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Soja avança levemente em Chicago com foco em safra dos EUA e negociações entre China e EUA

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O mercado da soja registrou leve valorização na Bolsa de Chicago nesta quarta-feira (11), com os investidores atentos a fatores climáticos nos Estados Unidos e às negociações comerciais entre China e Estados Unidos. Apesar do comportamento moroso nos últimos dias, o cenário continua sendo influenciado por dados da nova safra norte-americana e pela expectativa em torno do próximo relatório do USDA.

Movimentações na Bolsa de Chicago

Por volta das 7h15 (horário de Brasília), os contratos futuros da soja operavam em alta modesta, com ganhos entre 1,50 e 2 pontos nos principais vencimentos. O contrato para julho era cotado a US$ 10,59 por bushel, enquanto o vencimento de setembro estava em US$ 10,25 por bushel.

A movimentação reflete um mercado ainda cauteloso, mas em campo positivo, influenciado principalmente pelas condições climáticas no cinturão agrícola dos Estados Unidos (Corn Belt) e pela proximidade da divulgação do novo boletim mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previsto para esta quinta-feira (12).

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Fechamento misto na véspera

Na terça-feira (10), os contratos da soja encerraram o dia de forma mista. O contrato de julho, referência para a safra brasileira, subiu 1,75% e fechou cotado a US$ 1057,75 por bushel. Já o contrato de agosto teve valorização mais tímida, de 0,17%, encerrando a US$ 1049,50.

A TF Agroeconômica destacou que a falta de estímulos relevantes durante o pregão contribuiu para o desempenho moderado dos preços. A continuidade do plantio em ritmo adequado nos Estados Unidos e a manutenção da qualidade das lavouras dentro do esperado ajudaram a manter os preços estáveis.

Derivados de soja: farelo e óleo também sobem

No mercado de derivados, o farelo de soja para julho subiu 0,14%, fechando em US$ 295,9 por tonelada curta. Já o óleo de soja registrou alta mais expressiva, de 0,87%, alcançando US$ 47,79 por libra-peso. A valorização do óleo foi impulsionada pela redução nas importações de biodiesel pelos Estados Unidos, o que reduziu a oferta interna e sustentou os preços.

Acompanhamento da safra brasileira

No cenário nacional, a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) manteve suas projeções para a safra de soja brasileira, que já foi colhida, sem apresentar alterações significativas.

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Negociações entre China e EUA seguem no radar

Outro fator observado pelos investidores é a retomada das conversas comerciais entre Estados Unidos e China. A segunda rodada de negociações ocorreu em Londres, com foco nas tarifas e no acesso às chamadas “terras raras”. Apesar da ausência de detalhes, foi firmado um acordo preliminar para a retomada do fluxo de produtos sensíveis, o que ainda dependerá da aprovação dos presidentes Donald Trump e Xi Jinping.

Segundo o presidente norte-americano, “a China não está fácil”, indicando que os avanços nas tratativas ainda são incertos. O mercado, no entanto, reagiu positivamente à possibilidade de progresso nas conversas, com os grãos futuros abrindo em leve alta na noite de terça-feira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Batata: safra de inverno amplia oferta e coloca preços em alerta

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A oferta de batata deve ganhar força entre agosto e setembro com o avanço da colheita de inverno em Vargem Grande do Sul, no interior de São Paulo. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), somente em agosto deverá ser retirado do campo o equivalente a 35% da safra regional, elevando o acumulado colhido para 50% até o fim do mês.

O aumento sazonal da disponibilidade pode manter as cotações pressionadas no curto prazo, especialmente se a colheita avançar simultaneamente em outros polos produtores. Para o agricultor, o cenário reforça a necessidade de acompanhar o ritmo de entrada do produto no mercado, a qualidade dos lotes e os custos de classificação, armazenamento e transporte.

Em julho, a produtividade média das lavouras de Vargem Grande do Sul ficou próxima de 30 toneladas por hectare, abaixo do potencial da região. Colaboradores consultados pelo Cepea atribuíram o resultado ao excesso de chuva registrado em maio e junho e à elevada frequência de dias nublados, que reduziu a luminosidade e prejudicou a fotossíntese das plantas.

Para agosto, a expectativa é de recuperação do rendimento para aproximadamente 40 toneladas por hectare, patamar próximo ao observado nos últimos anos. A melhora, combinada com a concentração da colheita, deverá ampliar o volume ofertado ao mercado.

O produtor, entretanto, ainda precisa manter atenção redobrada ao manejo fitossanitário. Houve registros de canela-preta depois de cerca de 60 dias da tuberização, favorecidos pela elevação das temperaturas, embora a doença tenha sido rapidamente controlada. A requeima, presente desde junho, intensificou-se em julho e também contribuiu para limitar a produtividade. Apesar dos problemas, a qualidade dos tubérculos colhidos é considerada satisfatória.

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O avanço regional da oferta ocorre em um ano de redução da produção brasileira. O levantamento de julho do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima a safra nacional de batata-inglesa de 2026 em 4,2 milhões de toneladas, queda de 8,3% em relação às 4,58 milhões de toneladas produzidas em 2025.

A retração é explicada principalmente pelas perdas de área. O país deverá colher 121,8 mil hectares, 9,4% menos que no ano passado. A produtividade média nacional, por outro lado, está estimada em 34,5 toneladas por hectare, crescimento de 1,2%.

A terceira safra, correspondente ao cultivo de inverno, deverá produzir 892,2 mil toneladas, recuo de 19,3% frente a 2025. A área destinada ao ciclo diminuiu 23,9%, para 22,1 mil hectares. O rendimento médio esperado, contudo, subiu 6,1% e alcança 40,3 toneladas por hectare.

Isso significa que o mercado pode enfrentar dois movimentos diferentes. No curto prazo, a concentração da colheita entre agosto e setembro amplia a oferta e pode pressionar as cotações recebidas pelo produtor. No conjunto do ano, porém, a disponibilidade nacional deverá ser menor que a registrada em 2025.

A queda de preços já apareceu no varejo. A batata-inglesa recuou 19,59% em julho no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A continuidade desse movimento dependerá do ritmo da colheita, do rendimento das lavouras e da qualidade comercial dos lotes que chegarem aos atacados.

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Apesar de produzir mais de 4 milhões de toneladas por ano, o Brasil não exerce papel central no mercado mundial. Dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) mostram que o planeta produziu 390,4 milhões de toneladas de batata em 2024. O Brasil respondeu por aproximadamente 1,1% desse volume e ocupou a 18ª posição entre os países produtores. China e Índia lideram com ampla vantagem.

A produção brasileira é direcionada principalmente ao mercado interno. No comércio exterior, o maior desequilíbrio está nos produtos processados. Em 2025, considerando a pauta formada por batata-doce e batatas preparadas ou conservadas, o país exportou 36,5 mil toneladas e importou 345,7 mil toneladas — um volume importado quase 9,5 vezes superior ao exportado.

As compras externas foram lideradas por batatas preparadas e conservadas, especialmente produtos congelados destinados ao varejo e ao setor de alimentação. Argentina, Bélgica, Países Baixos e Egito estiveram entre os principais fornecedores. O déficit não significa falta de batata fresca no país, mas revela a dependência brasileira de produtos com maior grau de processamento industrial.

Para o produtor, a entrada no pico da safra exige atenção à comercialização. Mesmo com uma produção nacional menor em 2026, a concentração temporária da oferta pode reduzir preços e margens. Qualidade, produtividade, escalonamento da colheita e negociação antecipada serão determinantes para atravessar o período de maior disponibilidade.

Fonte: Pensar Agro

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