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Sementes de alta tecnologia podem elevar produtividade da soja em até 15% e reforçar margem do produtor rural
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A produtividade da agricultura brasileira está cada vez mais associada à qualidade das sementes utilizadas no campo. Estudos técnicos indicam que o uso de sementes de alta qualidade pode elevar a produtividade da soja entre 10% e 15%, tornando o insumo um dos principais fatores de impacto direto na rentabilidade da lavoura.
Em um cenário de custos elevados e margens mais estreitas, a escolha de sementes com alto vigor, germinação e uniformidade passa a ser determinante para reduzir riscos e garantir estabilidade produtiva.
Qualidade das sementes se torna ferramenta estratégica de gestão de risco
O avanço tecnológico no setor de sementes tem reposicionado o insumo como uma ferramenta de gestão de risco agrícola. Nesse contexto, empresas têm investido em processos mais rigorosos de controle de qualidade, rastreabilidade e tratamento industrial.
A Boa Safra atua com foco em qualidade industrial, armazenamento refrigerado, rastreabilidade e Tratamento Industrial de Sementes (TSI), estruturando um modelo de operação voltado à padronização e ao desempenho no campo.
A empresa mantém uma equipe técnica dedicada e três laboratórios próprios de controle de qualidade, localizados no Cerrado e na região Sul, onde são realizados testes como tetrazólio, germinação, envelhecimento acelerado, emergência em canteiro e análises visuais com apoio de inteligência artificial.
Controle rigoroso garante desempenho fisiológico das sementes
Segundo a gerente de Qualidade de Sementes da Boa Safra, Maikely Feliceti, o monitoramento contínuo ao longo de todas as etapas do processo é fundamental para assegurar o desempenho das sementes no campo.
“A semente deixou de ser apenas um insumo agrícola e passou a ser uma ferramenta de gestão de risco. Todas as nossas sementes passam por controle rigoroso desde o recebimento até a expedição, garantindo padrões elevados de emergência e vigor”, afirma.
O processo envolve análises fisiológicas, genéticas, físicas e sanitárias, assegurando maior confiabilidade e segurança ao produtor rural.
Soja lidera, mas portfólio inclui milho, sorgo e forrageiras
Embora a soja seja o principal produto comercializado, a empresa também atua com sementes de milho, sorgo e forrageiras, ampliando sua presença em diferentes cadeias produtivas do agronegócio.
O modelo de controle de qualidade é aplicado a todas as culturas, com foco na padronização dos processos e na entrega de sementes com alto potencial produtivo.
Qualidade das sementes pode gerar ganho de até 400 kg por hectare
De acordo com estudos da Embrapa, citados por França-Neto (2025), sementes de alto vigor podem proporcionar ganhos de até 400 kg por hectare em determinadas condições de cultivo.
Para o diretor de Operação da Boa Safra, Glaube Caldas, esse impacto é relevante dentro da realidade econômica atual do produtor rural.
“Com os custos elevados por hectare e os preços da soja, variações dessa magnitude têm impacto direto na margem operacional e na rentabilidade da safra”, destaca.
Mercado de sementes valoriza logística, tecnologia e rastreabilidade
O setor de sementes passou por uma transformação nos últimos anos, com maior valorização de aspectos além do potencial genético.
Hoje, fatores como logística eficiente, armazenamento adequado, tratamento industrial, suporte técnico e rastreabilidade são decisivos na escolha do fornecedor pelo produtor rural.
Confiança técnica e escala definem competitividade no setor
No atual ambiente de alta competitividade do agronegócio, a construção de confiança técnica tornou-se essencial para as empresas de sementes.
Segundo Glaube Caldas, o produtor rural avalia cada vez mais a consistência operacional das empresas fornecedoras.
“No agronegócio moderno, a confiança técnica é decisiva. O produtor avalia não apenas a genética, mas a consistência da entrega e da qualidade. Nosso market share de cerca de 10% reflete essa confiança do setor”, afirma.
Perspectiva reforça papel estratégico das sementes no agro brasileiro
Com o avanço da tecnologia e a intensificação dos sistemas produtivos, a tendência é que a qualidade das sementes tenha participação ainda mais relevante nos ganhos de produtividade da agricultura brasileira.
Nesse cenário, o investimento em controle de qualidade, inovação e rastreabilidade deve continuar sendo um dos principais diferenciais competitivos no setor.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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CMN mantém autonomia dos bancos para prorrogar dívidas sem resolver a renegociação
Em meio à pressão do setor agropecuário por uma solução para o endividamento no campo, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou nesta quinta-feira (25.06) mudanças nas regras do crédito rural que mantêm nas mãos dos bancos a decisão sobre a prorrogação das dívidas dos produtores.
A resolução altera o Manual de Crédito Rural (MCR), mas não cria um programa de renegociação nem obriga as instituições financeiras a aceitar os pedidos de alongamento dos financiamentos, desde que o produtor comprove dificuldade temporária para quitar o financiamento. Veja aqui.
A decisão era aguardada com expectativa pelo setor agropecuário, que nas últimas semanas intensificou a pressão por medidas para aliviar o endividamento dos produtores. No entanto, a norma aprovada pelo CMN não cria um programa de renegociação de dívidas nem determina que os bancos sejam obrigados a conceder a prorrogação dos contratos. Na prática, a palavra final continua sendo das instituições financeiras.
Na prática, a norma deixa expresso que a concessão da prorrogação dependerá da análise de cada banco ou cooperativa. A resolução reforça que a decisão será tomada pela própria instituição financeira, que avaliará a situação apresentada pelo produtor antes de autorizar o adiamento do vencimento da operação.
A medida esclarece como deverão ser conduzidos os pedidos de prorrogação previstos no Manual de Crédito Rural, mas não cria um programa de renegociação das dívidas do setor nem altera as regras de financiamentos já contratados. Dessa forma, produtores que enfrentam dificuldades financeiras continuam dependendo da análise individual de cada operação junto à instituição onde contrataram o crédito.
Além das regras para prorrogação das dívidas, o CMN promoveu mudanças na classificação das fontes de recursos utilizadas no crédito rural. Os chamados “recursos livres” passam a ser identificados como “recursos não controlados”, adequando a terminologia utilizada no Manual de Crédito Rural.
A resolução também reorganiza a forma de classificação dessas fontes. Os recursos direcionados continuam sendo aqueles cuja aplicação em crédito rural é determinada por lei, como depósitos à vista, poupança rural, Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), fundos constitucionais, Funcafé e recursos do Orçamento da União. Já os recursos não controlados correspondem aos recursos próprios das instituições financeiras ou captados sem obrigação legal de aplicação no crédito rural.
Outra alteração estabelece que as fontes de recursos também passarão a ser classificadas de acordo com as condições financeiras das operações. Serão consideradas controladas aquelas cujas taxas de juros, prazos e limites são definidos pelo Conselho Monetário Nacional ou por outro órgão regulador. Já nas operações não controladas, essas condições continuam sendo negociadas diretamente entre o produtor e a instituição financeira.
O CMN também definiu que instituições financeiras que deixarem de cumprir a aplicação mínima de recursos exigida para o crédito rural poderão sofrer sanções, incluindo o pagamento de encargos financeiros e a abertura de processo administrativo para apurar eventual responsabilidade da instituição e de seus dirigentes.
Fonte: Pensar Agro


