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Governo anuncia R$ 1 bi para operações de microcrédito rural nas regiões Norte e Centro-Oeste

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O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participou nesta quarta-feira (9), no Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), do anúncio de R$ 1 bilhão em recursos públicos para operações de microcrédito rural nas regiões Norte e Centro-Oeste, oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento. 

O total de recursos disponíveis será de até R$ 500 milhões para o Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) e de até R$ 500 milhões para o Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO). Os valores são voltados a agricultores de baixa renda incluídos no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) B e possibilitam o investimento em infraestrutura e produção sustentável, contribuindo para o desenvolvimento regional. 

Para o ministro Carlos Fávaro, o anúncio representa uma política pública formulada e executada para reduzir as desigualdades no Brasil. “Programas como esse fazem essa desigualdade diminuir e geram oportunidades”, afirmou. 

“No Ministério da Agricultura, nós criamos alguns programas complementares, por exemplo, dentro do Caminho Verde Brasil, que é o programa tão bem estruturado pelo governo do presidente Lula, voltado à recuperação de áreas degradadas”, explicou o ministro. 

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Fávaro citou ainda outros programas do Mapa, como o Solo Vivo, o Programa Nacional de Modernização e Apoio à Produção Agrícola (Promaq) e o Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi), como instrumentos complementares ao microcrédito, que levam oportunidades ao pequeno produtor. 

Ao contextualizar a iniciativa, o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, ressaltou o potencial transformador da ação conjunta em benefício das regiões mais desafiadoras do país. 

“Estamos falando de crédito, mas de um crédito que vem acompanhado de assistência, orientação e inovação. Há toda uma complementaridade que garante segurança para dar certo. É fundamental que todos nós possamos, neste momento, fazendo história aqui em nome do governo do presidente Lula, com bancos, superintendências e ministérios, deixar o nosso DNA neste processo”, comemorou. 

Também participaram da reunião o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira; o presidente da Caixa Econômica, Carlos Antônio Vieira Fernandes; o vice-presidente de Negócios, Governo e Sustentabilidade Empresarial do Banco do Brasil, José Ricardo Sasseron; entre outras autoridades. 

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EDITAL 

Durante o anúncio, os ministros assinaram o Edital de Credenciamento do Microcrédito Produtivo Orientado para repasses dos Fundos Constitucionais ao microcrédito. O edital visa credenciar instituições financeiras que atuarão na concessão de crédito a agricultores familiares em regiões de maior vulnerabilidade socioeconômica. 

A iniciativa integra o Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado (PNMPO) e o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), com foco na promoção da geração de trabalho e renda por meio da oferta de linhas de financiamento específicas para agricultores familiares, com acompanhamento técnico e orientação ao crédito. 

*Com informações do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional 

Informação à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Biodiesel busca avanço semelhante ao etanol, mas desafios técnicos travam aumento da mistura no diesel

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O avanço da mistura obrigatória de biodiesel no diesel voltou ao centro das discussões do setor energético brasileiro. A principal demanda da indústria é elevar o percentual atual de 15% para 16% — o chamado B16 — movimento que já recebeu sinalização favorável do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Apesar do apoio político e da criação da Lei do Combustível do Futuro, especialistas alertam que o crescimento do biodiesel enfrenta obstáculos técnicos e estruturais mais complexos do que aqueles observados na trajetória do etanol na gasolina.

B16 pode marcar novo ciclo para o biodiesel no Brasil

Caso seja aprovado, o aumento para B16 representará o 14º avanço no percentual de mistura desde a criação do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB), em 2004.

A última reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que avaliaria o tema, acabou cancelada, mas o setor espera o início dos testes de viabilidade ainda em 2026.

Enquanto isso, o governo mantém o discurso favorável à ampliação dos biocombustíveis na matriz energética brasileira. A expectativa é de que o etanol anidro também avance dos atuais 30% para 32% na gasolina, fortalecendo a política de transição energética.

Diferença entre etanol e biodiesel vai além do tempo de mercado

Embora o etanol tenha quase quatro décadas de vantagem histórica em relação ao biodiesel, especialistas afirmam que a principal diferença está nas características químicas dos combustíveis.

Segundo Jaques Paes, professor do MBA de ESG e Sustentabilidade da FGV, o biodiesel exige adaptações mais profundas em motores, infraestrutura logística e sistemas de armazenamento.

“A questão não é apenas histórica. Existe uma diferença química, mecânica e sistêmica importante entre os combustíveis”, explica.

O especialista destaca que a gasolina possui maior tolerância à adição de etanol, enquanto o biodiesel altera o comportamento do diesel de forma mais sensível.

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Limitações químicas desafiam expansão do biodiesel

Entre os principais entraves técnicos apontados estão a maior oxidação do biodiesel e sua capacidade elevada de absorver água, fatores que podem comprometer desempenho, estabilidade e durabilidade do combustível.

De acordo com Paes, elevar em apenas 1% a mistura exige mudanças em toda a cadeia produtiva.

“Um salto no teor do etanol envolve basicamente a mistura. Já no biodiesel, é necessário revisar infraestrutura, motores, armazenamento e operação logística”, afirma.

O pesquisador observa ainda que o etanol já passou por décadas de testes, adaptações e aprendizado tecnológico, o que facilitou sua expansão gradual no mercado brasileiro.

Mercado vê 2026 como ano decisivo para biocombustíveis

Consultorias internacionais avaliam que 2026 pode marcar uma aceleração relevante na indústria de biocombustíveis no Brasil e na América Latina.

A consultoria inglesa Argus destaca que o óleo de soja continua sendo a principal matéria-prima do biodiesel brasileiro, impulsionado pela demanda global por combustíveis sustentáveis.

Ao mesmo tempo, a produção de etanol também ganha competitividade diante das oscilações no mercado internacional de petróleo e dos impactos geopolíticos no Oriente Médio.

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Conflitos internacionais reforçam debate sobre segurança energética

A escalada das tensões no Oriente Médio reacendeu as discussões sobre independência energética e ampliação do uso de fontes renováveis no Brasil.

Segundo Jaques Paes, momentos de instabilidade no mercado global de petróleo historicamente impulsionam políticas voltadas aos biocombustíveis.

“Quando há risco de abastecimento ou aumento forte do petróleo, o biodiesel volta ao centro das discussões estratégicas”, ressalta.

A avaliação é compartilhada pelo presidente-executivo da Abiove, André Nassar, que defende rapidez nos testes para permitir que o governo tenha liberdade de ampliar a mistura quando considerar adequado.

Setor cobra política de Estado para energia renovável

Especialistas do setor avaliam que o avanço sustentável dos biocombustíveis no Brasil depende de planejamento de longo prazo e maior estabilidade regulatória.

Para Jaques Paes, a política energética brasileira ainda sofre com mudanças frequentes de direcionamento conforme os ciclos políticos.

“Os biocombustíveis precisam ser tratados como política de Estado, e não apenas como política de governo”, conclui.

Brasil amplia protagonismo na transição energética

Com forte produção agrícola, liderança global em soja e tradição consolidada no etanol, o Brasil mantém posição estratégica na agenda mundial de energia renovável.

O desafio agora é transformar o potencial do biodiesel em expansão efetiva, equilibrando ganhos ambientais, segurança energética e capacidade técnica da cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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