AGRONEGOCIOS
Safra de soja bate novo recorde e leva produção brasileira de grãos a 350,4 milhões de toneladas em 2026
AGRONEGOCIOS
A produção brasileira de grãos deve atingir um novo recorde histórico em 2026. De acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado pelo IBGE, a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas foi estimada em 350,4 milhões de toneladas, volume 1,2% superior ao registrado em 2025, representando um acréscimo de 4,3 milhões de toneladas.
Na comparação com abril, a estimativa avançou 0,5%, reforçando as perspectivas positivas para o setor agrícola nacional. O destaque absoluto da temporada é a soja, que alcança a maior produção já registrada no país e responde por quase metade de toda a safra brasileira de grãos.
Soja alcança 174,6 milhões de toneladas e estabelece novo recorde
A produção brasileira de soja foi estimada em 174,6 milhões de toneladas, novo recorde da série histórica do IBGE. O volume representa crescimento de 5,1% em relação à safra de 2025, quando foram colhidas 166,1 milhões de toneladas.
A área cultivada deve alcançar 48,3 milhões de hectares, avanço de 1,1% na comparação anual. Já a produtividade média foi projetada em 3.617 quilos por hectare, aumento de 4% sobre a temporada anterior.
Segundo o IBGE, o resultado é consequência da expansão das áreas de cultivo, do aumento dos investimentos em tecnologia e das condições climáticas favoráveis observadas em grande parte das regiões produtoras.
Além da soja, também foram registradas estimativas recordes para o café canephora e o sorgo.
Investimentos e clima favorecem desempenho das lavouras
O crescimento da produção agrícola brasileira ocorre mesmo diante de desafios relacionados à rentabilidade de algumas culturas. O avanço da tecnologia no campo, aliado ao aumento das áreas plantadas e ao clima favorável, tem contribuído para elevar os rendimentos das lavouras.
Entre os principais produtos agrícolas, a soja apresentou crescimento de 5,1% na produção e o sorgo avançou 3,9%. Por outro lado, algumas culturas registraram retração:
- Algodão herbáceo: -8,1%
- Arroz: -11,4%
- Feijão: -5,8%
- Milho: -1,7%
- Trigo: -7,8%
O feijão merece atenção especial. De acordo com o levantamento, a oferta nacional está mais apertada, o que pode exigir importações pontuais para complementar o abastecimento interno.
Centro-Oeste lidera produção nacional de grãos
A região Centro-Oeste segue como principal polo produtor do país, concentrando 175,9 milhões de toneladas, o equivalente a 50,2% da produção brasileira.
O ranking regional da safra de grãos ficou assim:
- Centro-Oeste: 175,9 milhões de toneladas (50,2%)
- Sul: 92,4 milhões de toneladas (26,4%)
- Sudeste: 30,8 milhões de toneladas (8,8%)
- Nordeste: 29,8 milhões de toneladas (8,5%)
- Norte: 21,5 milhões de toneladas (6,1%)
Entre os estados, Mato Grosso mantém ampla liderança como maior produtor nacional, respondendo sozinho por 31% da produção brasileira de grãos.
Estados líderes na produção de grãos
- Mato Grosso – 31,0%
- Paraná – 13,6%
- Rio Grande do Sul – 10,7%
- Goiás – 10,6%
- Mato Grosso do Sul – 8,3%
- Minas Gerais – 5,5%
Juntos, esses estados representam quase 80% de toda a produção nacional.
Mato Grosso amplia liderança na produção de soja
Principal produtor da oleaginosa no Brasil, Mato Grosso teve sua estimativa elevada para 50,7 milhões de toneladas, reforçando sua posição de liderança.
Outros destaques da safra de soja incluem:
- Paraná: 22 milhões de toneladas
- Rio Grande do Sul: 18,4 milhões de toneladas
- Mato Grosso do Sul: 15,8 milhões de toneladas
No Rio Grande do Sul, a recuperação chama atenção. Após perdas causadas por adversidades climáticas na safra anterior, a produção deve crescer expressivos 34,6% em relação a 2025.
Capacidade de armazenagem agrícola cresce e chega a 233,8 milhões de toneladas
O IBGE também divulgou os resultados da Pesquisa de Estoques, que apontam crescimento da infraestrutura de armazenagem agrícola brasileira.
