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Sindiveg Lança Curso Gratuito e Online sobre Controle Biológico
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O Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg) anunciou o lançamento de um novo módulo gratuito e online em sua plataforma de cursos, intitulado “Controle Biológico”. Desenvolvido com o apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e de diversas empresas parceiras, o curso visa capacitar os produtores rurais no uso do controle biológico, uma técnica que utiliza organismos vivos para combater pragas e patógenos, promovendo o equilíbrio ambiental e diminuindo o impacto no ecossistema.
Fábio Kagi, gerente de Assuntos Regulatórios do Sindiveg, destacou que o curso aborda detalhadamente o funcionamento do controle biológico, suas diferentes abordagens e a relevância dos macro e microrganismos no combate às pragas. O módulo também explora a importância dos bioinsumos e a regulamentação dessa prática no Brasil. “Este lançamento reflete o compromisso do Sindiveg com a inovação no setor agrícola, essencial para aprimorar a resistência das plantas a doenças, aumentar sua produtividade e garantir boas safras”, afirmou Kagi.
Com a crescente demanda por bioinsumos e a recente regulamentação da Lei nº 15.070/2024, sancionada em dezembro de 2024, o curso surge como uma excelente oportunidade para que os produtores se atualizem sobre as novas tecnologias e práticas agrícolas.
Colaboração e Pesquisa no Desenvolvimento do Curso
A criação do módulo envolveu um processo detalhado de pesquisa para entender as necessidades do setor e os desafios enfrentados pelos produtores. Isabela Rivato, analista de Uso Correto e Seguro do Sindiveg, explicou que a equipe percorreu diversas fábricas, consultou especialistas e analisou o mercado de defensivos agrícolas para elaborar um conteúdo focado em orientações precisas. O conteúdo foi revisado pelo pesquisador da Embrapa, Wagner Bettiol, garantindo a precisão das informações.
Bettiol, responsável pela elaboração do conteúdo e revisão do material, ressaltou que a capacitação contínua é essencial para o sucesso do controle biológico no Brasil. “A tecnologia de controle biológico exige treinamento especializado, e iniciativas como a do Sindiveg são fundamentais para que os produtores adotem práticas eficazes e sustentáveis”, comentou o pesquisador, destacando que o curso está disponível não apenas para produtores rurais, mas também para qualquer interessado no tema.
Uma Plataforma Acessível para Todos
A plataforma de cursos online do Sindiveg, que já oferece outros módulos como “Uso Correto e Seguro”, “Boas Práticas na Relação Agricultura e Apicultura” e “Manejo Fitossanitário”, visa capacitar os profissionais do campo e reforçar a importância do uso responsável dos defensivos agrícolas. Ao concluir os módulos, os participantes recebem certificados de conclusão, contribuindo para o aprimoramento das práticas agrícolas em todo o Brasil.
Fábio Kagi, em sua fala, destacou a importância de garantir a eficiência na produção agrícola, especialmente em um cenário global de crescente demanda por alimentos, fibras e energia. “O uso correto e seguro dos defensivos é uma questão essencial para a sustentabilidade do setor. Com essa plataforma, buscamos ampliar o conhecimento de todos os envolvidos no agronegócio”, afirmou.
Para mais informações e inscrições no curso de Controle Biológico, acesse a plataforma online do Sindiveg.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Plano Brasil Soberano: Governo amplia crédito para fertilizantes
Fabricantes de fertilizantes, produtores de matérias-primas intermediárias e mineradoras que abastecem o setor poderão contratar capital de giro pelo Plano Brasil Soberano. A mudança amplia o alcance do programa e procura dar fôlego financeiro a uma cadeia considerada estratégica para o agronegócio brasileiro.
Projetos industriais e tecnológicos ligados ao beneficiamento, refino e transformação de minerais críticos e estratégicos também terão acesso a recursos com custo reduzido. O encargo da fonte de financiamento caiu para 3% ao ano, ante percentuais que chegavam a 8% na aquisição de máquinas e equipamentos e a 6,5% em determinados investimentos.
