CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGOCIOS

Soja enfrenta entraves na comercialização apesar da alta produtividade e avanços no mercado internacional

Publicados

AGRONEGOCIOS

Mercado interno segue travado mesmo com colheita avançada e boa produtividade

Apesar da colheita praticamente finalizada no Rio Grande do Sul, com exceção de algumas áreas de safrinha, o mercado de soja segue lento. Segundo a TF Agroeconômica, os preços no estado registraram leve alta: no porto, a soja para entrega em julho e pagamento no fim do mês foi negociada a R$ 137,00 por saca (+1,48%). No interior, os valores giraram em torno de R$ 130,00 em praças como Cruz Alta, Passo Fundo, Ijuí e Santa Rosa. Já em Panambi, os preços pagos ao produtor caíram para R$ 118,00.

Em Santa Catarina, mesmo com boa produtividade, o mercado também apresenta cautela. A queda nos prêmios de exportação e nas cotações internacionais tem retraído os produtores. Apesar do aumento na demanda por derivados, como o farelo de soja, o crescimento interno ainda não é suficiente para compensar as perdas nas vendas externas.

No Paraná, a situação é semelhante. O estado tem apresentado uma produção robusta, mas os preços instáveis desestimulam a comercialização. Em Paranaguá, a soja foi negociada a R$ 136,20 por saca (+0,56%), enquanto em Cascavel e Maringá os preços ficaram em R$ 121,12 (-0,42%) e R$ 120,98, respectivamente. Em Ponta Grossa, o preço caiu para R$ 122,21 (-0,57%), e no balcão, chegou a R$ 118,00. Em Pato Branco, a cotação foi de R$ 135,28 por saca.

Logística precária limita avanço das vendas em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul

Em Mato Grosso do Sul, os gargalos logísticos seguem como entrave para a rentabilidade dos produtores, mesmo com bons volumes colhidos. Em Dourados e Campo Grande, o preço ficou em R$ 119,84 (-0,12%), enquanto em Maracaju e Sidrolândia houve leve alta, com a saca sendo vendida a R$ 120,63 (+0,54%). Já em Chapadão do Sul, o preço caiu para R$ 107,44 (-0,37%).

Leia Também:  Governo proíbe uso do fogo para manejo de áreas rurais em 2025

No estado vizinho, Mato Grosso, o recorde de produção também evidencia problemas estruturais. Em praças como Campo Verde, Primavera do Leste e Rondonópolis, a saca foi cotada a R$ 113,19 (-0,66%). Já em Lucas do Rio Verde, Nova Mutum e Sorriso, os valores ficaram em R$ 111,38 (-0,51%).

Soja caminha de lado em Chicago na expectativa de relatório do USDA

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os contratos de soja apresentavam estabilidade na manhã desta sexta-feira (11), com leve queda de cerca de 0,25 ponto. O vencimento de novembro era negociado a US$ 10,13 por bushel às 7h20 (horário de Brasília). O mercado aguarda com cautela a divulgação do novo relatório mensal de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que trará atualizações sobre a safra americana e dados de exportação.

Além dos fundamentos da oferta e demanda, o clima no Meio-Oeste dos EUA e o cenário geopolítico global, marcado por medidas protecionistas do presidente Donald Trump, mantêm os traders atentos. A guerra comercial com a China, por exemplo, ainda repercute negativamente na demanda por produtos agrícolas americanos, o que pressiona as cotações.

Soja encerra em alta após três sessões de queda, apoiada por compras técnicas

Mesmo com a cautela do mercado, a soja fechou em alta na quinta-feira (10) em Chicago, impulsionada por compras técnicas e pela proximidade da divulgação do relatório WASDE. O contrato de agosto subiu 0,35% (US$ 3,50), encerrando o dia a US$ 1012,50 por bushel. Já o contrato de setembro avançou 0,48%, para US$ 1002,25. O farelo de soja também teve valorização, subindo 0,74% e fechando a US$ 271,40 por tonelada curta, enquanto o óleo subiu 0,38%, para US$ 53,49 por libra-peso.

Leia Também:  Wolf Sementes lança Mavuno Grafitek®: nova versão grafitada da braquiária híbrida líder em produtividade

O movimento de recuperação ocorreu após três sessões consecutivas de baixa, com fundos retomando compras técnicas devido aos preços próximos das mínimas dos últimos três meses. Também contribuíram os dados positivos do relatório semanal de exportações dos EUA, que apontou aumento de 7,13% nas vendas somadas das duas safras.

Estimativa da Conab aponta safra recorde no Brasil

A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) revisou para cima sua estimativa da safra 2024/25 de soja no Brasil, passando de 168,61 para 169,49 milhões de toneladas — alta de 14,7% em relação ao ciclo anterior. Já as exportações foram levemente ajustadas para baixo, de 106,24 para 106,22 milhões de toneladas. Os volumes de farelo e óleo permaneceram estáveis.

Outro destaque é a valorização dos prêmios de exportação brasileiros, especialmente para o mês de setembro, que subiram de +36 para +164 cents/bushel — fator considerado altista para o mercado interno. A recente desvalorização do real, causada pelas ameaças de tarifas de até 50% dos EUA sobre produtos brasileiros, pode favorecer as exportações nacionais e reduzir a competitividade da soja americana no mercado internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGOCIOS

Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

Publicados

em

A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

Leia Também:  Governo proíbe uso do fogo para manejo de áreas rurais em 2025
Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

Leia Também:  Comitiva do Paraná visita Vale do Rio Pardo para conhecer a classificação do tabaco na propriedade

Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA