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Reforma Tributária Impõe Desafios e Oportunidades para Holdings Familiares

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A Reforma Tributária, que promete transformar profundamente o panorama das holdings familiares, especialmente aquelas voltadas à gestão e locação de imóveis, trará mudanças significativas na estrutura tributária dessas empresas. Verônica Schmoeller, especialista em gestão tributária da consultoria SOUZAMAAS, aponta que o impacto principal será o aumento da carga tributária para as holdings que operam com bens imóveis.

Atualmente, as alíquotas de 3,65% para o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS) podem ser substituídas pelo novo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que poderão atingir até 15%. Além disso, a especialista alerta para a previsão de elevação no Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação de Quaisquer Bens ou Direitos (ITCMD), que incide sobre heranças e doações, com alíquotas podendo ultrapassar os 16% em estados como São Paulo e Minas Gerais, o que reforça a necessidade urgente de um planejamento sucessório.

Estados do Norte e Nordeste, como Bahia e Pernambuco, possuem alíquotas inferiores, variando entre 3% e 4%, o que, atualmente, torna essas regiões atraentes para a constituição de holdings familiares. No entanto, Schmoeller destaca que é fundamental considerar a residência fiscal dos herdeiros e o local dos bens para garantir a conformidade com a legislação.

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Embora a reestruturação fiscal das empresas represente um desafio, a especialista defende que as holdings patrimoniais, mesmo diante das novas exigências de governança e transparência, continuam sendo uma ferramenta essencial para o planejamento sucessório e proteção do patrimônio. A tributação de até 27,5% sobre os rendimentos da pessoa física e a centralização da gestão de bens são aspectos que tornam a holding uma opção vantajosa, pois facilita a sucessão sem recorrer a inventários onerosos e demorados.

“A complexidade burocrática pode, de fato, retardar processos como a aprovação de dividendos e reorganizações societárias, mas ela também impulsiona a adoção de uma governança mais robusta, como conselhos familiares e auditorias, aumentando a segurança jurídica e minimizando riscos. A transparência exigida pela nova legislação, embora demande gestão especializada, favorece a harmonia familiar e a eficiência administrativa”, afirma Schmoeller.

A Reforma Tributária também abre espaço para modelos inovadores, como a “holding verde”, que visa incentivar investimentos sustentáveis com benefícios fiscais, e a “holding digital”, que utiliza plataformas digitais e blockchain para otimizar a gestão patrimonial.

A especialista ressalta a importância de as empresas e indivíduos se adaptarem às novas regras, que entrarão em vigor a partir de 2025. A chave para aproveitar as oportunidades da Reforma Tributária será antecipar as mudanças, revisar as estruturas existentes e adotar um planejamento tributário estratégico com governança forte. Assim, a holding familiar não será apenas uma solução patrimonial, mas também uma ferramenta fundamental para o futuro das famílias empresárias brasileiras.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil exporta menos café em volume, mas mantém faturamento com preços elevados

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O Brasil exportou 35,4 milhões de sacas de café de 60 kg entre julho de 2025 e maio de 2026, segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). O volume representa uma queda de 18% em relação ao mesmo período da safra anterior, quando os embarques somaram 43 milhões de sacas.

Apesar da redução na quantidade exportada, o desempenho financeiro do setor se manteve praticamente estável. A receita acumulada atingiu US$ 13,6 bilhões, levemente abaixo dos US$ 13,7 bilhões registrados na temporada 2024/25. O resultado evidencia que a valorização do grão no mercado internacional compensou a menor disponibilidade do produto brasileiro.

Preços altos sustentam receita mesmo com queda nas exportações

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o desempenho do café brasileiro ao longo da safra 2025/26 foi impactado por uma combinação de fatores, especialmente a menor produção e os estoques internos historicamente reduzidos.

Com a oferta limitada, o café disponível foi sendo gradualmente comercializado ao longo do ciclo, o que reduziu significativamente os volumes remanescentes para negociação. Em paralelo, os preços elevados permitiram maior capitalização dos produtores, que não demonstraram necessidade de acelerar a venda dos estoques restantes.

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Esse cenário contribuiu para a queda nos embarques, mesmo com o Brasil mantendo forte competitividade no mercado internacional.

Nova safra avança, mas impacto nas exportações será gradual

Segundo pesquisadores do Cepea, a colheita da safra 2026/27 começou a ganhar ritmo em maio, impulsionando o avanço das negociações no mercado interno. No entanto, o impacto desse novo ciclo ainda não aparece de forma significativa nos dados de exportação.

Isso ocorre porque o café recém-colhido precisa passar por etapas de preparo, secagem e beneficiamento antes de estar apto para embarques em maior escala. Dessa forma, o reflexo da nova safra sobre os volumes exportados deve ocorrer de maneira gradual ao longo dos próximos meses.

O Cepea avalia que parte desse movimento já pode ser percebida nos dados de junho, embora ainda de forma parcial, com tendência de aumento progressivo na oferta exportável conforme a safra avança.

Perspectivas para o setor cafeeiro brasileiro

O comportamento recente do mercado reforça o papel dos preços internacionais como principal fator de sustentação da receita do setor cafeeiro brasileiro em um cenário de menor oferta. Ao mesmo tempo, a transição para a nova safra tende a redefinir o equilíbrio entre volume e valor nas exportações nos próximos meses.

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Com a entrada gradual da produção 2026/27 no mercado, a expectativa é de recuperação parcial dos embarques, ainda que condicionada ao ritmo de beneficiamento e à dinâmica de demanda global pelo café brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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