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SIT 2025: Emater-MG abre inscrições para cursos voltados à agricultura sustentável

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Emater-MG oferece cursos durante a 16ª Semana de Integração Tecnológica

Estão abertas as inscrições para os cursos promovidos pela Emater-MG durante a 16ª edição da Semana de Integração Tecnológica (SIT), que será realizada de 5 a 9 de maio, na sede da Embrapa Milho e Sorgo, em Sete Lagoas (MG).

O evento abordará temas de grande relevância para a agricultura regional e nacional, reunindo especialistas, instituições de pesquisa, ensino, extensão rural e empresas privadas.

A Emater-MG participará da programação com quatro cursos técnicos, vitrines tecnológicas e um plantão de atendimento para esclarecimento de dúvidas dos participantes.

Programação de cursos ministrados pela Emater-MG

A grade de cursos terá início na terça-feira (6/5), com a palestra “Qualidade do Solo”, ministrada por Márcio Stoduto de Melo, coordenador de Fertilidade de Solos da Emater-MG.

Na quarta-feira (7/5), serão oferecidos dois cursos básicos:

  • “Manejo de Dejetos Líquidos Bovinos”, com Márcio Stoduto de Melo e Jane Terezinha Leal
  • “Agroecologia, Biofertilizantes e Caldas Alternativas”, com Fernando Tinoco

Na quinta-feira (8/5), será ministrado o curso sobre “Manejo da Irrigação em Sistemas de Microaspersão e Gotejamento”, com os palestrantes Walfrido Machado Albernaz e Afrânio Otávio Nogueira.

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As inscrições devem ser feitas pelo site oficial da SIT. A taxa é única, no valor de R$ 30, com isenção garantida para agricultores familiares e extensionistas rurais nos cursos promovidos pela Emater-MG.

Participação e estrutura da Emater-MG no evento

A Emater-MG, parceira da SIT desde sua primeira edição, integra a organização técnica do evento, promovendo ainda a participação de produtores rurais nos cursos e dias de campo.

A instituição também levará ao evento a van educativa, equipada com vídeos institucionais e materiais técnicos. “Além do apoio técnico, buscamos incentivar a capacitação dos produtores com informações práticas e atualizadas”, afirma Leandro Fernandes de Oliveira, gerente regional da Emater-MG.

Integração de instituições e troca de experiências

A SIT é resultado da articulação entre diversas entidades públicas e privadas, sendo um espaço destinado à atualização de conhecimentos, troca de experiências, formação de parcerias e realização de negócios.

Segundo Leandro Fernandes, a parceria entre Emater-MG e Embrapa tem gerado frutos importantes: “A Embrapa desenvolve novas pesquisas e nós as levamos ao campo. Isso tem proporcionado melhorias significativas aos produtores rurais”, afirma.

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Sustentabilidade no foco da SIT 2025

Realizada há 16 anos pela Embrapa Milho e Sorgo, a SIT é considerada um evento âncora de interação com o setor produtivo. Conta com o apoio de parceiros como o Sistema Faemg (Faemg, Senar, Inaes e Sindicatos), Epamig, Universidade Federal de São João del-Rei, além de unidades da Embrapa de outras regiões, cooperativas, fundações e empresas privadas.

O tema central da edição 2025 será “Oportunidades e Desafios para a Expansão Agropecuária Sustentável”, alinhando-se à agenda da Jornada pelo Clima da COP 30, a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas.

Os cursos têm taxa de inscrição, mas os seminários e dias de campo são gratuitos. A programação completa está disponível no site oficial da SIT, onde também podem ser feitas as inscrições.

Inscrições

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fertilizantes: Rabobank reduz projeção para 2026 e alerta para impacto da inadimplência recorde no agro

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Inadimplência no campo e preços elevados devem reduzir consumo de fertilizantes

O mercado brasileiro de fertilizantes deverá enfrentar uma retração mais intensa em 2026 do que a prevista anteriormente. Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o Rabobank revisou para baixo sua estimativa de vendas de adubos no país e apontou a inadimplência recorde dos produtores rurais como um dos principais fatores de pressão sobre a demanda.