No segundo semestre de 2025, a capacidade disponível para armazenamento alcançou 233,8 milhões de toneladas, aumento de 1,1% em comparação ao primeiro semestre do mesmo ano.
O número de estabelecimentos armazenadores chegou a 9.668 unidades, crescimento de 0,5%.
Entre as regiões, o maior avanço ocorreu no Norte, com aumento de 4,7% no número de unidades armazenadoras, seguido por Nordeste (1,9%), Sudeste (1,5%) e Centro-Oeste (0,3%).
Milho lidera estoques agrícolas do país
Em 31 de dezembro de 2025, os estoques agrícolas nacionais somavam 44,1 milhões de toneladas. O milho liderava com ampla vantagem.
Principais produtos armazenados
- Milho: 22,8 milhões de toneladas
- Soja: 7,3 milhões de toneladas
- Trigo: 6,0 milhões de toneladas
- Arroz: 2,9 milhões de toneladas
- Café: 800 mil toneladas
Esses cinco produtos representavam mais de 90% de todo o volume armazenado monitorado pela pesquisa.
Silos e armazéns graneleiros impulsionam logística do agronegócio
A evolução da armazenagem brasileira acompanha o crescimento da produção agrícola nas últimas décadas. Segundo o IBGE, nos últimos 28 anos houve forte expansão das estruturas voltadas aos grãos.
Enquanto os armazéns convencionais perderam participação e reduziram sua capacidade em 56,9%, os armazéns graneleiros ampliaram sua capacidade em 151,4%, e os silos registraram crescimento expressivo de 469,7%.
O movimento reflete a transformação do agronegócio brasileiro, impulsionado principalmente pela expansão da soja e do milho, culturas que exigem estruturas modernas para armazenagem e logística após a colheita.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGOCIOS
Exportações de açúcar somam 1,6 milhão de toneladas no line-up e mantêm forte ritmo de embarques nos portos do Brasil
O line-up de navios nos portos brasileiros aponta que o país deve exportar 1,606 milhão de toneladas de açúcar na semana encerrada em 17 de junho, mantendo o Brasil como um dos principais fornecedores globais da commodity.
O volume, apesar de expressivo, representa redução em relação à semana anterior, quando estavam programadas 1,860 milhão de toneladas para embarque. O levantamento considera embarcações já atracadas, em fila de espera ou com previsão de chegada até 13 de julho.
Porto de Santos concentra maior parte dos embarques
O Porto de Santos (SP) segue como principal hub exportador de açúcar do país, concentrando 1.325.530 toneladas programadas no período.
Na sequência aparecem o Porto de Paranaguá (PR), com 278.000 toneladas, Recife (PE), com 20.300 toneladas, e Maceió (AL), com 8.774 toneladas.
Predomínio do açúcar VHP nas exportações
A composição da carga mostra predominância do açúcar VHP, que responde pela maior parte dos embarques, com 1.461.304 toneladas.
Também estão previstos embarques de Crystal B150 (100 mil toneladas), TBC (32.300 toneladas), açúcar refinado A-45 (7 mil toneladas) e VHP ensacado, equivalente a 6.000 toneladas.
Exportações de açúcar somam 1,6 milhão de toneladas em junho
Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que o Brasil exportou 1.603.237 toneladas de açúcar em junho, com receita de US$ 574,98 milhões no acumulado do mês.
A média diária exportada ficou em 178,137 mil toneladas, enquanto a receita média diária atingiu US$ 63,887 milhões, considerando nove dias úteis no período.
Receita diária recua, mas volume cresce na comparação anual
Na comparação com junho de 2025, houve aumento no volume exportado, mas queda na receita e nos preços médios.
A receita diária recuou 11,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o valor médio era de US$ 72,166 milhões.
Já o volume diário embarcado cresceu 5,8%, acima das 168,399 mil toneladas registradas em junho de 2025.
Preço médio do açúcar recua no mercado externo
O preço médio do açúcar exportado em junho de 2026 ficou em US$ 358,6 por tonelada, representando queda de 16,3% frente aos US$ 428,5 por tonelada observados em junho de 2025.
O recuo reflete um cenário internacional mais pressionado, apesar da manutenção de um forte fluxo físico de exportações brasileiras, sustentado pela competitividade do país no mercado global.
O desempenho do setor reforça o Brasil como protagonista no comércio mundial de açúcar, com volumes elevados de embarque, ainda que sob pressão de preços no mercado internacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio

