CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGOCIOS

Secretaria Nacional de Pesca Artesanal na COP30

Publicados

AGRONEGOCIOS

A Secretaria Nacional de Pesca Artesanal (SNPA) do Ministério da Pesca e Aquicultura tem construído, ao lado das pescadoras e pescadores artesanais, agendas voltadas à defesa e à preservação do meio ambiente — a exemplo da aprovação do primeiro Plano Nacional da Pesca Artesanal, que contempla pautas relevantes para a justiça climática e integra o Programa Povos da Pesca Artesanal. 

Na COP30, a SNPA participará do Painel da Agrizone: “Contribuições dos Povos da Pesca Artesanal para o Enfrentamento da Emergência Climática nos Territórios Tradicionais Pesqueiros do Brasil”. Nesse espaço, serão debatidos, com gestores públicos e lideranças da pesca artesanal, temas e questões relacionadas aos interesses das comunidades pesqueiras artesanais, fortalecendo políticas públicas e a luta para que pescadores e pescadoras tenham acesso aos locais de pesca, à preservação e à promoção dos territórios pesqueiros, à produção de alimentos saudáveis e ao reconhecimento de suas práticas de manejo sustentável — que tanto contribuem para a qualidade do meio ambiente e se somam à riqueza do patrimônio cultural e à capacidade socioeconômica dos povos das águas do Brasil.

Leia Também:  Quebra de safra: FPA discute soluções para a crise do agronegócio

Povos da Pesca Artesanal e a Justiça Climática

Os povos da pesca artesanal são sinônimos de conhecimentos sofisticados sobre o meio ambiente, capazes de respeitar as dinâmicas ecológicas e a biodiversidade da natureza. Assim, suas técnicas e tecnologias, seus saberes e fazeres, suas simbologias e práticas socioeconômicas estabeleceram, ao longo dos séculos, relações de pertencimento com os diversos ecossistemas, biomas e recursos naturais aquáticos.

Seus modos de vida sentem de maneira decisiva os impactos e transformações da natureza, do atual quadro de mudanças e emergências climáticas e de suas repercussões dramáticas, principalmente nas existências dos povos e comunidades tradicionais. Assim, os destinos dos povos da pesca artesanal e as dinâmicas ecológicas são interdependentes e estão intimamente interligados.

Nesse sentido, a participação da SNPA na COP30, apresentando pautas sobre justiça climática na pesca artesanal, é fundamental para os territórios pesqueiros, onde as comunidades tradicionais desempenham um papel essencial na conservação das espécies.

Ao pescar seu peixe, catar seu marisco e utilizar os recursos naturais das águas, esses povos das águas necessitam de rios e mares sem poluentes e de um ambiente natural que não sofra interferências provocadas pelas mudanças e emergências climáticas decorrentes da ação humana.

Leia Também:  Doenças foliares na soja desafiam controle químico e reforçam a importância do manejo integrado e preventivo

A defesa da pesca artesanal está ligada à preservação dos ecossistemas aquáticos e terrestres, à soberania alimentar e à garantia dos territórios, além da justiça climática e do combate ao racismo ambiental. Assim, a Secretaria Nacional da Pesca Artesanal/MPA, a partir da construção coletiva realizada com as mulheres e os homens das águas por meio das Plenárias do 1º Plano Nacional da Pesca Artesanal, bem como do Programa Povos da Pesca Artesanal, busca, por meio de ações participativas, assegurar que as comunidades tradicionais tenham vez e voz na agenda e nas decisões da COP30.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

Propaganda

AGRONEGOCIOS

Workshop discute adequação do Brasil ao Acordo sobre Subsídios à Pesca da OMC

Publicados

em

Com foco na análise de políticas pesqueiras conforme as regras internacionais, foi realizado nesta quinta-feira (17) o primeiro dia de Workshop sobre o Projeto de Diagnóstico de Conformidade do Brasil com o Acordo sobre Subsídios à Pesca da Organização Mundial do Comércio (OMC), na sede do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em Brasília. O evento é promovido em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas (INPO). O encontro reúne pesquisadores e especialistas das instituições envolvidas.

Durante a programação, a primeira apresentação aborda o Acordo de Subsídios da OMC e o Projeto Fish Fund, com informações sobre regras internacionais relacionadas a subsídios pesqueiros, pesca INDR, estoque sobre pescados e outros subsídios. Assim como o projeto utilizado como referência para o desenvolvimento dos trabalhos no Brasil. Na sequência, são apresentados os resultados preliminares da matriz de subsídios, etapa que busca organizar os diferentes tipos de apoio público relacionados ao setor, permitindo uma visão ampla das políticas existentes. A análise também contempla o Plano Safra, considerando as linhas de crédito, financiamento e demais instrumentos de apoio que abrangem as atividades de pesca e aquicultura.

Leia Também:  MILHO/CEPEA: Negócios estão em ritmo lento; preços se estabilizam

O workshop também realiza uma apresentação de resultados preliminares com avaliações de estoques, tema que envolve a análise das informações disponíveis sobre as populações de espécies exploradas pela pesca e constitui um elemento importante para compreender a situação dos recursos pesqueiros e subsidiar sua gestão. Os resultados apresentados evidenciam a necessidade de aumentar o esforço nacional destinado à atualização dos estoques avaliados. A programação inclui ainda uma apresentação sobre a proposta de criação do Programa Permanente de Avaliação de Estoques Pesqueiros (PROESTOQUES), iniciativa apresentada como uma proposta de estrutura permanente para organizar e fortalecer a produção e a sistematização de informações científicas utilizadas na avaliação dos estoques. Nesse contexto, destaca-se que conhecer o estado dos estoques é condição para qualificar a gestão pesqueira e orientar o uso sustentável dos recursos, reforçando a relevância de mecanismos permanentes de produção para subsidiar a tomada de decisões e o ordenamento da atividade pesqueira.

Matheus Silveira
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA