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Santa Catarina registra exportações de US$ 7,57 bilhões no agronegócio em 2024

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Os dados fazem parte da 45ª edição da Síntese Anual da Agricultura de Santa Catarina, elaborada pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), que traz uma análise detalhada do desempenho do setor e subsidia políticas públicas e estratégias voltadas ao campo.

Setores concentrados lideram as exportações

Segundo o Observatório Agro Catarinense, a maior parte das vendas externas está concentrada em poucos segmentos. De 25 setores avaliados, apenas seis responderam por quase 94% do valor exportado. As carnes foram destaque, representando 54,8% do total, seguidas pelos produtos florestais, com 25,2%.

Principais produtos exportados

De acordo com a Epagri/Cepa, os produtos mais exportados em 2024 foram:

  • Carne de frango
  • Carne suína
  • Madeira
  • Soja em grão
  • Papel
  • Fumo

Esses itens juntos somaram 88,1% da receita total do agronegócio de Santa Catarina. A carne suína foi o produto que mais cresceu, com aumento de 8% em relação ao ano anterior, totalizando US$ 1,69 bilhão. A carne de frango, principal item da pauta, apresentou crescimento mais tímido, de 0,2%, alcançando US$ 2,29 bilhões.

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Qualidade sanitária impulsiona exportações

Alexandre Luís Giehl, analista de Socioeconomia e Desenvolvimento Rural da Epagri/Cepa, destaca que o diferencial sanitário do estado é fundamental para o sucesso no comércio internacional. “O controle rigoroso em toda a cadeia produtiva garante reconhecimento internacional e fortalece a confiança dos mercados mais exigentes, sustentando a posição de destaque do estado no comércio global de proteínas animais”, afirma.

Impacto de problemas sanitários globais

Além do padrão local, surtos de peste suína africana e gripe aviária em outros países impulsionaram a demanda por carnes de origem segura, como as produzidas em Santa Catarina. Em 2024, as exportações de carne suína para as Filipinas cresceram 48%, enquanto os embarques de carne de frango para o Japão aumentaram 25%.

China e EUA são os principais compradores

A China e os Estados Unidos continuam sendo os maiores mercados para o agronegócio catarinense, com participação de 15,6% e 13% nas exportações, respectivamente. Outros mercados importantes foram:

  • Japão (8,2%)
  • Filipinas (6%)
  • México (5,9%)
  • Chile (4,3%)

Esses dados confirmam a presença consolidada dos produtos de Santa Catarina em mercados estratégicos da Ásia e das Américas.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Setor cooperativo, que movimenta R$ 758 bilhões, ganha acesso a fundos regionais

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As 4.384 cooperativas brasileiras ganharam uma nova alternativa para financiar projetos de infraestrutura, armazenagem, industrialização e expansão das atividades econômicas. A Lei Complementar 231/2026 passou a permitir que essas organizações utilizem recursos dos fundos de desenvolvimento da Amazônia, do Nordeste e do Centro-Oeste.

A mudança, defendida pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) durante a tramitação no Congresso, alcança um setor que reúne 25,8 milhões de cooperados e gera mais de 578 mil empregos diretos. Segundo o levantamento mais recente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), referente a 2024, as cooperativas movimentaram R$ 757,9 bilhões e acumulavam R$ 1,39 trilhão em ativos.

O número de cooperativas contabilizadas pela OCB caiu de 4.509 para 4.384 entre os dois levantamentos mais recentes. O movimento, porém, não representa uma retração econômica do cooperativismo. No mesmo período, a quantidade de cooperados aumentou de 23,45 milhões para 25,8 milhões, enquanto os empregos diretos avançaram de 550,6 mil para 578 mil. O volume movimentado cresceu 9,5%, passando de R$ 692 bilhões para R$ 757,9 bilhões.

No agronegócio, a presença das cooperativas é ainda mais significativa. O país reúne 1.172 cooperativas agropecuárias, formadas por aproximadamente 1,1 milhão de produtores e responsáveis por 268 mil empregos diretos. O ramo movimentou R$ 438,3 bilhões em 2024, o equivalente a quase 58% de todo o cooperativismo nacional.

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Essas organizações respondem por mais da metade da originação de grãos e fibras no Brasil. Também possuem participação importante nas cadeias de leite, café, carnes, frutas e hortaliças, principalmente por reunir pequenos e médios produtores que, individualmente, teriam menor capacidade de armazenar, industrializar e comercializar a produção.

A nova legislação inclui expressamente as cooperativas entre os possíveis beneficiários do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) e do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO). Até então, a ausência dessa previsão limitava a apresentação direta de projetos por essas organizações.

Na prática, uma cooperativa poderá buscar financiamento para construir ou ampliar silos, armazéns frigorificados, unidades de beneficiamento, fábricas de ração, laticínios, frigoríficos e agroindústrias. Os recursos também podem apoiar investimentos em energia, irrigação, logística e outras estruturas compartilhadas pelos cooperados.

O financiamento não será liberado automaticamente. As cooperativas precisarão apresentar projetos técnica e economicamente viáveis, enquadrados nas prioridades de desenvolvimento de cada região. As propostas serão avaliadas pelas superintendências regionais e pelos agentes financeiros responsáveis pela operação dos recursos.

Os três fundos não devem ser confundidos com o FNO, o FNE e o FCO, linhas constitucionais já utilizadas no crédito rural. O FDA, o FDNE e o FDCO são voltados principalmente a empreendimentos estruturantes, com potencial para gerar empregos, ampliar a atividade econômica e reduzir desigualdades regionais.

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Para a FPA, a mudança permite que os recursos cheguem a municípios nos quais o crédito tradicional ainda é restrito. A organização coletiva também possibilita que produtores dividam custos e executem projetos que dificilmente seriam viáveis de forma individual.

Presidente da FPA, o deputado Pedro Lupion afirmou que o acesso aos fundos amplia a capacidade de investimento das cooperativas e fortalece a geração de renda no interior. O vice-presidente da frente na Câmara, Arnaldo Jardim, destacou que a medida favorece projetos maiores de industrialização e comercialização, com maior agregação de valor à produção.

A Lei Complementar 231/2026 não cria novos gastos nem reserva uma parcela dos fundos exclusivamente para o cooperativismo. A mudança amplia o grupo de organizações autorizadas a disputar os recursos já disponíveis, conforme as regras de cada programa e a qualidade dos projetos apresentados.

Para os municípios produtores, o principal efeito esperado é a possibilidade de transformar uma parcela maior da produção no próprio interior. Em vez de apenas vender grãos, leite, café ou animais, as cooperativas poderão investir no armazenamento e na industrialização, mantendo empregos, renda e arrecadação mais próximos das propriedades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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