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Safra de uva cresce mais de 10% e reforça qualidade na Cooperativa Vinícola Garibaldi

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A Cooperativa Vinícola Garibaldi encerrou a safra de uva com resultados positivos, tanto em volume quanto em qualidade da matéria-prima. Beneficiada por condições climáticas favoráveis e boas práticas de manejo, a colheita superou 30 milhões de quilos, registrando crescimento superior a 10% em relação ao ciclo anterior.

Safra antecipada marca início do ciclo produtivo

A vindima teve início em 31 de dezembro, antecipando o calendário tradicional da cultura. Já no primeiro dia, a cooperativa recebeu cerca de 20 mil quilos de uva, dando início a um período intenso de colheita que se estendeu até o fim de março.

O encerramento oficial ocorreu no dia 27 de março, consolidando um ciclo produtivo considerado positivo pelo setor.

Condições climáticas favorecem qualidade das uvas

De acordo com o enólogo Ricardo Morari, o clima teve papel fundamental no desempenho da safra.

As condições favoreceram o desenvolvimento dos vinhedos, garantindo bons níveis de maturação, sanidade e elevado potencial enológico das uvas — fatores determinantes para a qualidade final dos vinhos e espumantes.

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Qualidade da matéria-prima impulsiona resultados da vinícola

O alto padrão das uvas colhidas deve impactar diretamente a qualidade dos produtos elaborados pela cooperativa. No ano anterior, a vinícola conquistou mais de 70 medalhas em concursos nacionais e internacionais, resultado que tende a se manter com o desempenho desta safra.

O trabalho integrado entre equipe técnica e produtores também foi destacado como fator essencial para os resultados alcançados.

Diversidade de variedades fortalece portfólio

Durante a safra, a cooperativa recebeu aproximadamente 60 variedades de uvas, evidenciando a diversidade produtiva da região.

Desse total:

  • Cerca de 45% são uvas viníferas, destinadas à produção de vinhos finos e espumantes
  • Os outros 55% correspondem a variedades comuns, utilizadas na produção de vinhos de mesa e suco de uva

Essa diversidade sustenta o amplo portfólio da marca e contribui para a geração de valor ao longo de toda a cadeia produtiva.

Trabalho de cooperados garante produção expressiva

A produção é resultado do trabalho de aproximadamente 470 cooperados, distribuídos em cerca de 20 municípios da Serra Gaúcha. Juntos, eles cultivam aproximadamente 1,2 mil hectares de vinhedos.

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O desempenho da safra reforça a importância do manejo adequado aliado às condições naturais, garantindo continuidade e qualidade na produção vitivinícola.

Perspectiva positiva para o setor vitivinícola

Com volume expressivo e qualidade elevada, a safra 2025/26 da Cooperativa Vinícola Garibaldi reforça o potencial do setor vitivinícola brasileiro. A expectativa é de manutenção do padrão de excelência, consolidando a competitividade dos produtos tanto no mercado interno quanto no exterior.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño volta ao radar do mercado de café e pode influenciar oferta global nas próximas safras

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A confirmação de um novo episódio do fenômeno El Niño para o segundo semestre de 2026 reacendeu a atenção do mercado internacional de café. Embora a produção brasileira da safra 2026/27 não deva sofrer impactos relevantes, especialistas avaliam que as alterações climáticas poderão afetar importantes regiões produtoras ao redor do mundo e influenciar as perspectivas de oferta nos próximos ciclos.

De acordo com análise da Hedgepoint Global Markets, os efeitos do El Niño sobre a cafeicultura dependem da intensidade e da duração do fenômeno, além do momento em que ocorre dentro do calendário agrícola de cada país. Por isso, os impactos tendem a variar entre as diferentes origens produtoras.

Safra brasileira 2026/27 segue com perspectiva positiva

No Brasil, maior produtor e exportador mundial de café, a expectativa é de que a safra 2026/27 não registre perdas significativas em decorrência do fenômeno climático.

Segundo a Hedgepoint, o estágio atual das lavouras reduz os riscos imediatos para a produção nacional. Ainda assim, um outono e inverno com maior volume de chuvas podem provocar atrasos na colheita e aumentar a volatilidade do mercado ao longo dos próximos meses.

Mesmo sem expectativa de impactos relevantes sobre a produtividade da safra atual, o comportamento do clima continuará sendo acompanhado de perto pelos agentes do setor, especialmente diante da possibilidade de fortalecimento do El Niño durante o segundo semestre.

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Florada da safra 2027/28 entra no foco do mercado

Se a produção da temporada atual inspira maior tranquilidade, a mesma situação não se aplica ao próximo ciclo produtivo.

A Hedgepoint alerta que alterações no regime de chuvas e nas temperaturas durante o período de florada poderão influenciar o potencial produtivo da safra brasileira de 2027/28.

A fase de floração é considerada uma das mais importantes para a definição da produtividade dos cafezais. Qualquer irregularidade climática nesse período pode comprometer a formação dos frutos e alterar as estimativas futuras de produção.

América Central e Sudeste Asiático concentram maiores riscos

Enquanto o Brasil tende a enfrentar impactos limitados no curto prazo, outras importantes regiões produtoras apresentam maior vulnerabilidade aos efeitos do El Niño.

Segundo a análise da Hedgepoint Global Markets, países da América Central e do Sudeste Asiático podem sofrer alterações climáticas capazes de prejudicar tanto a safra 2026/27 quanto a temporada 2027/28.

Essas regiões desempenham papel estratégico no abastecimento global de café, especialmente na produção de grãos arábica e robusta, o que faz com que qualquer redução na oferta seja acompanhada com atenção pelos mercados internacionais.

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Clima seguirá como principal variável para os preços

Com a possibilidade de um episódio mais intenso de El Niño entre o fim de 2026 e o início de 2027, operadores, exportadores e produtores deverão manter atenção redobrada à evolução das condições climáticas nas principais origens produtoras.

Embora o cenário atual não indique prejuízos relevantes para a produção brasileira desta temporada, o mercado continua precificando riscos relacionados às próximas safras, uma vez que o equilíbrio entre oferta e demanda mundial depende diretamente das condições meteorológicas.

Segundo Laleska Moda, analista de inteligência de mercado da Hedgepoint Global Markets, o comportamento do fenômeno varia conforme a região e o período do ano em que atua.

A especialista explica que, no Brasil, a safra 2026/27 deve ser preservada, mas o andamento da colheita e, principalmente, a florada da safra 2027/28 exigirão acompanhamento constante. Já em países da América Central e do Sudeste Asiático, os efeitos do El Niño poderão ser mais intensos, afetando a produção nas duas próximas temporadas.

Diante desse cenário, o clima permanece como um dos principais fatores de formação das expectativas para o mercado global de café, influenciando decisões de comercialização, investimentos e projeções para a oferta mundial nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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