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SP Produz: programa impulsiona desenvolvimento econômico regional em São Paulo
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Imagine um programa que promove a parceria entre uma cooperativa de frutas, verduras e legumes orgânicos e uma empresa de processamento de polpas, otimizando o fornecimento de alimentação saudável e de qualidade para a merenda escolar de uma região. Esse é o objetivo do SP Produz, iniciativa da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, que transforma a economia regional ao fortalecer as cadeias produtivas locais (CPLs).
Cada cadeia é composta por micro, pequenas e médias empresas de um mesmo setor, que, por meio da cooperação e de uma governança comum, buscam crescer juntas com o apoio de entidades públicas e privadas.
“Queremos que as cadeias produtivas locais estejam alinhadas com nosso planejamento estratégico de desenvolvimento regional, gerando mais renda e empregos, conforme determinado pelo governador Tarcísio de Freitas”, afirma o secretário de Desenvolvimento Econômico, Jorge Lima.
“Dessa forma, podemos implementar projetos elaborados nas coalizões empresariais, fomentando o empreendedorismo e respeitando as vocações e potencialidades de cada região do estado”, complementa.
Apoio técnico e acesso a recursos
As CPLs reconhecidas pelo SP Produz recebem suporte técnico para aprimorar e expandir suas atividades. Elas podem ser classificadas em até quatro níveis de maturidade, o que determina sua elegibilidade para editais e acesso a recursos destinados a projetos de desenvolvimento.
Um exemplo é a CPL de Hortifrútis Orgânicos, localizada em Itápolis, na região de Araraquara. Reconhecida pelo SP Produz como CPL Madura, o nível mais avançado do programa, essa cadeia produtiva reúne 35 integrantes, entre entidades públicas, privadas e produtores rurais. Juntas, garantem o fornecimento semanal de aproximadamente cinco toneladas de hortifrútis para a merenda escolar de cinco cidades da região, além de outras 20 toneladas destinadas à capital paulista.
“A conquista do título de CPL nos permitiu fortalecer e estreitar ainda mais a cadeia produtiva de orgânicos em nossa cidade. Buscamos soluções conjuntas para atender as demandas da merenda escolar e oferecer uma alimentação saudável e de qualidade aos estudantes”, explica Manuela Costa, gerente-geral da CooperAnnona, entidade gestora da CPL.
Segundo Manuela, o suporte do programa chegou em um momento oportuno, impulsionando o crescimento da CPL de Hortifrútis Orgânicos. “Foi um incentivo essencial para nossos produtores. Essa iniciativa agrega ainda mais valor aos nossos produtos. Em nome de toda a cadeia produtiva, agradeço à Secretaria de Desenvolvimento Econômico pelo apoio fundamental na obtenção desse fomento e na consolidação da nossa maturidade”, destaca.
Níveis de maturidade do programa
O SP Produz classifica as CPLs em quatro níveis de maturidade, permitindo que, à medida que evoluem, tenham acesso a novos benefícios, desde apoio técnico e mentoria até recursos financeiros. Os níveis são:
- Aglomerado Produtivo: recebe mentoria para estruturação de governança e suporte técnico para planejamento estratégico.
- CPL em Desenvolvimento: expansão da cadeia produtiva, diversificação de agentes e impacto na geração de empregos e renda.
- CPL Consolidada: acesso a linhas de crédito específicas, mentoria técnica, diversificação de receitas e ampliação da comercialização para além do mercado local.
- CPL Madura: participação em eventos regionais, qualificação de mão de obra, linhas de crédito, capacitação para exportação, estratégias de atração de investimentos e projetos de desenvolvimento local.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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BNDES financia R$ 83,96 milhões para biotecnologia e impulsiona sementes sintéticas de cana-de-açúcar no Brasil
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamentos que somam R$ 83,96 milhões para três projetos estratégicos do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), referência global em pesquisa e inovação na cana-de-açúcar.
As iniciativas incluem o desenvolvimento de sementes sintéticas de cana-de-açúcar, a implantação de uma planta industrial de demonstração e a criação de uma variedade resistente ao besouro Sphenophorus levis, conhecido como bicudo-da-cana.
