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Receita dos cafés do Brasil deve atingir R$ 127,88 bilhões no ano-cafeeiro de 2025

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A receita bruta dos Cafés do Brasil para o ano-cafeeiro de 2025 foi estimada em R$ 127,88 bilhões. O valor representa um aumento de 59,2% em comparação ao faturamento de 2024 (R$ 80,31 bilhões) e um salto de mais de 140% frente aos R$ 53,24 bilhões registrados em 2023.

Café arábica lidera receita nacional

Do total previsto para este ano-cafeeiro, a maior parte – R$ 93,05 bilhões – deve vir da produção de Coffea arabica, responsável por 72,7% da receita total. Já o Coffea canephora (robusta + conilon) deve gerar R$ 34,83 bilhões, o equivalente a 27,3% do montante.

Minas Gerais lidera o ranking do café arábica

Entre os estados produtores de café arábica, Minas Gerais mantém a liderança absoluta com uma receita estimada em R$ 65,55 bilhões, o que representa 70,4% do total nacional dessa espécie.

Na sequência, aparecem:

  • São Paulo: R$ 12,31 bilhões (13,2%)
  • Espírito Santo: R$ 7,23 bilhões (7,7%)
  • Bahia: R$ 4,61 bilhões (4,9%)
  • Paraná: R$ 1,78 bilhão (1,9%)
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Outros sete estados completam o total da arrecadação nacional estimada para o café arábica.

Espírito Santo domina a produção de canephora

No caso do café canephora, o Espírito Santo aparece como o maior produtor, com R$ 22,80 bilhões, o que representa 65,46% da receita nacional dessa espécie. Em seguida, estão:

  • Rondônia: R$ 5,72 bilhões (16,42%)
  • Bahia: R$ 5,02 bilhões (14,41%)
  • Minas Gerais: R$ 760,98 milhões (2,18%)
  • Mato Grosso: R$ 330,69 milhões (menos de 1%)
Dados são do Ministério da Agricultura com base em preços médios

Os cálculos do Valor Bruto da Produção (VBP) são elaborados pela Secretaria de Política Agrícola (SPA), do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), e têm como base os preços médios recebidos pelos produtores de janeiro a abril de 2025. No caso do arábica, considera-se o tipo 6, bebida dura para melhor; e, no caso do robusta, o tipo 6, peneira 13 acima, com até 86 defeitos.

As análises completas estão disponíveis no Observatório do Café, do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café, com base nos dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) do IBGE.

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Perspectiva positiva para o setor

A expressiva alta no faturamento reforça a importância estratégica do café para a economia brasileira e aponta para um ano promissor para o setor, impulsionado por preços mais altos e uma safra mais robusta

VBP Abril 2025

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja despenca em Chicago, trava negócios no Brasil e mantém preços estáveis no mercado físico

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A forte desvalorização dos contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) marcou o mercado ao longo da semana e contribuiu para a paralisação das negociações no Brasil. Mesmo com a valorização do dólar frente ao real, o recuo das cotações internacionais reduziu o interesse dos agentes do mercado e manteve a comercialização em ritmo lento nas principais regiões produtoras do país.

A combinação entre a queda expressiva em Chicago e o feriado da última quinta-feira diminuiu a liquidez do mercado brasileiro. Como resultado, os preços da oleaginosa permaneceram praticamente inalterados nos principais polos de comercialização.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu cotada a R$ 126,00 durante toda a semana. Em Cascavel (PR), o valor permaneceu em R$ 121,00 por saca. Já em Rondonópolis (MT), a referência ficou em R$ 110,00. No Porto de Paranaguá (PR), importante termômetro das exportações brasileiras, a cotação se manteve em R$ 132,00 por saca.

Chicago atinge menor nível desde fevereiro

Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja com vencimento em julho, os mais negociados do mercado, acumularam perdas superiores a 5% na semana. Na manhã desta sexta-feira (5), o contrato era negociado a US$ 11,26 por bushel, o menor patamar registrado desde o início de fevereiro.

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A pressão baixista está diretamente relacionada aos fundamentos globais da oferta. As condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos seguem beneficiando o desenvolvimento das lavouras, reforçando as expectativas de uma safra cheia na temporada 2026/27.

Além disso, o mercado já começa a revisar para cima as projeções de produtividade das lavouras norte-americanas. O cenário se soma às safras robustas colhidas recentemente por Brasil e Argentina, ampliando a disponibilidade global da commodity e aumentando a pressão sobre os preços internacionais.

Demanda chinesa ainda decepciona mercado

Pelo lado da demanda, os investidores seguem atentos ao comportamento das importações chinesas. Apesar do acordo comercial firmado entre China e Estados Unidos em maio, o mercado ainda não observa uma retomada consistente das compras chinesas de soja norte-americana.

A ausência desse movimento limita o potencial de recuperação das cotações e reforça o ambiente de cautela entre os participantes do mercado internacional.

Relatório do USDA e tensão geopolítica seguem no radar

Nas próximas semanas, dois fatores devem continuar influenciando os preços da soja.

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O primeiro é o relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na próxima quinta-feira, dia 11. O documento poderá trazer novas revisões para produção, estoques e exportações da oleaginosa.

O segundo fator é a escalada das tensões no Oriente Médio, que continua gerando volatilidade nos mercados financeiros e energéticos. O impacto sobre os preços do petróleo e o comportamento dos investidores permanecem no centro das atenções.

Dólar sobe, mas não consegue compensar perdas externas

No mercado cambial, o dólar apresentou valorização ao longo da semana, impulsionado pelas incertezas geopolíticas, preocupações com a inflação global e pela expectativa de manutenção dos juros elevados nos Estados Unidos.

A moeda norte-americana avançou cerca de 1,4% frente ao real no período, voltando ao patamar de R$ 5,12.

Apesar do movimento favorável para as exportações brasileiras, a alta do câmbio não foi suficiente para neutralizar o impacto negativo provocado pela forte queda das cotações em Chicago, mantendo o mercado doméstico praticamente paralisado e com poucas alterações nos preços da soja.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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