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Setor de serviços inicia 2026 com alta, mas varejo recua pelo segundo mês consecutivo

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Desempenho econômico de janeiro mostra cenário misto

O mês de janeiro apresentou resultados divergentes entre os principais indicadores econômicos. Enquanto o setor de serviços às famílias registrou crescimento de 4,4% em relação a dezembro, o varejo recuou em ambas as métricas — restrita (-4,4%) e ampliada (-3,4%).

Os dados refletem um início de ano marcado por contrastes: de um lado, o avanço dos serviços ligados ao consumo das famílias; de outro, a retração nas vendas do comércio, impactadas pela política monetária restritiva e pelo ritmo moderado da demanda.

Serviços registram retomada e voltam a crescer após queda em 2025

O Índice de Serviços às Famílias (IGet Serviços) confirmou a tendência de alta antecipada na prévia, encerrando janeiro com crescimento de 4,4%. O resultado representa uma retomada parcial após um 2025 de desempenho fraco, quando o setor acumulou diversos meses de retração.

Na comparação anual, o índice voltou ao campo positivo pela primeira vez em 15 meses, com alta de 0,4%, sinalizando melhora gradual na atividade.

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Segmentos de alojamento e alimentação impulsionam avanço

Os segmentos de alojamento e alimentação (+3,9%) e outros serviços às famílias (+3,0%) tiveram desempenho positivo em janeiro, revertendo a sequência de resultados negativos registrada no segundo semestre de 2025.

O avanço indica resiliência do setor de serviços, mesmo diante das condições de crédito restritas, e contribui para compensar as perdas observadas no final do ano anterior.

Varejo apresenta retração pelo segundo mês consecutivo

Enquanto os serviços reagiram, o varejo brasileiro manteve tendência de queda. O índice geral de vendas recuou 3,7% em janeiro, marcando o segundo mês consecutivo de contração. Na comparação com o mesmo mês de 2025, houve queda de 0,4%.

O índice restrito — que desconsidera veículos e materiais de construção — apresentou retração de 4,4% no mês, ainda que acumule alta de 3% na base anual.

Itens de maior impacto negativo

Os principais segmentos que contribuíram para a retração do varejo foram:

  • Artigos farmacêuticos: -5,0%
  • Materiais de construção: -3,3%
  • Móveis e eletrodomésticos: -2,9%
  • Vestuário: -1,5%
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Por outro lado, o setor de automóveis, partes e peças foi destaque positivo, com alta de 4,0% em janeiro, ajudando a atenuar o impacto negativo do índice ampliado.

Perspectivas para o primeiro trimestre de 2026

Mesmo com o arrefecimento observado na atividade, analistas esperam uma aceleração da economia ao longo do primeiro trimestre de 2026.

A expectativa é que o aumento da renda disponível, impulsionado pela isenção do Imposto de Renda para salários de até R$ 5 mil, estimule o consumo e traga novo fôlego para o comércio e os serviços.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Dia Mundial do Atum destaca benefícios do pescado para a saúde cardiovascular e reforça consumo consciente

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Celebrado em 2 de maio, o Dia Mundial do Atum reforça a importância do pescado na alimentação global e destaca seus benefícios para a saúde, especialmente na proteção cardiovascular. Rico em proteínas de alto valor biológico, vitaminas e ácidos graxos essenciais, o atum vem conquistando espaço crescente na mesa dos brasileiros.

No Brasil, cerca de 25 mil toneladas de atum são capturadas anualmente, segundo o Coletivo Nacional da Pesca e Aquicultura (Conepe), consolidando o pescado como uma importante fonte proteica no país.

Além do mercado interno aquecido, o segmento global de conservas de atum e sardinha segue em expansão. A projeção é de que o setor alcance US$ 16,38 bilhões em 2026 e ultrapasse US$ 27,74 bilhões até 2035, com crescimento médio anual de 6,03%.

Atum é aliado da saúde do coração

Especialistas destacam que o principal diferencial nutricional do atum está na elevada concentração de ômega-3, especialmente os ácidos graxos EPA e DHA, amplamente reconhecidos por seus efeitos protetores ao sistema cardiovascular.

Segundo a nutróloga e professora da Afya Educação Médica Montes Claros, Dra. Juliana Couto Guimarães, o consumo regular do pescado integra uma dieta cardioprotetora e oferece diversos benefícios ao organismo.

Entre os principais efeitos positivos estão:

  • Redução dos triglicerídeos: Os ácidos graxos ajudam no controle dos lipídios circulantes no sangue.
  • Melhora da circulação sanguínea: O ômega-3 favorece a saúde do endotélio, camada interna dos vasos sanguíneos.
  • Ação anti-inflamatória: Auxilia na redução de inflamações sistêmicas associadas ao risco cardiovascular.
  • Proteção contra arritmias: Contribui para a estabilização do ritmo cardíaco.
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Além disso, o atum é fonte relevante de:

  • Vitamina B12
  • Vitamina D
  • Selênio
  • Proteínas de alta digestibilidade
Consumo exige equilíbrio

Apesar dos benefícios, especialistas alertam para o consumo moderado, principalmente devido à presença de mercúrio, substância que tende a se concentrar em peixes de grande porte.

O nutricionista e professor da Afya São João del-Rei, Dr. Marcio Augusto Trindade, explica que a exposição excessiva ao metal pode causar efeitos tóxicos, especialmente em grupos mais sensíveis.

Gestantes, lactantes e crianças devem ter atenção redobrada, já que o mercúrio pode interferir no desenvolvimento neurológico.

A recomendação geral é consumir atum de duas a três vezes por semana, alternando com pescados de menor concentração de mercúrio, como a sardinha.

Atum enlatado mantém benefícios

O especialista destaca ainda que o atum enlatado preserva boa parte de suas propriedades nutricionais, especialmente proteína e ômega-3, sendo uma opção prática para o dia a dia.

No entanto, alguns cuidados são importantes:

  • Dar preferência às versões conservadas em água
  • Optar por produtos com menor teor de sódio
  • Observar o tipo de espécie utilizada
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Espécies menores, como o atum light enlatado, costumam apresentar níveis mais baixos de mercúrio quando comparadas a espécies maiores, como a albacora.

Consumo global segue em alta

Dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) mostram que o pescado já representa 51% do consumo mundial de proteínas de origem animal.

A produção global supera 185 milhões de toneladas, sendo mais da metade proveniente da aquicultura.

O consumo per capita praticamente dobrou desde a década de 1960, passando de 9,1 quilos para 20,7 quilos por pessoa ao ano em 2022.

As projeções indicam que, até 2030, a demanda mundial exigirá cerca de 24 milhões de toneladas adicionais de pescado por ano.

O avanço reflete a busca crescente por proteínas mais saudáveis, sustentáveis e funcionais, cenário que coloca o atum em posição estratégica no mercado global de alimentos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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