Investimento total ultrapassa R$ 165 milhões
Os recursos serão viabilizados pela linha BNDES Mais Inovação e poderão ser aplicados em obras civis, aquisição de equipamentos, serviços técnicos especializados em pesquisa e desenvolvimento, além de custos operacionais.
No total, os três projetos somam R$ 165,54 milhões, com participação adicional da Finep (R$ 72,9 milhões) e do próprio CTC (R$ 8,68 milhões).
Sementes sintéticas podem transformar o plantio de cana
A principal inovação do pacote é o desenvolvimento das sementes sintéticas de cana-de-açúcar, tecnologia que promete mudar o modelo tradicional de plantio da cultura no Brasil.
Hoje, o sistema convencional utiliza grandes volumes de colmos e máquinas pesadas, o que gera alto custo operacional, consumo elevado de combustível e impactos como compactação do solo e erosão.
Com a nova tecnologia, o plantio passaria a se assemelhar ao de culturas como soja e milho, utilizando cerca de 400 kg de sementes sintéticas por hectare.
Entre os benefícios esperados estão:
- Redução da compactação do solo
- Menor consumo de combustíveis e insumos
- Diminuição do uso de água no plantio
- Eliminação de viveiros de colmos
- Maior rapidez na renovação dos canaviais
- Aumento da produtividade agrícola
As sementes são produzidas in vitro e envolvidas por uma estrutura protetiva que permite armazenamento, transporte e plantio mecanizado, além de já serem livres de doenças.
Planta-piloto será instalada em Piracicaba (SP)
Parte do investimento será destinada à implantação da primeira planta industrial de demonstração de sementes sintéticas, na Fazenda Santo Antônio, sede do CTC em Piracicaba (SP).
A unidade ocupará 10 mil metros quadrados e terá capacidade inicial para produzir sementes suficientes para até 500 hectares de cana por ano. A operação deve gerar 72 novos empregos diretos.
Segundo o CEO do CTC, César Barros, a tecnologia representa uma mudança estrutural no setor.
“Estamos dando um passo fundamental para colher os resultados dessa tecnologia. O uso da semente sintética será uma disrupção no plantio da cana, com ganhos de produtividade, margens agroindustriais e redução de emissões”, afirmou.
Pesquisa busca ampliar eficiência e escala da tecnologia
Outro eixo do investimento prevê avanços na qualidade das sementes sintéticas, com foco em maior taxa de germinação, maior seletividade do material biológico e ampliação da vida útil, permitindo armazenamento prolongado e logística mais eficiente.
A meta é expandir o alcance da tecnologia para produtores em regiões mais distantes dos centros de produção.
Nova variedade combate principal praga da cana no Brasil
O terceiro projeto apoiado pelo BNDES envolve o desenvolvimento de variedades de cana-de-açúcar resistentes a insetos, com destaque para o Sphenophorus levis, o bicudo-da-cana.
A praga é uma das mais agressivas à cultura no país, com registros significativos em estados como São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, podendo levar à morte da planta e perdas expressivas de produtividade.
CTC reforça papel estratégico na inovação do agro
Fundado em 1969, o CTC é hoje uma das principais instituições de pesquisa em biotecnologia agrícola do mundo. A entidade tem participação relevante no desenvolvimento de variedades de cana que respondem por cerca de 31% da produção nacional.
Com histórico ligado ao Programa Nacional do Álcool (Proálcool), o centro evoluiu para uma sociedade anônima com forte atuação em melhoramento genético, biotecnologia e soluções sustentáveis para o setor sucroenergético.
A instituição também foi responsável pela primeira cana geneticamente modificada do mundo, aprovada em 2017 pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), resistente à broca-da-cana (Diatraea saccharalis).
Inovação e sustentabilidade no centro da estratégia
Com os novos investimentos, o CTC reforça sua atuação em tecnologias voltadas à eficiência produtiva, redução de custos e menor impacto ambiental, alinhadas às demandas globais por sustentabilidade e transição energética no agronegócio.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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