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RAR apresenta nova identidade, reorganiza operações e projeta crescimento de 16% em 2025

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A RAR, empresa gaúcha com sede em Vacaria (RS) e reconhecida pela produção de queijos, azeites, maçãs e outros produtos agrícolas, anunciou uma ampla reformulação de sua identidade visual e estrutura organizacional. A mudança acompanha a celebração dos 46 anos da companhia, fundada por Raul Anselmo Randon, e visa consolidar o posicionamento estratégico da marca com foco no crescimento sustentável.

A nova fase, que inclui a reorganização das unidades de negócio e o lançamento da marca corporativa RAR Agro & Indústria, tem como objetivo alcançar R$ 580 milhões em receita líquida em 2025 — um avanço de 16% em relação a 2024. No ano anterior, a empresa registrou R$ 500 milhões, crescimento de 6,5%. A meta de longo prazo é atingir R$ 1 bilhão até 2034, com uma taxa média de crescimento anual próxima de 10%.

Reestruturação das marcas e nova identidade corporativa

A reformulação contempla a adoção do nome RAR Agro & Indústria como marca corporativa, mantendo a sigla RAR como homenagem ao fundador Raul Anselmo Randon. O novo modelo organizacional será composto por três frentes:

  • RAR Agro & Indústria – nova identidade institucional que consolida a atuação da empresa nas áreas agrícola e industrial.
  • Rasip Agro – anteriormente dedicada apenas à fruticultura (maçãs), a unidade passa a incluir também o cultivo de cereais, produção de leite, uvas e azeitonas. Entre as submarcas estão Rasip Kids e Rasip Belgala.
  • RAR Gastronomia – reúne os produtos voltados à alimentação, como queijos, lácteos, azeites, vinagres, vinhos e charcutaria. Destaque para o Gran Formaggio RAR (primeiro queijo tipo grana produzido fora da Itália) e para a rede de franquias Spaccio RAR Gastronomia.
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Modernização alinhada à estratégia de mercado

A mudança resulta de um projeto estratégico iniciado em 2023, que teve como base uma pesquisa quantitativa conduzida pelo Instituto PHD, com 1.300 consumidores das regiões Sul e Sudeste. O estudo apontou a necessidade de fortalecer o reconhecimento da marca e associar mais claramente a RAR ao universo da gastronomia, além de simplificar sua estrutura para consumidores e colaboradores.

Segundo o presidente executivo da RAR Agro & Indústria, Sergio Martins Barbosa, a renovação respeita o legado da empresa ao mesmo tempo em que aponta para o futuro.

“As marcas que os consumidores já conhecem e amam permanecem — apenas foram modernizadas.”

As novas embalagens dos produtos da linha RAR Gastronomia, incluindo o Gran Formaggio, chegarão ao varejo a partir do segundo semestre de 2025.

Diversificação e expansão no agro e na indústria

A modernização da marca também reflete a ampliação das frentes de atuação da empresa no agronegócio e na indústria alimentícia. O CEO da RAR Agro & Indústria, Angelo Sartor, destacou os investimentos recentes da companhia.

“Ampliamos pomares, abrimos novos mercados de exportação e estamos cada vez mais conectados com nossos clientes e parceiros.”

Com presença nacional e exportações para mais de 15 países, a RAR mantém uma sólida rede de franquias com unidades em Curitiba (PR), São José dos Campos (SP), Florianópolis (SC), Gramado (RS) e loja própria em Vacaria (RS).

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A reformulação da RAR marca uma nova etapa na trajetória da empresa, que combina inovação, respeito à história e uma visão de futuro voltada ao fortalecimento de sua posição no setor agroindustrial brasileiro e internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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