AGRONEGOCIOS
Sicredi planeja liberar R$ 22 bilhões no Plano Safra 2025/26 para produtores do PR, SP e RJ
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O agronegócio aguarda o anúncio oficial do Plano Safra 2025/26, cujos recursos podem chegar a R$ 600 bilhões para custeio, investimento e comercialização. Entidades como CNA e FPA defendem a ampliação da equalização de juros, a manutenção da isenção de IOF e a continuidade das LCAs, a fim de baratear o crédito rural.
Seguro rural e inovação em foco
Setor produtivo também espera um reforço de R$ 4 bilhões para seguro rural e Proagro, além de menos burocracia e estímulos a inovação, agroecologia e armazenagem — medidas consideradas vitais para garantir eficiência e competitividade no campo.
Sicredi projeta R$ 22 bi para três estados
Maior agente privado de crédito rural do país, o Sicredi prevê destinar R$ 22 bilhões a produtores do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro, incremento de aproximadamente 20 % em relação ao ciclo anterior. “Estamos em fase de escuta ativa para entender as demandas regionais e acelerar a liberação após o lançamento do Plano”, explica Gilson Farias, gerente de Desenvolvimento de Negócios da Central Sicredi PR/SP/RJ.
Destinação dos recursos
Os valores serão direcionados prioritariamente a custeio, investimento, comercialização e industrialização da produção, de acordo com as necessidades já mapeadas. O levantamento antecipado, segundo Farias, garantirá agilidade assim que o governo divulgar as novas regras do Plano Safra.
Balanço da safra 2024/25
Na última safra, o Sicredi liberou R$ 43,3 bilhões em 241 mil contratos, levando sua carteira agro a superar R$ 103 bilhões. Somente pelas linhas do BNDES foram repassados R$ 12,2 bilhões, com R$ 8,4 bilhões voltados a programas agropecuários. A cooperativa foi ainda pioneira no Pró‑Trator paulista, liberando mais de R$ 22 milhões para modernização agrícola.
Seguros e consórcios em expansão
- Seguros rurais: carteira cresceu 89 % no 1º trimestre de 2025, ampliando a proteção contra riscos climáticos.
- Consórcios: volume comercializado subiu 31,9 % em 2024, alcançando R$ 14,8 bilhões para aquisição planejada de máquinas, veículos e imóveis.
Atendimento 360° ao produtor
Com forte presença em PR, SP e RJ, o Sicredi oferece suporte completo, do planejamento à comercialização e proteção da produção. “Nosso compromisso vai além do crédito; acompanhamos toda a jornada do produtor para fortalecer o agronegócio brasileiro”, conclui Farias.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos
Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.
Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.
No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.
Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.
O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.
No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.
Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.
Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.
Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.
A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.
O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.
Fonte: Pensar Agro
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