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Raízen moe 24,5 milhões de toneladas de cana no 1º trimestre da safra 2025/26; produção é afetada por chuvas

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Queda na moagem em comparação à safra anterior

A Raízen, maior produtora global de açúcar e etanol de cana-de-açúcar, informou nesta quinta-feira (25) que processou 24,5 milhões de toneladas de cana no primeiro trimestre da safra 2025/2026. O volume representa uma queda em relação ao mesmo período da safra anterior, quando a companhia moeu 30,9 milhões de toneladas.

Segundo a empresa, as chuvas registradas ao longo do trimestre reduziram o ritmo das operações, o que também impactou a diluição dos custos no período.

Produção de açúcar equivalente ultrapassa 2,7 milhões de toneladas

A produção de açúcar equivalente no trimestre variou entre 2,79 milhões e 2,82 milhões de toneladas, de acordo com a prévia operacional divulgada pela companhia.

Vendas de açúcar aumentam 30%

No mesmo período, as vendas de açúcar próprio somaram 995 mil toneladas, um crescimento significativo frente às 765 mil toneladas comercializadas no primeiro trimestre da safra 2024/2025.

A Raízen destacou que os volumes vendidos estão “alinhados à disponibilidade de produto, estratégia de embarques ao longo do ano e fixação de preços”.

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Queda nas vendas de etanol

Já as vendas de etanol próprio totalizaram 496 mil metros cúbicos, volume inferior ao registrado no mesmo período do ciclo anterior, quando a empresa comercializou 672 mil metros cúbicos.

Resumo do desempenho no 1º trimestre da safra 2025/26
  • Moagem de cana: 24,5 milhões de toneladas (queda frente às 30,9 mi do 1º tri de 2024/25)
  • Produção de açúcar equivalente: entre 2,79 mi e 2,82 mi de toneladas
  • Vendas de açúcar: 995 mil toneladas (alta de 30%)
  • Vendas de etanol: 496 mil m³ (queda em relação aos 672 mil m³ do ano anterior)

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos

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O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.

A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.

O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.

Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.

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INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.

“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”

“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”

“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”

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Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.

No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.

Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.

Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.

Fonte: Pensar Agro

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