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Santa Cruz de La Sierra recebe segunda etapa internacional do Circuito Nelore de Qualidade

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Evento acontece nos dias 23, 24 e 25 de junho

A cidade de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, será palco da segunda etapa internacional do Circuito Nelore de Qualidade, que ocorre entre os dias 23 e 25 de junho. A iniciativa é fruto da parceria entre a Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB) e a Associação Boliviana de Criadores de Zebu (Asocebu), com apoio do frigorífico Fridosa.

Mais de 800 animais serão avaliados

Nesta etapa, está prevista a avaliação de mais de 800 animais da raça Nelore. Segundo Fernando Baldomar, superintendente da Asocebu, a ação terá ampla participação de pecuaristas locais. “O segundo abate técnico da raça Nelore deste ano na Bolívia contará com um número expressivo de animais a serem avaliados. Isso possibilita ao nosso país acompanhar e aprimorar a qualidade da carne e a produtividade da raça Nelore, que é a principal de corte na Bolívia”, destacou.

Crescimento em relação à edição anterior

Esta será a segunda edição do Circuito realizada em Santa Cruz de La Sierra. A primeira ocorreu em fevereiro deste ano e contou com a avaliação de 480 animais provenientes de 11 pecuaristas. A expectativa é de que a nova edição apresente um crescimento significativo tanto em número de participantes quanto de animais avaliados, sinalizando o fortalecimento da iniciativa na região.

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Fortalecimento da pecuária Nelore internacionalmente

Para o presidente da ACNB, Victor Paulo Silva Miranda, o evento simboliza não apenas a valorização dos produtores locais, mas também o avanço da pecuária Nelore no cenário internacional. “É uma oportunidade de troca de experiências, de elevação dos padrões de qualidade e de reconhecimento daqueles que se dedicam a evoluir constantemente. Iniciativas como essa são fundamentais para impulsionar a competitividade e a sustentabilidade do setor”, afirmou.

Integração entre países sul-americanos

A realização da etapa boliviana reforça o compromisso das entidades envolvidas com a excelência genética e produtiva da raça Nelore, promovendo a integração entre países vizinhos e contribuindo para o desenvolvimento técnico da pecuária de corte na América do Sul.

Sobre o Circuito Nelore de Qualidade

O Circuito Nelore de Qualidade é promovido pela ACNB desde 1999 e tem como objetivo fortalecer a genética da raça Nelore, avaliando os resultados obtidos por produtores em diferentes sistemas de produção. Reconhecido como o maior campeonato de avaliação de carcaças bovinas do mundo, o Circuito contribui para o aprimoramento da carne Nelore e seu posicionamento como produto de alta qualidade.

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No Brasil, o projeto conta com o apoio de empresas como Friboi, Frisa, Cooperfrigu, Fribal, Masterboi e Matsuda Sementes e Nutrição Animal. Na Bolívia, a iniciativa é apoiada pela Fridosa e organizada em conjunto com a Asocebu. Já no Paraguai, é coordenada pela Associação Paraguaia dos Criadores de Nelore, com o apoio da Minerva Foods.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Atacado e exportação estabelecem ritmo recorde em agosto

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Os preços da carne de frango voltaram a subir no mercado interno, enquanto as exportações brasileiras iniciaram agosto no maior ritmo diário já registrado. A combinação de estoques ajustados, recuperação do consumo doméstico e forte procura internacional dá sustentação às cotações neste começo de mês.

Na quinta-feira (13.08), o frango congelado foi negociado no atacado da Grande São Paulo a R$ 7,20 o quilo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O valor acumula alta de 0,84% desde o início de agosto.

A reação ocorre depois de um período de pressão sobre os preços no fim de julho e nos primeiros dias deste mês. O recebimento de salários aumentou o poder de compra das famílias, enquanto a volta às aulas impulsionou a procura por uma proteína amplamente utilizada no consumo doméstico, em restaurantes e na alimentação escolar.

Os estoques também estão relativamente ajustados à demanda. Esse equilíbrio reduz a necessidade de concessão de descontos por atacadistas e frigoríficos e ajuda a conter a pressão provocada pela maior oferta nacional de carne de frango.

A melhora no atacado, entretanto, não significa necessariamente uma recuperação imediata e na mesma proporção para todos os elos da cadeia. O efeito sobre a remuneração dos avicultores depende dos contratos de integração, dos custos de produção e do comportamento dos preços do milho e do farelo de soja, principais componentes da alimentação das aves.

No mercado externo, os números indicam uma procura ainda mais forte. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, mostram que o Brasil embarcou, em média, 30 mil toneladas de carne de frango in natura por dia nos cinco primeiros dias úteis de agosto.

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É a maior média diária para o período desde o início da série histórica, em 1997. Considerada a parcial, aproximadamente 150 mil toneladas foram exportadas nos cinco primeiros dias úteis do mês.

O resultado deve ser interpretado com cautela, porque ainda não permite projetar o volume total de agosto. O ritmo dos embarques pode variar ao longo do mês devido à programação dos portos, à disponibilidade de navios, aos contratos dos frigoríficos e ao calendário dos países compradores.

A arrancada de agosto, porém, dá sequência a um julho de forte desempenho. No mês passado, o Brasil exportou 519,2 mil toneladas de carne de frango, considerando produtos in natura e processados, crescimento de 29,9% em relação a julho de 2025. A receita ficou próxima de R$ 5,2 bilhões, alta de 34,3% na comparação anual, medida originalmente em dólares.

O avanço elevado também reflete a base mais fraca de 2025, quando restrições sanitárias temporárias adotadas após a confirmação de influenza aviária em uma granja comercial afetaram as vendas brasileiras. O foco foi eliminado e o Brasil recuperou gradualmente o acesso aos mercados que haviam suspendido as compras.

No primeiro semestre de 2026, os embarques chegaram a 2,936 milhões de toneladas, alta de 12,9% sobre igual período do ano anterior e recorde para os seis primeiros meses do ano.

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O desempenho reforça a posição do Brasil como maior exportador mundial de carne de frango. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que o país poderá produzir entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas em 2026, crescimento de até 5,6% sobre as 15,289 milhões de toneladas de 2025.

As exportações podem alcançar 5,875 milhões de toneladas neste ano, avanço de até 10,3%. Mesmo com o crescimento dos embarques, a disponibilidade para o mercado interno está estimada em aproximadamente 10,275 milhões de toneladas, 3,1% acima do volume registrado no ano passado.

A presença simultânea de demanda doméstica mais aquecida e exportações em ritmo elevado tende a reduzir a pressão de oferta sobre o atacado. A continuidade da recuperação, contudo, dependerá do consumo após o período de pagamento de salários e da manutenção das encomendas internacionais.

Para produtores e agroindústrias, o cenário é favorável, mas exige atenção aos custos. A valorização da carne melhora a capacidade de absorver despesas, enquanto uma eventual alta do milho ou do farelo de soja pode limitar as margens. Nas próximas semanas, o mercado acompanhará se o recorde diário dos embarques será mantido e se a reação observada no atacado chegará aos demais elos da cadeia.

Fonte: Pensar Agro

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