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Sítio Zanaro destaca-se na olericultura com apoio do Programa ATeG
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O Sítio Zanaro, localizado na Linha Santa Bárbara, em Lacerdópolis, é um exemplo de sucesso no setor de olericultura após a implementação da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG). A propriedade, de Roberto Antonio Zanaro, tem demonstrado avanços notáveis desde que aderiu ao programa, desenvolvido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Santa Catarina (Senar SC), em parceria com a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Faesc) e o Sindicato Rural de Joaçaba.
A implementação da ATeG proporcionou à família Zanaro uma evolução econômica significativa, o que resultou em seu reconhecimento estadual. A conquista levou a propriedade a ser indicada para o Prêmio ATeG: Gestão, Resultado que Alimenta 2024, promovido pelo Senar.
Em reconhecimento ao sucesso da propriedade, o presidente do Sindicato Rural de Joaçaba e vice-presidente executivo da Faesc, Clemerson Argenton Pedrozo, entregou uma placa em homenagem à família Zanaro. “Este é um reconhecimento do Sistema Faesc/Senar e do Sindicato pelo empenho do produtor e pela disposição de abrir as porteiras da propriedade, permitindo que o Sistema contribuísse para os excelentes resultados alcançados”, afirmou Pedrozo.
José Zeferino Pedrozo, presidente do Sistema Faesc/Senar, reforçou a importância do programa, destacando que os resultados obtidos no Sítio Zanaro evidenciam o compromisso da instituição com a inovação e o crescimento da olericultura, além de outras cadeias produtivas atendidas no estado.
Resultados Positivos com a ATeG: Crescimento Sustentável
Após apenas quatro meses de acompanhamento, a família Zanaro registrou um aumento expressivo na renda, ultrapassando o que era obtido com atividades externas. Em setembro de 2023, a produção de hortaliças, que anteriormente não possuía caráter comercial relevante, dobrou, refletindo diretamente no crescimento da receita bruta da propriedade.
Com o apoio do Senar SC, Roberto Zanaro passou a se dedicar exclusivamente ao Sítio Zanaro a partir de setembro de 2023. O trabalho na propriedade gerou uma renda inédita para a família, e, hoje, mais de um ano após o início da ATeG, os resultados continuam a crescer, permitindo a continuidade da atividade e garantindo qualidade de vida para os membros da família.
A ATeG incentivou o produtor a iniciar o cultivo de alface, com o objetivo de obter uma fonte de renda constante. Após estabilizar a produção de alface, Zanaro diversificou, passando a cultivar cheiro-verde (salsa) e, mais recentemente, retomando o cultivo de tomates de forma mais profissional. Em 2024, com a comercialização das três culturas, a renda da propriedade aumentou ainda mais.
Melhorias Estruturais e Sustentabilidade
O apoio da ATeG gerou avanços significativos na infraestrutura da propriedade. A implementação de novas estufas, sistemas de irrigação e a aquisição de mudas de tomate com melhor potencial genético impulsionaram a produtividade. Além disso, a compra de um “tratorito” facilitou o cultivo e preparo do solo, tornando o trabalho mais eficiente e confortável.
Essas melhorias econômicas também impactaram diretamente a qualidade de vida da família Zanaro, que agora inicia o planejamento da sucessão familiar. Os dois filhos do casal já participam ativamente da gestão da propriedade, o que fortalece as perspectivas de continuidade da olericultura.
A propriedade foi atendida pelo técnico de campo da ATeG, Fabrício Dahmer, com apoio do supervisor técnico, Guilherme Romani de Mello, e do supervisor regional, Jeam Carlos Palavro. As atividades também contaram com o acompanhamento da coordenadora estadual da ATeG, Paula Coimbra Nunes, e do superintendente do Senar/SC, Gilmar Antônio Zanluchi.
Com o apoio da ATeG, o Sítio Zanaro se consolida como um modelo de crescimento sustentável e gestão eficiente no setor de olericultura em Santa Catarina.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Conheça a história de uma aquicultora que vive na região da pérola do Tapajós
Era apenas um passatempo em 2009, mas, aos poucos, ganhou espaço na rotina e se transformou em uma atividade que hoje envolve toda a família. Vilma Clea Oliveira da Silva, 64 anos, começou a criar peixes em uma barragem de grande porte sem pretensão comercial, para consumo próprio e para observar o desenvolvimento dos animais. Foi justamente a curiosidade do que acontecia dentro dos tanques que despertou o interesse pela aquicultura. Com o passar do tempo, a observação do dia a dia e o rendimento da criação fizeram com que ela percebesse que havia uma possibilidade de trabalho. A experiência que nasceu de maneira simples levou Vilma a buscar conhecimento e a investir cada vez mais na criação de peixes.
É olhando exatamente para as águas da Amazônia que a aquicultora enxerga uma das maiores possibilidades para o futuro. Seu sonho é que os rios da região possam ser mais bem aproveitados, sempre dentro das regras ambientais e de forma responsável. “Nós temos dois grandes rios, o Amazonas e o Tapajós”, destaca ao falar sobre o potencial que vê.
Esse olhar para o futuro também se estende à própria família. Os filhos seguem próximos da aquicultura e ajudam de maneiras diferentes. A filha, que está se formando em medicina, contribui principalmente na parte clínica e laboratorial, enquanto o filho participa das atividades práticas do dia a dia relacionadas ao cultivo nos tanques. Assim, aquilo que começou como uma experiência pessoal foi gradualmente se tornando também uma vivência compartilhada entre gerações.

- Vilma Clea Oliveira da Silva
Se a continuidade da atividade passa pela família, Vilma acredita que também depende de quem está chegando agora. Para os jovens que pensam em trabalhar com aquicultura, ela recomenda buscar conhecimento e qualificação. Há caminhos de formação ligados à área, como o curso de Engenharia de Pesca da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) e capacitações em Aquicultura oferecidas pelo Instituto Federal do Pará (IFPA). Investir em conhecimento significa também ampliar a capacidade de quem trabalha diretamente com a criação de peixes e de quem poderá ajudar outros produtores a enfrentarem os desafios da atividade.
Aquicultura é o cultivo de organismos aquáticos com alimentação controlada, monitoramento constante e boas práticas de produção. A atividade pode ser realizada em águas marinhas e continentais. Dentro de espaços como rios, lagos, reservatórios, utilizando água destes em viveiros escavados em terra ou em aquários. Há diversas formas de cultivo e diversas espécies.
ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
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