A decisão foi tomada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em reunião extraordinária realizada no fim de agosto. O colegiado também prorrogou por 12 meses o prazo para apresentação dos pedidos de financiamento ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). As empresas elegíveis poderão protocolar as solicitações até 31 de dezembro de 2027.
Para o produtor rural, o efeito não será direto. As linhas são destinadas às empresas que produzem, processam ou fornecem insumos para a fabricação de adubos. O objetivo é melhorar as condições financeiras da indústria e reduzir riscos de interrupção no abastecimento do campo.
A inclusão do capital de giro atende a uma característica do setor. Muitas empresas precisam pagar antecipadamente pelas matérias-primas importadas, arcar com frete, armazenagem e processamento e somente depois receber pelas vendas realizadas aos produtores ou distribuidores.
Esse intervalo exige grande disponibilidade de caixa. Quando o crédito fica caro ou escasso, as empresas podem reduzir compras, estoques e produção. A consequência chega às propriedades na forma de menor oferta, dificuldade para programar entregas e maior exposição às oscilações de preços.
Antes da mudança, as empresas da cadeia de fertilizantes podiam recorrer ao Plano Brasil Soberano principalmente para comprar máquinas ou executar projetos de investimento. Agora, os recursos também poderão financiar despesas necessárias ao funcionamento diário das operações.
A medida ganha importância porque o Brasil importa mais de 80% dos fertilizantes que utiliza. Essa dependência deixa a produção agrícola vulnerável ao câmbio, às cotações internacionais, aos custos marítimos e a conflitos capazes de interromper rotas ou restringir a oferta mundial.
O país responde por cerca de 8% do consumo global de fertilizantes e ocupa a quarta posição entre os maiores consumidores. Soja, milho e cana-de-açúcar representam mais de 73% da demanda nacional, o que transforma o insumo em um componente decisivo dos custos das principais cadeias agrícolas.
O crédito mais barato para minerais estratégicos procura estimular investimentos em etapas que ainda são pouco desenvolvidas no Brasil. O país possui reservas minerais importantes, mas parte do material extraído é exportada sem processamento ou não chega a ser transformada internamente nos produtos necessários à agricultura.
Ao apoiar o beneficiamento, o refino e a transformação dentro do país, o governo tenta ampliar a capacidade industrial e diminuir a dependência de produtos acabados vindos do exterior. O resultado, entretanto, dependerá da execução dos projetos, que podem exigir licenciamento, infraestrutura, tecnologia e vários anos até o início da produção.
O percentual de 3% ao ano não representa necessariamente a taxa final que será paga pelas empresas. Ele corresponde ao custo da fonte de recursos e já considera a remuneração do BNDES. Nas operações indiretas, realizadas por bancos credenciados, ainda podem existir encargos do agente financeiro e custos relacionados ao risco do tomador.
Por isso, a medida também não garante uma queda imediata no preço do fertilizante vendido ao agricultor. As cotações continuarão sujeitas ao câmbio, aos preços internacionais, ao frete, à oferta mundial de nutrientes e à demanda no período de plantio.
O ganho mais provável no curto prazo é a melhora das condições para que fabricantes e fornecedores mantenham estoques e cumpram contratos. No longo prazo, se os investimentos aumentarem a produção e o processamento de matérias-primas no Brasil, o setor poderá reduzir a exposição a crises externas e ganhar maior previsibilidade.
O acesso às linhas será restrito aos segmentos definidos conjuntamente pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e pelo Ministério da Fazenda. A relação de atividades autorizadas consta das portarias que regulamentam o Plano Brasil Soberano.
Criado para apoiar empresas afetadas pelo aumento das tarifas norte-americanas e pela instabilidade do comércio internacional, o programa passa a alcançar uma cadeia diretamente ligada à segurança produtiva do país. Para o campo, o efeito concreto será medido pela capacidade da política de ampliar a oferta interna, evitar falta de insumos e reduzir a dependência que hoje transforma qualquer crise internacional em custo adicional dentro da porteira.
Fonte: Pensar Agro



