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RAMAX-Group expande atuação no Pará com foco no mercado israelense de carne bovina

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A RAMAX-Group anunciou o início das operações na unidade frigorífica recém assumida do Fortefrigo, em Paragominas (PA), reforçando sua estratégia de internacionalização com foco no mercado de Israel. A planta está regulamentada para abate kosher, que exige protocolos rigorosos de manejo, abate e certificação, abrindo oportunidades para pecuaristas da região acessarem mercados que valorizam a qualidade da carne.

O mercado israelense combina forte tradição religiosa com alta dependência de importações, e o Brasil se destaca como parceiro estratégico devido à qualidade e volume da carne nacional, além da experiência em atender exigências específicas de abate e certificação.

Paragominas: localização estratégica e potencial da pecuária local

Paragominas é um dos municípios mais relevantes do Pará na pecuária, com aproximadamente 405 mil cabeças de gado. A cidade possui localização estratégica próxima a corredores logísticos que ligam o interior do estado a portos como Vila do Conde (Barcarena) e Santarém, facilitando a exportação para mercados exigentes como Israel.

Atualmente, a unidade RAMAX-Paragominas opera com capacidade de abate diário de 500 cabeças, com previsão de expansão para 750 cabeças/dia. Cerca de 85% da produção destina-se ao mercado israelense, enquanto os 15% restantes abastecem o mercado interno.

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Oportunidades para pecuaristas e diferenciais do abate kosher

Segundo Magno Alexandre Gaia, CEO da RAMAX, a unidade oferece aos produtores locais acesso a um mercado estratégico em crescimento, que reconhece e paga pela qualidade da carne. O abate kosher exige cumprimento de normas da lei judaica, garantindo procedência, certificação e valorização da produção.

A operação em Paragominas permitirá ainda a modernização dos processos, geração de empregos e incremento da prosperidade regional, reforçando a presença da RAMAX no mercado internacional.

Dia de Campo celebra expansão e aproximação com produtores

Para marcar a inauguração da unidade, a RAMAX realizará em 10 de outubro um Dia de Campo em Paragominas. O evento reunirá produtores, colaboradores e parceiros locais, promovendo troca de experiências e detalhando a transição do Fortefrigo para a marca RAMAX.

Durante o encontro, será apresentada a história da empresa, os diferenciais do abate kosher e o papel estratégico da unidade de Paragominas na expansão internacional. Os participantes também poderão degustar cortes da marca com o selo de qualidade RAMAX, reforçando o compromisso da empresa com excelência e inovação no setor de carnes.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Setor cooperativo, que movimenta R$ 758 bilhões, ganha acesso a fundos regionais

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As 4.384 cooperativas brasileiras ganharam uma nova alternativa para financiar projetos de infraestrutura, armazenagem, industrialização e expansão das atividades econômicas. A Lei Complementar 231/2026 passou a permitir que essas organizações utilizem recursos dos fundos de desenvolvimento da Amazônia, do Nordeste e do Centro-Oeste.

A mudança, defendida pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) durante a tramitação no Congresso, alcança um setor que reúne 25,8 milhões de cooperados e gera mais de 578 mil empregos diretos. Segundo o levantamento mais recente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), referente a 2024, as cooperativas movimentaram R$ 757,9 bilhões e acumulavam R$ 1,39 trilhão em ativos.

O número de cooperativas contabilizadas pela OCB caiu de 4.509 para 4.384 entre os dois levantamentos mais recentes. O movimento, porém, não representa uma retração econômica do cooperativismo. No mesmo período, a quantidade de cooperados aumentou de 23,45 milhões para 25,8 milhões, enquanto os empregos diretos avançaram de 550,6 mil para 578 mil. O volume movimentado cresceu 9,5%, passando de R$ 692 bilhões para R$ 757,9 bilhões.

No agronegócio, a presença das cooperativas é ainda mais significativa. O país reúne 1.172 cooperativas agropecuárias, formadas por aproximadamente 1,1 milhão de produtores e responsáveis por 268 mil empregos diretos. O ramo movimentou R$ 438,3 bilhões em 2024, o equivalente a quase 58% de todo o cooperativismo nacional.

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Essas organizações respondem por mais da metade da originação de grãos e fibras no Brasil. Também possuem participação importante nas cadeias de leite, café, carnes, frutas e hortaliças, principalmente por reunir pequenos e médios produtores que, individualmente, teriam menor capacidade de armazenar, industrializar e comercializar a produção.

A nova legislação inclui expressamente as cooperativas entre os possíveis beneficiários do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) e do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO). Até então, a ausência dessa previsão limitava a apresentação direta de projetos por essas organizações.

Na prática, uma cooperativa poderá buscar financiamento para construir ou ampliar silos, armazéns frigorificados, unidades de beneficiamento, fábricas de ração, laticínios, frigoríficos e agroindústrias. Os recursos também podem apoiar investimentos em energia, irrigação, logística e outras estruturas compartilhadas pelos cooperados.

O financiamento não será liberado automaticamente. As cooperativas precisarão apresentar projetos técnica e economicamente viáveis, enquadrados nas prioridades de desenvolvimento de cada região. As propostas serão avaliadas pelas superintendências regionais e pelos agentes financeiros responsáveis pela operação dos recursos.

Os três fundos não devem ser confundidos com o FNO, o FNE e o FCO, linhas constitucionais já utilizadas no crédito rural. O FDA, o FDNE e o FDCO são voltados principalmente a empreendimentos estruturantes, com potencial para gerar empregos, ampliar a atividade econômica e reduzir desigualdades regionais.

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Para a FPA, a mudança permite que os recursos cheguem a municípios nos quais o crédito tradicional ainda é restrito. A organização coletiva também possibilita que produtores dividam custos e executem projetos que dificilmente seriam viáveis de forma individual.

Presidente da FPA, o deputado Pedro Lupion afirmou que o acesso aos fundos amplia a capacidade de investimento das cooperativas e fortalece a geração de renda no interior. O vice-presidente da frente na Câmara, Arnaldo Jardim, destacou que a medida favorece projetos maiores de industrialização e comercialização, com maior agregação de valor à produção.

A Lei Complementar 231/2026 não cria novos gastos nem reserva uma parcela dos fundos exclusivamente para o cooperativismo. A mudança amplia o grupo de organizações autorizadas a disputar os recursos já disponíveis, conforme as regras de cada programa e a qualidade dos projetos apresentados.

Para os municípios produtores, o principal efeito esperado é a possibilidade de transformar uma parcela maior da produção no próprio interior. Em vez de apenas vender grãos, leite, café ou animais, as cooperativas poderão investir no armazenamento e na industrialização, mantendo empregos, renda e arrecadação mais próximos das propriedades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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