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Soja recua na Bolsa de Chicago e no mercado físico com pressão do petróleo, geopolítica e logística no Brasil

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O mercado da soja voltou a operar em baixa nesta quinta-feira (7), tanto na Bolsa de Chicago quanto no mercado físico brasileiro, em um movimento influenciado principalmente pelo recuo do petróleo, pelas incertezas geopolíticas e pelas condições da safra norte-americana. O cenário reforça a volatilidade das commodities agrícolas diante de fatores externos e internos que seguem pressionando as cotações.

Na Bolsa de Chicago, os contratos da soja operaram em queda no início da manhã, com perdas entre 1,50 e 3 pontos. O contrato de julho voltou a perder o patamar de US$ 12,00 por bushel, sendo negociado a US$ 11,93. O vencimento de setembro ficou em US$ 11,66. O farelo e o óleo de soja também registraram recuos, ainda que mais moderados do que na sessão anterior, sem quedas superiores a 0,3%.

Geopolítica entre EUA e Irã aumenta volatilidade nos mercados

O principal fator de pressão segue sendo o ambiente externo, com destaque para as expectativas em torno de um possível entendimento entre Estados Unidos e Irã. O mercado acompanha com atenção as negociações que podem levar à reabertura do Estreito de Ormuz, o que impactaria diretamente o fluxo global de petróleo e, consequentemente, as commodities.

O avanço das discussões provocou forte reação nos mercados na véspera, com queda generalizada em grãos e energia. No entanto, analistas reforçam que o cenário ainda é instável e sujeito a reversões rápidas, mantendo a volatilidade como principal característica do mercado neste momento.

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Além disso, o bom andamento do plantio da safra 2026/27 nos Estados Unidos, aliado às condições climáticas favoráveis, contribui para limitar movimentos de alta na soja, ampliando a pressão baixista.

Outro ponto de atenção dos traders é o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, previsto para ocorrer em Pequim nos próximos dias, que pode trazer novos direcionamentos para o comércio global de commodities.

Soja também cai no Brasil com clima adverso e gargalos logísticos

No mercado brasileiro, a pressão internacional se soma a fatores internos, como problemas climáticos, gargalos logísticos e custos elevados de transporte.

Segundo a TF Agroeconômica, os contratos de soja encerraram a sessão anterior em queda na CBOT, com o vencimento de maio recuando 1,40%, para US$ 11,79 por bushel, e julho caindo 1,38%, para US$ 11,9475. O farelo de soja também recuou 0,97%, enquanto o óleo caiu 2,46%, refletindo o impacto direto da retração do petróleo.

Clima e logística pressionam preços no mercado físico brasileiro

No Rio Grande do Sul, a colheita da soja já atingiu 79% da área, mas segue marcada por forte preocupação com a estiagem, que pode causar perdas de até 50,4% em algumas regiões. A falta de diesel também tem prejudicado a operação de colheitadeiras e elevado os custos produtivos.

As cotações no estado refletiram esse cenário: em Nonoai, a soja caiu 1,75%, para R$ 112,00 por saca, enquanto no porto de Rio Grande o preço ficou em R$ 129,00, recuo de 0,77%.

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Em Santa Catarina, o mercado apresentou maior estabilidade, sustentado pela demanda da cadeia de proteína animal. Em Palma Sola, a saca foi cotada a R$ 112,00 e em Rio do Sul a R$ 118,00. No porto de São Francisco, o preço ficou em R$ 130,00.

No Paraná, houve recuo de 1,79% em Jacarezinho e Londrina, com a saca a R$ 110,00, enquanto o aumento do custo do frete para Paranaguá, pressionado pelo diesel, adiciona tensão ao mercado.

Em Mato Grosso do Sul, Campo Grande registrou queda de 4,50%, para R$ 106,00, refletindo disputa logística com o milho. Já em Mato Grosso, a colheita foi concluída em 100%, com destaque para o aumento no frete entre Sorriso e Miritituba, que recuou 2,97%, para R$ 306,67 por tonelada.

Mercado segue volátil e atento ao cenário global

O conjunto de fatores reforça um ambiente de elevada volatilidade para a soja, com o mercado ainda altamente dependente de decisões geopolíticas, movimentos do petróleo, clima nos Estados Unidos e gargalos logísticos no Brasil.

