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São Martinho Investirá R$ 1,1 Bilhão para Ampliar Produção de Etanol de Milho em Goiás
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A São Martinho anunciou um investimento de R$ 1,1 bilhão para expandir sua usina de etanol de milho localizada em Quirinópolis (GO), anexa à usina de cana Boa Vista. A decisão foi aprovada pelo conselho de administração nesta segunda-feira (11) e prevê mais que dobrar a capacidade atual de processamento, passando de 500 mil para 1,135 milhão de toneladas de milho por ano.
Com a nova fase, a unidade produzirá 270 milhões de litros adicionais de etanol por ano, elevando a capacidade total da companhia para 485 milhões de litros. O projeto inclui ainda a produção de 170 mil toneladas de DDGS e 13 mil toneladas de óleo de milho anuais.
Energia do bagaço da cana garante viabilidade do projeto
Segundo o CEO Fábio Venturelli, a possibilidade de utilizar a energia cogerada do bagaço da cana foi determinante para viabilizar o investimento. “Diferente de plantas autônomas, nós já temos a biomassa, o que nos dá vantagem competitiva e reduz custos”, afirmou.
De acordo com o diretor financeiro Felipe Vicchiato, a utilização dessa energia própria gera economia de cerca de R$ 120 milhões anuais, evitando a compra de cavaco de madeira no mercado.
Crédito de fomento foi decisivo para aprovação
O investimento será financiado em parte por linhas de crédito de fomento, totalizando R$ 728 milhões: R$ 500 milhões via BNDES Fundo Clima, R$ 125 milhões via BNDES Finem e R$ 100 milhões via Finep. As condições incluem prazo de 12 anos, dois anos de carência e taxa média de 8,5% ao ano.
O desembolso será feito em três safras: 40% em 2025/26, 55% em 2026/27 e o restante em 2027/28. A previsão é que a operação da nova estrutura comece no segundo semestre de 2027.
Integração com a usina de cana e retorno esperado
A expansão será integrada à Usina Boa Vista, que já possui capacidade para moer 5,2 milhões de toneladas de cana por safra. A taxa interna de retorno (TIR) estimada é superior a 25%, mesmo com projeções conservadoras para petróleo, etanol e milho.
Além de aumentar a produção de etanol, o projeto fortalece a diversificação do portfólio da empresa, ampliando a resiliência frente às oscilações do mercado de commodities.
Novos mercados e sustentabilidade
O projeto se beneficia de um cenário favorável, com aumento da mistura de etanol anidro à gasolina para 30% (E30), perspectivas de demanda para combustível sustentável de aviação (SAF) e boas projeções para a safra de milho.
Venturelli destaca que a origem da energia, baseada em biomassa, garante vantagem em termos de pegada de carbono e conformidade com certificações ambientais, independentemente do mercado de destino.
Resultados do 1º trimestre indicam força do milho no portfólio
No primeiro trimestre da safra 2025/26, a receita do segmento de milho — que inclui etanol, DDGS, óleo de milho e CBios — cresceu 94%, chegando a R$ 265,8 milhões, o equivalente a 14% da receita líquida total, que foi de R$ 1,8 bilhão (+6,8%).
O Ebitda do milho alcançou R$ 95,5 milhões, contra apenas R$ 6 milhões no mesmo período do ano anterior. Apesar do bom desempenho no etanol, o lucro líquido caiu 40,2%, para R$ 62,8 milhões, influenciado pela desvalorização dos ativos biológicos devido à queda no preço do açúcar. Já o lucro caixa cresceu 3,3 vezes, chegando a R$ 157 milhões.
Fonte: Portal do Agronegócio
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Exportações de açúcar somam 1,6 milhão de toneladas no line-up e mantêm forte ritmo de embarques nos portos do Brasil
O line-up de navios nos portos brasileiros aponta que o país deve exportar 1,606 milhão de toneladas de açúcar na semana encerrada em 17 de junho, mantendo o Brasil como um dos principais fornecedores globais da commodity.
O volume, apesar de expressivo, representa redução em relação à semana anterior, quando estavam programadas 1,860 milhão de toneladas para embarque. O levantamento considera embarcações já atracadas, em fila de espera ou com previsão de chegada até 13 de julho.
Porto de Santos concentra maior parte dos embarques
O Porto de Santos (SP) segue como principal hub exportador de açúcar do país, concentrando 1.325.530 toneladas programadas no período.
Na sequência aparecem o Porto de Paranaguá (PR), com 278.000 toneladas, Recife (PE), com 20.300 toneladas, e Maceió (AL), com 8.774 toneladas.
Predomínio do açúcar VHP nas exportações
A composição da carga mostra predominância do açúcar VHP, que responde pela maior parte dos embarques, com 1.461.304 toneladas.
Também estão previstos embarques de Crystal B150 (100 mil toneladas), TBC (32.300 toneladas), açúcar refinado A-45 (7 mil toneladas) e VHP ensacado, equivalente a 6.000 toneladas.
Exportações de açúcar somam 1,6 milhão de toneladas em junho
Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que o Brasil exportou 1.603.237 toneladas de açúcar em junho, com receita de US$ 574,98 milhões no acumulado do mês.
A média diária exportada ficou em 178,137 mil toneladas, enquanto a receita média diária atingiu US$ 63,887 milhões, considerando nove dias úteis no período.
Receita diária recua, mas volume cresce na comparação anual
Na comparação com junho de 2025, houve aumento no volume exportado, mas queda na receita e nos preços médios.
A receita diária recuou 11,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o valor médio era de US$ 72,166 milhões.
Já o volume diário embarcado cresceu 5,8%, acima das 168,399 mil toneladas registradas em junho de 2025.
Preço médio do açúcar recua no mercado externo
O preço médio do açúcar exportado em junho de 2026 ficou em US$ 358,6 por tonelada, representando queda de 16,3% frente aos US$ 428,5 por tonelada observados em junho de 2025.
O recuo reflete um cenário internacional mais pressionado, apesar da manutenção de um forte fluxo físico de exportações brasileiras, sustentado pela competitividade do país no mercado global.
O desempenho do setor reforça o Brasil como protagonista no comércio mundial de açúcar, com volumes elevados de embarque, ainda que sob pressão de preços no mercado internacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
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