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Senac São Paulo e Sou de Algodão firmam parceria inédita para fortalecer formação técnica em moda e valorizar o algodão brasileiro

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O movimento Sou de Algodão, iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), anunciou uma parceria inédita com o Senac São Paulo para ampliar a formação de futuros profissionais da indústria da moda e do setor têxtil. Pela primeira vez, o projeto passa a atuar diretamente no ensino técnico, levando conteúdos sobre o algodão brasileiro a estudantes de mais de 23 unidades educacionais distribuídas pelo estado.

A iniciativa representa um marco na estratégia educacional do movimento e reforça a importância da capacitação profissional voltada para sustentabilidade, rastreabilidade, consumo consciente e valorização das matérias-primas produzidas no Brasil.

Algodão brasileiro ganha espaço na formação de novos profissionais

A parceria surge em um momento de transformação da indústria da moda, impulsionada pela crescente demanda por práticas sustentáveis e cadeias produtivas mais transparentes.

Com a colaboração, alunos dos cursos Técnico em Modelagem do Vestuário, Técnico em Estilismo e Coordenação de Moda e Técnico em Produção de Moda terão acesso a conteúdos exclusivos sobre a produção nacional de algodão, sua importância econômica, certificações, padrões de qualidade e impactos socioambientais.

Além do material didático, os estudantes participarão de palestras, webinários, encontros com especialistas e visitas técnicas que permitirão uma aproximação direta com a realidade do campo e da indústria têxtil.

Ensino técnico passa a integrar estratégia educacional do Sou de Algodão

Até então, o movimento mantinha parcerias consolidadas com universidades de diversas regiões do país. A chegada ao ensino técnico amplia significativamente o alcance da iniciativa e fortalece a formação de profissionais que ingressarão rapidamente no mercado de trabalho.

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Segundo Silmara Ferraresi, diretora de Relações Institucionais da Abrapa e gestora do Sou de Algodão, a aproximação com o ensino técnico sempre esteve entre os objetivos estratégicos do movimento.

A proposta é ampliar o conhecimento dos futuros profissionais sobre a relevância da fibra natural para a economia brasileira e para o desenvolvimento sustentável da indústria da moda.

A expectativa é que os estudantes se tornem multiplicadores de informações sobre o algodão nacional ao longo de suas carreiras, contribuindo para fortalecer a valorização da produção brasileira.

Senac destaca formação conectada às transformações do mercado

Referência nacional em educação profissional, o Senac São Paulo possui tradição de mais de seis décadas na formação de profissionais para o setor de moda.

Atualmente, a instituição conta com 23 unidades que oferecem cursos técnicos na área e registra a participação de centenas de alunos e docentes envolvidos diretamente na formação de novos talentos para o mercado.

De acordo com Karina Bottini Pierri Takamura, coordenadora da área de Moda do Senac São Paulo, a formação técnica tem papel fundamental na conexão entre criatividade, conhecimento e prática profissional.

Ela destaca que os cursos são estruturados em torno dos eixos de criação, construção e comunicação, preparando profissionais capazes de atuar em um mercado cada vez mais dinâmico, inovador e conectado às novas demandas do consumidor.

Sustentabilidade e consumo consciente fortalecem a parceria

A colaboração entre as duas instituições também está alinhada aos princípios de moda responsável e consumo consciente, temas que ganham cada vez mais relevância dentro da cadeia têxtil global.

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Segundo Melina Garcia Cunha Sanjar, gerente de Desenvolvimento da área de Moda do Senac São Paulo, a iniciativa reforça o compromisso da instituição em aproximar os estudantes das transformações que impactam o setor e promover experiências educacionais conectadas à realidade do mercado.

A proposta é ampliar a compreensão dos alunos sobre toda a jornada do algodão, desde a produção nas lavouras até sua aplicação na indústria da moda.

Educação impulsiona valorização da cadeia do algodão

Para o movimento Sou de Algodão, a educação é uma das ferramentas mais eficazes para promover mudanças duradouras no setor.

Ao compreender o percurso da fibra desde o campo até o produto final, os estudantes desenvolvem uma visão mais ampla sobre sustentabilidade, inovação e responsabilidade socioambiental.

Com a entrada do Senac São Paulo na rede de parceiros, o movimento amplia significativamente sua presença junto aos futuros profissionais da moda, fortalecendo a conexão entre agronegócio, indústria têxtil e educação.

A expectativa é que a iniciativa contribua para formar uma nova geração de profissionais mais conscientes sobre a importância do algodão brasileiro, fortalecendo a competitividade da cadeia produtiva nacional e estimulando práticas sustentáveis em toda a indústria da moda.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos

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O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.

A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.

O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.

Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.

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INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.

“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”

“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”

“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”

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Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.

No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.

Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.

Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.

Fonte: Pensar Agro

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