A instituição projeta que as entregas de fertilizantes aos agricultores brasileiros somem 45,1 milhões de toneladas em 2026, o que representa uma queda de 8,2% em relação ao volume recorde registrado em 2025. Caso a previsão se confirme, será o menor volume comercializado desde 2022, período marcado pelos impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia sobre o mercado global de insumos.

A nova estimativa é mais conservadora do que a divulgada em abril, quando o banco previa consumo de aproximadamente 47,2 milhões de toneladas.

Segundo o Rabobank, além dos preços ainda elevados dos fertilizantes, a situação financeira de muitos produtores brasileiros tem limitado a capacidade de investimento e comprometido a aquisição de insumos para a próxima safra.

Guerra no Oriente Médio afetou mercado global de fertilizantes

O relatório destaca que os reflexos da guerra envolvendo o Irã contribuíram para a elevação dos custos dos fertilizantes em 2026. O fechamento temporário do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de matérias-primas e insumos, provocou aumento dos preços internacionais e forte volatilidade nos mercados.

Embora haja sinais de normalização logística e avanços diplomáticos para reduzir as tensões na região, o banco avalia que os impactos sobre a demanda global já foram consolidados.

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No caso da ureia, um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizados no mundo, os preços retornaram aos níveis observados antes do conflito. Ainda assim, o Rabobank destaca que o comportamento do mercado repetiu um padrão semelhante ao registrado em 2022.

De acordo com a análise, foram necessárias cerca de seis semanas para que os preços atingissem o pico após o início das tensões, seguidas por aproximadamente dez semanas para retornar aos patamares iniciais.

Já o fosfato monoamônico (MAP), um dos fertilizantes mais utilizados na agricultura brasileira, permanece negociado em níveis mais elevados, sustentando os custos de produção para diversas culturas.

Inadimplência recorde preocupa setor agropecuário

Outro ponto de atenção destacado pelo banco é o avanço da inadimplência no crédito rural.

Com base em dados do Banco Central referentes a abril, o Rabobank observa que a inadimplência nas operações contratadas a taxas de mercado alcançou 13,3% do volume financiado, um dos maiores níveis já registrados para o setor.

O cenário reforça as dificuldades enfrentadas por parte dos produtores rurais, especialmente em segmentos que vêm acumulando margens apertadas, custos elevados e dificuldades de acesso a novas linhas de crédito.

A combinação entre menor liquidez no campo e insumos ainda caros tende a limitar o potencial de recuperação da demanda por fertilizantes ao longo do próximo ano.

Rabobank prevê queda nas exportações de milho em 2026

Além do mercado de fertilizantes, o Rabobank revisou as perspectivas para o milho brasileiro e projetou redução nas exportações do cereal.

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A expectativa é de que os embarques nacionais atinjam 39 milhões de toneladas em 2026, volume cerca de 3 milhões de toneladas inferior ao registrado no ano anterior.

Entre os fatores que explicam a revisão estão a valorização do real frente ao dólar, que reduz a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional, e a forte concorrência de grandes exportadores, especialmente Estados Unidos e Argentina.

Os elevados custos do transporte rodoviário também continuam sendo um desafio para o setor exportador, reduzindo a competitividade logística do cereal brasileiro.

Demanda interna por milho deve seguir aquecida

Apesar da perspectiva menos favorável para as exportações, o consumo doméstico de milho deverá continuar avançando.

O Rabobank estima crescimento de 5% na demanda interna em 2026, alcançando cerca de 97 milhões de toneladas.

O principal motor desse avanço será o aumento do consumo pelas indústrias de ração animal e pelo setor de etanol de milho, que segue ampliando sua participação na matriz de biocombustíveis brasileira.

Diante desse cenário, o mercado agrícola brasileiro entra em 2026 com desafios relacionados ao crédito rural, custos de produção e competitividade internacional, enquanto busca equilibrar a demanda interna crescente com um ambiente global ainda marcado por incertezas econômicas e geopolíticas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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