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Sicredi renova patrocínio da Agrishow 2025 e reafirma compromisso com o fortalecimento do agronegócio

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O Sicredi, a maior instituição financeira cooperativa do Brasil, com mais de 9 milhões de associados e uma carteira de crédito total de R$ 101 bilhões, renovou seu patrocínio à Agrishow 2025, que ocorrerá de 28 de abril a 2 de maio, em Ribeirão Preto (SP). O evento, um dos maiores do mundo no setor agrícola, será palco da apresentação de soluções financeiras inovadoras voltadas ao desenvolvimento e à competitividade do agronegócio.

Com 2,8 mil agências em todo o território nacional, das quais 400 estão localizadas no estado de São Paulo, o Sicredi é o principal agente privado de crédito rural no Brasil. Durante a feira, a instituição levará ao público uma série de alternativas financeiras, incluindo consórcios, seguros e linhas de crédito, para atender às necessidades dos produtores rurais.

Fortalecimento do Setor com Soluções Financeiras Personalizadas

“Participar da Agrishow é uma oportunidade ímpar para estreitarmos a nossa relação com o setor agrícola, compreendermos as demandas dos produtores e oferecer soluções financeiras que impulsionem a produtividade no campo. Com produtos como consórcios, seguros e linhas de crédito, buscamos sempre entender a realidade de cada agricultor e apresentar alternativas adequadas ao seu momento e às suas necessidades”, explica Gilson Farias, gerente de Desenvolvimento de Negócios da Central Sicredi PR/SP/RJ.

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Liderança em Crédito Rural e Pioneirismo no Pró-Trator

Com mais de 100 anos de experiência no apoio ao campo, o Sicredi consolidou-se como líder em crédito rural no Brasil. Em 2024, a instituição alcançou a marca de R$ 101 bilhões em sua carteira de crédito agro, um crescimento de 21% em comparação ao ano anterior. Além disso, o Sicredi se destacou no repasse de recursos do BNDES, com um total de R$ 12,2 bilhões, dos quais R$ 8,4 bilhões foram direcionados a programas agropecuários.

Outro marco importante foi o lançamento do programa Pró-Trator, uma parceria pioneira do Sicredi com o Governo do Estado de São Paulo, que teve início em maio de 2024. Para 2025, a previsão é que o Sicredi libere aproximadamente R$ 50 milhões para apoiar os agricultores paulistas na aquisição de tratores e equipamentos agrícolas, com condições especiais de financiamento. “Nosso compromisso é proporcionar as melhores condições para que os produtores ampliem sua competitividade e adotem inovações em suas atividades rurais”, ressalta Farias.

Consórcio como Alternativa Viável para o Agro

O consórcio também tem ganhado destaque no portfólio do Sicredi. Em 2024, a instituição comercializou R$ 14,8 bilhões em consórcios, um crescimento de 31,9%, elevando a carteira sob gestão para R$ 50 bilhões. Essa alternativa se apresenta como uma opção acessível para os produtores que não têm urgência na aquisição de bens, como máquinas e veículos, proporcionando menores custos financeiros e taxas mais atrativas.

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De acordo com Devanir Brisola, gerente de Desenvolvimento de Negócios da Central Sicredi PR/SP/RJ, “o consórcio é uma excelente solução para quem deseja adquirir bens de forma planejada, sem comprometer o fluxo de caixa e com melhores condições de pagamento”.

Proteção e Continuidade das Atividades Rurais

No âmbito da proteção das atividades no campo, o Sicredi também tem ampliado sua atuação por meio de seguros, importantes para o gerenciamento de riscos enfrentados pelos produtores rurais. Durante a Agrishow, serão apresentadas soluções completas para coberturas contra uma variedade de riscos, assegurando a continuidade das operações agrícolas.

A participação do Sicredi na 30ª edição da Agrishow reforça o seu compromisso com o agronegócio brasileiro, promovendo inovação, sustentabilidade e maior produtividade no setor, e consolidando sua liderança no financiamento do agro no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil pode unificar rastreabilidade para blindar soja e carne à China e à União Europeia

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A integração dos sistemas utilizados para comprovar a origem da soja e da carne bovina pode reduzir custos, evitar auditorias repetidas e fortalecer o acesso dos produtos brasileiros aos mercados da China e da União Europeia. A proposta consta de um estudo divulgado pelo WRI Brasil, que identificou 21 iniciativas públicas e privadas de rastreabilidade e controle ambiental em funcionamento no País, mas com critérios, bancos de dados e formas de verificação diferentes.

O WRI Brasil não é um órgão público nem representa produtores ou empresas do agronegócio. Trata-se de uma associação privada sem fins lucrativos e de pesquisa ambiental, integrante do World Resources Institute, organização internacional fundada nos Estados Unidos em 1982. A instituição atua em mais de 50 países e desenvolve estudos sobre clima, florestas, cidades, alimentos e uso da terra, em parceria com governos, empresas, universidades e organizações da sociedade civil.

Por isso, o protocolo sugerido pelo instituto não tem força de lei, não substitui a fiscalização brasileira e tampouco cria uma certificação obrigatória. A proposta funciona como uma recomendação técnica para aproximar ferramentas que já existem, mas ainda não conversam adequadamente entre si.

O problema identificado está na fragmentação. Uma plataforma verifica a situação ambiental da propriedade; outra acompanha a movimentação dos animais; uma terceira atende a determinado comprador ou certificação. Também existem diferenças nas datas utilizadas para delimitar o desmatamento, no tratamento dos fornecedores indiretos e nos critérios de bloqueio de propriedades.

Na prática, uma mesma fazenda pode estar regular perante a legislação brasileira e, ainda assim, não atender ao protocolo privado de uma empresa ou à exigência ambiental de determinado mercado. Para o produtor, isso significa fornecer informações semelhantes várias vezes, contratar auditorias diferentes e enfrentar dúvidas sobre qual padrão será aceito no momento da venda.

A proposta ganha relevância pelo tamanho das duas cadeias. O Brasil colheu 180,6 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26 e poderá exportar 116,3 milhões de toneladas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento. Na pecuária, o País possui o maior rebanho comercial do mundo, produz mais de 11 milhões de toneladas de carne bovina por ano e ocupa a liderança global nas exportações.

A China está no centro dessa discussão. O país asiático comprou R$ 282 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro em 2025, considerando o câmbio de R$ 5,10, e respondeu por quase um terço de toda a receita externa do setor. O mercado chinês recebe a maior parte da soja exportada pelo Brasil e aproximadamente metade da carne bovina embarcada pelo País.

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Embora a China ainda não tenha uma legislação equivalente ao regulamento europeu contra o desmatamento, compradores, instituições financeiras e grandes empresas chinesas vêm ampliando as exigências de origem e conformidade ambiental. O estudo sustenta que Brasil e China poderiam construir um referencial comum antes que diferentes compradores estabeleçam critérios próprios e aumentem a burocracia.

Na União Europeia, a pressão já está formalizada. O Regulamento Europeu sobre Produtos Livres de Desmatamento, conhecido pela sigla EUDR, determina que soja, gado, café, cacau, madeira, borracha e óleo de palma, além de produtos derivados, somente poderão entrar no bloco quando houver comprovação de que não foram produzidos em áreas desmatadas depois de 31 de dezembro de 2020.

A regra começará a valer em 30 de dezembro de 2026 para grandes e médias empresas. A maioria das micro e pequenas terá até 30 de junho de 2027. O importador europeu será o responsável legal pela declaração, mas dependerá de informações fornecidas pela cadeia brasileira, como a localização geográfica da propriedade e a documentação necessária para demonstrar a origem do produto.

Esse é um dos pontos de maior atrito com o setor produtivo. O EUDR não considera apenas se o desmatamento foi legal ou ilegal segundo o Código Florestal brasileiro. Mesmo uma supressão de vegetação autorizada pelas autoridades nacionais, se realizada após a data de corte europeia, pode tornar o produto inelegível para aquele mercado.

No caso da soja, a rastreabilidade precisa chegar à propriedade onde o grão foi cultivado. A dificuldade aparece quando cargas de diferentes fazendas são reunidas em armazéns, cooperativas, cerealistas e tradings. A proposta é integrar documentos fiscais, cadastros ambientais, localização das áreas produtoras e registros comerciais, preservando a identificação da origem mesmo depois da mistura física do produto.

Na pecuária, o desafio é maior. Um bovino pode nascer em uma propriedade, passar pela recria em outra e ser terminado em uma terceira antes de chegar ao frigorífico. Atualmente, a indústria consegue fiscalizar com maior facilidade o fornecedor direto, responsável por entregar o animal para abate, mas nem sempre possui visibilidade completa das fazendas anteriores.

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A Guia de Trânsito Animal registra a movimentação dos lotes, enquanto o Sistema Brasileiro de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos permite acompanhar animais individualmente em cadeias que exigem esse controle. A adesão ao sistema individual, entretanto, ainda não alcança todo o rebanho nacional.

O governo iniciou a implantação do Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos, com execução prevista até 2032. A recomendação do estudo é que frigoríficos e compradores avancem desde já no controle dos fornecedores indiretos, sem esperar a identificação obrigatória de todos os animais.

A carne brasileira ainda enfrenta outro impasse com a União Europeia, que não deve ser confundido com o EUDR. Além da origem ambiental, o bloco exige garantias sobre o controle de determinados antimicrobianos durante todo o ciclo de vida dos animais. A Comissão Europeia anunciou a retirada do Brasil da lista de países autorizados a fornecer carnes e outros produtos de origem animal a partir de 3 de setembro de 2026, caso não considere suficientes as garantias apresentadas.

O governo brasileiro sustenta que possui um sistema oficial confiável e que somente certificará produtos que cumprirem integralmente as exigências europeias. O ponto de divergência é a cobrança de uma comprovação prévia para medidas implementadas progressivamente ao longo do ciclo produtivo. Na avicultura, esse ciclo pode ser concluído em cerca de 40 dias; na bovinocultura, a formação de animais plenamente elegíveis pode levar dois anos ou mais.

Assim, a carne brasileira enfrenta duas frentes distintas na Europa: a ambiental, relacionada ao desmatamento e à rastreabilidade da propriedade de origem; e a sanitária, ligada ao uso de antimicrobianos durante a vida do animal. A unificação dos sistemas proposta pelo WRI ajudaria principalmente na primeira frente. Para o produtor, o resultado dependerá de como essa integração será implementada, de quem pagará pela adaptação e de sua capacidade de reduzir burocracia, em vez de acrescentar uma nova camada de exigências ao campo.

Fonte: Pensar Agro

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