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Sipcam Nichino intensifica treinamentos sobre ferrugem da soja diante de previsão de escassez de fungicidas multissítios

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Com o aumento das preocupações sobre a ferrugem asiática da soja, a Sipcam Nichino está promovendo uma série de treinamentos técnicos voltados a consultores e produtores rurais em diferentes regiões do Brasil. As ações buscam alertar o setor sobre o cenário climático favorável ao desenvolvimento do fungo Phakopsora pachyrhizi, causador da doença, na safra 2025/26.

Entre os especialistas convidados está Caroline Wesp, pesquisadora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), que integra a programação dos eventos ao lado de outros nomes da pesquisa e da agronomia. A iniciativa da empresa visa reforçar a importância de medidas preventivas contra o avanço da ferrugem nas lavouras.

Alta demanda e escassez de multissítios preocupam o setor

De acordo com o agrônomo José de Freitas, da área de desenvolvimento de mercado da Sipcam Nichino, além das condições climáticas propícias à doença, o mercado de agroquímicos enfrenta um período de alta demanda e possível escassez de fungicidas multissítios – produtos fundamentais para o controle eficaz da ferrugem.

“Uma lavoura não tratada pode sofrer perdas de até 90%, o que representa prejuízos incalculáveis ao produtor”, alerta Freitas. Ele explica que a Sipcam Nichino mantém em seu portfólio o fungicida Fezan® Gold, com propriedades sistêmica e protetora, sendo indicado para o controle da ferrugem e de outras doenças da soja.

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Segundo o agrônomo, a empresa está preparada para atender à demanda crescente por produtos multissítios, mesmo diante de projeções de redução na oferta global.

Fezan® Gold: eficácia comprovada em oito safras

O fungicida Fezan® Gold vem sendo avaliado há oito safras nos Ensaios Cooperativos de Rede do Consórcio Antiferrugem, destacando-se entre as soluções mais eficazes do mercado.

“Entre as safras 2022/23 e 2024/25, o produto apresentou eficácia média entre 66% e 71% no controle da ferrugem da soja”, aponta Freitas.

A tecnologia do produto também se diferencia por ser a primeira formulação do mercado a conter o ativo clorotalonil, além de possuir formulação líquida do tipo SC (suspensão concentrada), o que garante maior praticidade na aplicação e boa seletividade para a cultura da soja.

Controle de outras doenças de final de ciclo (DFC)

Os treinamentos também abordam outras doenças importantes da soja, conhecidas como doenças de final de ciclo (DFCs), como o crestamento-foliar (Cercospora kirkuchi), a mancha-parda (Septoria glycines) e o oídio (Microsphaera diffusa).

De acordo com José de Freitas, a Sipcam Nichino tem obtido bons resultados no manejo integrado dessas doenças por meio da associação dos fungicidas Fezan® Gold e Vitene®.

“O Vitene® tem se destacado especialmente no controle do oídio, do crestamento-foliar e da septoriose. A mancha-parda, em particular, tem se mostrado cada vez mais agressiva safra após safra, o que reforça a necessidade de manejo preventivo e uso de tecnologias eficazes”, ressalta o agrônomo.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos

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O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.

A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.

O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.

Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.

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INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.

“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”

“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”

“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”

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Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.

No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.

Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.

Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.

Fonte: Pensar Agro

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