AGRONEGOCIOS
Soja inicia julho sob pressão com desafios logísticos internos e queda nos preços internacionais
AGRONEGOCIOS
O mercado da soja começou julho em um cenário desafiador, marcado por variações de preços nas principais regiões produtoras do Brasil, dificuldades logísticas e queda nas cotações na Bolsa de Chicago. Esses fatores refletem a complexidade do momento para produtores, comercializadores e investidores do setor.
Variações regionais e atenção à logística no Brasil
No Rio Grande do Sul, o preço da soja para julho ficou em R$ 137,00 por saca, com entrega entre 15 e 30 de julho. Para agosto, os valores avançaram para R$ 140,00, com pagamento previsto para o final do mês. As indústrias nas cidades de Cruz Alta, Passo Fundo, Ijuí, Santa Rosa e São Luiz trabalham com preços estabilizados em R$ 130,00 por saca. Em Panambi, no entanto, os preços ao produtor caíram para R$ 119,00.
Em Santa Catarina, a logística e a armazenagem concentram as atenções diante do crescimento da produção, especialmente no Planalto Norte, região que requer maior estrutura para evitar gargalos e garantir a qualidade dos grãos. No porto de São Francisco do Sul, a soja está cotada a R$ 134,56 por saca, apresentando uma leve queda de 0,7%.
No Paraná, o mercado permanece cauteloso, mesmo com projeções positivas. Os preços em Paranaguá chegaram a R$ 134,76 por saca, enquanto em Cascavel, Maringá, Ponta Grossa e Pato Branco os valores oscilaram entre R$ 120,34 e R$ 134,56, com pequenas variações positivas em algumas praças. No balcão de Ponta Grossa, o preço ficou em R$ 118,00.
No Mato Grosso do Sul, o principal desafio é a limitação de estruturas para armazenagem, o que afeta o poder de negociação dos produtores. Os preços variaram entre R$ 108,69, em Chapadão do Sul, até R$ 119,92, em Maracaju e Sidrolândia, com algumas praças apresentando alta de até 1,8%. Já em Mato Grosso, a atenção está no planejamento para os próximos ciclos, com preços próximos a R$ 108,82 a R$ 113,09 em cidades como Campo Verde, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum e Primavera do Leste.
Queda nas cotações em Chicago pressionada por safra americana e demanda chinesa fraca
Na Bolsa de Chicago, os preços da soja voltaram a recuar nesta terça-feira, 1º de julho. O contrato para julho foi negociado a US$ 10,15 por bushel, com queda de até 8,75 pontos nos principais vencimentos. O mercado reagiu aos fundamentos de uma nova safra americana em desenvolvimento sem grandes ameaças climáticas e à ausência de compras expressivas pela China. O óleo de soja, entretanto, operou em alta, enquanto o farelo registrou queda.
No fechamento de junho, os contratos futuros da soja apresentaram queda moderada, pressionados por estoques elevados e demanda fraca. Os dados do USDA indicaram estoques em 27,43 milhões de toneladas, 3,9% acima do ano anterior e superiores às expectativas do mercado. A área plantada ficou em linha com as projeções, em 33,74 milhões de hectares. O óleo de soja foi o destaque positivo, acumulando valorização de quase 12% no mês, impulsionado por aumento do mandato de biodiesel nos Estados Unidos e tensões no Oriente Médio.
Fatores que ainda sustentam o mercado
Entre os elementos que continuam sustentando a soja estão a possibilidade de aumento das tarifas de exportação (retenciones) na Argentina, o que pode reduzir as vendas externas do país, e a valorização do real frente ao dólar, que afeta a competitividade brasileira. Além disso, o USDA confirmou a venda de 204 mil toneladas de farelo de soja dos EUA para destinos ainda não divulgados na safra 2025/26, contribuindo para algum suporte ao mercado.
