da dependência externa.

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“O Brasil possui elevada dependência de nitrogênio, fósforo e potássio importados. Os bioinsumos contribuem para aumentar a eficiência nutricional das plantas, oferecendo maior estabilidade de custos e fortalecendo a segurança agrícola”, afirma.

Para a entidade, enquanto projetos destinados à ampliação da produção nacional de fertilizantes minerais exigem investimentos elevados e longo prazo para maturação, as tecnologias biológicas já estão disponíveis comercialmente e podem ser adotadas imediatamente pelos produtores.

Mercado brasileiro lidera desenvolvimento de tecnologias biológicas

O Brasil ocupa posição de destaque no mercado mundial de bioinsumos. De acordo com a ANPII Bio, o setor movimenta mais de R$ 7 bilhões por safra, concentra aproximadamente metade do mercado latino-americano e figura entre os três maiores mercados globais da atividade.

Além disso, cerca de 85% dos bioinsumos comercializados no país são produzidos pela própria indústria nacional, consolidando o Brasil como uma das principais referências internacionais no desenvolvimento de soluções biológicas voltadas ao agronegócio tropical.

O segmento reúne atualmente mais de 200 empresas registradas no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e contabiliza mais de 1.500 produtos registrados, apresentando crescimento superior a 50% entre 2022 e 2025.

Fixação biológica de nitrogênio é exemplo de sucesso no campo

Entre as principais aplicações dos bioinsumos estão a fixação biológica de nitrogênio (FBN), a solubilização de fósforo e potássio, o estímulo ao desenvolvimento radicular e o aumento da absorção de água e nutrientes pelas plantas.

O caso mais consolidado é o da soja brasileira. Segundo a Embrapa, a utilização de bactérias do gênero Bradyrhizobium permite suprir biologicamente a necessidade de nitrogênio da cultura, reduzindo drasticamente os custos com fertilização.

Enquanto a adubação nitrogenada convencional pode atingir cerca de R$ 906 por hectare, a inoculação biológica apresenta custo próximo de R$ 8 por hectare, mantendo elevada eficiência produtiva.

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Hoje, aproximadamente 90% das áreas cultivadas com soja no Brasil utilizam essa tecnologia, gerando economia estimada entre US$ 25 bilhões e US$ 40 bilhões por ano aos produtores.

Outro microrganismo amplamente empregado é o Azospirillum brasilense, associado ao fortalecimento do sistema radicular, maior absorção de nutrientes e aumento da tolerância das plantas aos estresses climáticos.

Reconhecimento internacional fortalece pesquisa brasileira

O avanço da pesquisa nacional em bioinsumos ganhou destaque internacional em 2025, quando a pesquisadora da Embrapa Mariangela Hungria recebeu o World Food Prize, considerado o “Nobel da Agricultura”, pelo desenvolvimento de tecnologias ligadas à fixação biológica de nitrogênio.

Para a ANPII Bio, o reconhecimento reforça o protagonismo do Brasil na construção de soluções capazes de aumentar a produtividade agrícola com menor dependência de fertilizantes minerais importados.

Marco legal impulsiona expansão do setor

Outro fator considerado decisivo para o crescimento do segmento é a Lei dos Bioinsumos (Lei nº 15.070/2024), que estabelece um marco regulatório para estimular a inovação, ampliar a produção nacional e acelerar a adoção dessas tecnologias no campo.

Segundo a entidade, a regulamentação da legislação deverá fortalecer ainda mais a competitividade da indústria brasileira de bioinsumos, criando condições favoráveis para novos investimentos em pesquisa, desenvolvimento e produção.

Na avaliação da ANPII Bio, os bioinsumos não devem ser vistos como substitutos dos fertilizantes minerais, mas como ferramentas complementares para tornar os sistemas produtivos mais eficientes, resilientes e menos vulneráveis às oscilações do mercado internacional, contribuindo para a segurança alimentar e a competitividade do agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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