A expectativa dos analistas é de que o comportamento dos preços siga sensível a novas notícias envolvendo o Oriente Médio e ao desenrolar da safra norte-americana nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado do milho sofre pressão no Brasil e em Chicago com avanço da safra, dólar fraco e clima favorável nos EUA

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O mercado do milho opera em queda no Brasil e no exterior neste início de maio, pressionado pelo avanço da safra brasileira, recuo do dólar e condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos. O cenário aumenta a cautela entre compradores e vendedores, reduz a liquidez no mercado físico e amplia a pressão sobre as cotações do cereal.

Segundo análise da TF Agroeconômica, a combinação entre maior oferta interna, enfraquecimento cambial e desaceleração das exportações brasileiras limita a recuperação dos preços no país. Ao mesmo tempo, a Bolsa de Chicago (CBOT) registrou forte baixa nas cotações do milho, acompanhando o avanço do plantio norte-americano e a queda do petróleo no mercado internacional.

Dólar mais baixo reduz competitividade do milho brasileiro

No mercado interno, um dos principais fatores de pressão é o comportamento do câmbio. Com o dólar em níveis mais baixos frente ao real, as exportações brasileiras perderam competitividade, aumentando a disponibilidade de milho no mercado doméstico.

De acordo com a TF Agroeconômica, esse cenário diminui o interesse exportador e dificulta uma reação mais consistente nos preços físicos do cereal.

Além disso, a proximidade da entrada mais intensa da segunda safra mantém compradores cautelosos, já que o mercado espera um aumento significativo da oferta nas próximas semanas.

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Mercado físico trava negociações em importantes regiões produtoras

A comercialização do milho segue lenta em diversas praças brasileiras. A diferença entre os preços pedidos pelos produtores e os valores ofertados pelas indústrias continua dificultando o fechamento de negócios.

Nos estados do Sul do Brasil, as cotações permanecem pressionadas pela maior disponibilidade do cereal e pela demanda considerada moderada. Já no Centro-Oeste, o bom desenvolvimento da safrinha amplia as expectativas de produção robusta em 2026.

O cenário de baixa liquidez reforça a postura defensiva dos agentes do mercado, que aguardam definições sobre o comportamento da oferta e da demanda nos próximos meses.

Chicago fecha em forte baixa com clima favorável nos EUA

No mercado internacional, a Bolsa de Mercadorias de Chicago encerrou o pregão em queda para os contratos futuros do milho.

O avanço do plantio nos Estados Unidos e as condições climáticas favoráveis no cinturão produtor americano pressionaram as cotações. Além disso, expectativas de avanço em negociações diplomáticas envolvendo Estados Unidos e Irã impactaram negativamente o petróleo, fator que também pesou sobre os preços do cereal.

Os contratos de milho para julho fecharam cotados a US$ 4,68 1/2 por bushel, com recuo de 11,50 centavos, queda de 2,39%. Já os contratos para setembro encerraram a sessão a US$ 4,75 por bushel, baixa de 10,50 centavos ou 2,16%.

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Etanol de milho limita perdas no mercado internacional

Apesar da pressão negativa, a demanda da indústria de etanol de milho nos Estados Unidos ajudou a limitar perdas mais acentuadas em Chicago.

Dados da Administração de Informação de Energia (AIE) mostraram que a produção norte-americana de etanol avançou 0,79% na semana encerrada em 1º de maio, alcançando 1,017 milhão de barris diários.

Os estoques de etanol passaram de 25,9 milhões para 26 milhões de barris no período. Já as exportações recuaram 18,23%, passando de 170 mil para 139 mil barris semanais.

Mercado do milho segue atento ao clima e às exportações

O mercado global continua monitorando o desenvolvimento climático nos Estados Unidos e o avanço da segunda safra brasileira, fatores considerados decisivos para o comportamento dos preços ao longo do segundo semestre.

No Brasil, a expectativa de safra elevada mantém o viés de pressão no curto prazo. Entretanto, possíveis mudanças climáticas, oscilações cambiais e o comportamento da demanda internacional ainda podem alterar o rumo das cotações nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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