O início de julho apresenta um cenário complexo para a soja, com desafios logísticos internos que impactam preços regionais e uma conjuntura internacional que mantém a pressão sobre as cotações. Para os produtores brasileiros, o planejamento estratégico de armazenagem e comercialização torna-se ainda mais essencial para enfrentar a volatilidade e aproveitar oportunidades em um mercado global dinâmico e competitivo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGOCIOS
Cota de arrasto de praia da tainha é ampliada para 430 toneladas em Santa Catarina
Foi publicado hoje (11), em edição extra do Diário Oficial da União, a portaria que amplia as cotas da tainha na modalidade de arrasto de praia em Santa Catarina para 430 toneladas. Essas cotas foram ampliadas após um processo de escuta da sociedade, por meio do Grupo de Trabalho de Acompanhamento da Safra, e com base em dados científicos.
Após o relato dos pescadores do estado de que, apesar do peixe ter sido abundante em algumas regiões, em outras a tainha não havia chegado devido às condições oceanográficas, o MPA realizou uma análise comparando a produção de tainha, neste ano, com dados históricos de produção.
Nessa avaliação, observou-se que dos 25 municípios costeiros, apenas três haviam atingido a produção de anos anteriores. Ou seja, os dados mostraram o que a população de Santa Catarina trazia nos relatos: muitos pescadores não conseguiram pescar.
Neste contexto, o Litoral Norte do estado foi o mais prejudicado, sem qualquer registro de produção de pescado em 12 municípios, dos 14 da região neste ano.
Por conta disso, a partir da média entre as diferenças de produção atuais e dos dados históricos e, além disso, considerando o Rendimento Máximo Sustentável estabelecido na avaliação de estoque, foi estipulado o valor de cota adicional de:
230 toneladas de cotas de captura para o litoral centro norte de Santa Catarina, abrangendo os municípios de Araquari, Balneário Barra do Sul, Balneário Camboriú, Balneário Piçarras, Barra Velha, Bombinhas, Governador Celso Ramos, Itajaí, Itapema, Itapoá, Joinville, Navegantes, Penha, Porto Belo e São Francisco do Sul.
200 toneladas de cotas de captura para o litoral centro norte de Santa Catarina, abrangendo os municípios de Biguaçu, Florianópolis, Palhoça, Paulo Lopes, Garopaba, Imbituba, Laguna, Jaguaruna, Balneário Rincão, Araranguá, Balneário Arroio do Silva, Balneário Gaivota e Passo de Torres.
Essa medida estabelece uma cota compartimentada para a região centro-norte e centro-sul de Santa Catarina, com o objetivo que garantir uma distribuição justa do recurso, com cotas maiores para aqueles que não pescaram, além de cotas para aqueles que ainda não atingiram uma produção suficiente neste ano.
“Devido às condições climáticas, a tainha não chegou à mesa de muitos catarinenses. O Governo do presidente Lula tem compromisso com a participação social, com a escuta. Por isso, o governo tomou a decisão de ampliar as cotas. Vale reforçar que não se trata de uma medida politica. A nova cota foi baseada em informações técnicas.
Agora, para termos uma pesca sustentável, precisamos da colaboração de todos”, destacou o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo.
Este ano, a quantidade pescada em algumas regiões foi tão grande que o mercado sentiu os impactos: os preços caíram e houve relatos de desperdício.
Por conta disso é importante a sensibilização dos pescadores e pescadoras para que pesquem com responsabilidade e que aqueles que já capturaram permitam que a safra também seja farta para os outros profissionais.
O Ministério da Pesca e Aquicultura segue trabalhando para garantir a sustentabilidade da pescaria, a justiça social e o respeito a tradição da pesca da tainha no estado.
ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
-
AGRONEGOCIOS3 anos atrás
Agrônomo mineiro recebe a Comenda do Mérito Agronômico, a mais alta distinção da categoria
-
Gourmet3 anos atrás
Molho Bolonhesa
-
Gourmet2 anos atrás
Brigadeiro
-
Gourmet2 anos atrás
Picolé detox
-
Gourmet2 anos atrás
Molho rosé
-
Gourmet2 anos atrás
Salpicão
-
Gourmet2 anos atrás
Moqueca capixaba
-
Gourmet2 anos atrás
Beijinho

