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STOXX 600 avança com expectativa de acordo comercial entre EUA e União Europeia

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Negociações comerciais entre EUA e UE animam mercados europeus

O índice europeu STOXX 600 registrava alta nesta quinta-feira (10), com avanço de 0,62%, alcançando 553,38 pontos. O otimismo dos investidores foi alimentado pelos sinais de progresso em um possível acordo comercial entre os Estados Unidos e a União Europeia.

Declarações oficiais reforçam otimismo

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a União Europeia está trabalhando “sem parar” para firmar o acordo. Já o chefe de comércio do bloco, Maros Sefcovic, declarou na quarta-feira (9) que as negociações estão avançando e que há expectativa de um desfecho positivo nos próximos dias.

Setor automotivo europeu em destaque

As conversas incluem medidas para proteger a indústria automobilística da UE. A perspectiva de avanços impulsionou ações de montadoras: Mercedes-Benz subia 1,1%, enquanto Porsche e Volkswagen registravam alta de 1,2% cada.

Cautela ainda é necessária, dizem analistas

Apesar do otimismo, especialistas recomendam prudência. “Os mercados estão reagindo de forma incrivelmente positiva ao possível acordo. Mas ainda há muito trabalho pela frente”, ponderou Nick Saunders, CEO da plataforma de negociação Webull UK.

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Trump impõe novas tarifas

Em meio às negociações, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma tarifa de 50% sobre importações de cobre e sobre produtos do Brasil. As medidas entram em vigor no dia 1º de agosto. Trump também enviou novas cartas tarifárias a sete parceiros comerciais menores, além das 14 já emitidas anteriormente nesta semana.

Desempenho das bolsas europeias
  • Londres (FTSE 100): alta de 1,13%, aos 8.966 pontos
  • Frankfurt (DAX): avanço de 0,16%, aos 24.588 pontos
  • Paris (CAC-A1540): valorização de 0,74%, aos 7.936 pontos
  • Milão (FTSE/MIB): queda de 0,21%, aos 40.735 pontos
  • Madri (Ibex-35): recuo de 0,65%, aos 1.161 pontos
  • Lisboa (PSI20): leve alta de 0,28%, aos 7.813 pontos

A expectativa de um acordo comercial entre EUA e UE, somada ao desempenho positivo de setores estratégicos, como o automotivo, tem sustentado o clima de otimismo nas principais bolsas europeias, apesar do cenário ainda incerto com novas medidas tarifárias vindas de Washington.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Plano Brasil Soberano: Governo amplia crédito para fertilizantes

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Fabricantes de fertilizantes, produtores de matérias-primas intermediárias e mineradoras que abastecem o setor poderão contratar capital de giro pelo Plano Brasil Soberano. A mudança amplia o alcance do programa e procura dar fôlego financeiro a uma cadeia considerada estratégica para o agronegócio brasileiro.

Projetos industriais e tecnológicos ligados ao beneficiamento, refino e transformação de minerais críticos e estratégicos também terão acesso a recursos com custo reduzido. O encargo da fonte de financiamento caiu para 3% ao ano, ante percentuais que chegavam a 8% na aquisição de máquinas e equipamentos e a 6,5% em determinados investimentos.

A decisão foi tomada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em reunião extraordinária realizada no fim de agosto. O colegiado também prorrogou por 12 meses o prazo para apresentação dos pedidos de financiamento ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). As empresas elegíveis poderão protocolar as solicitações até 31 de dezembro de 2027.

Para o produtor rural, o efeito não será direto. As linhas são destinadas às empresas que produzem, processam ou fornecem insumos para a fabricação de adubos. O objetivo é melhorar as condições financeiras da indústria e reduzir riscos de interrupção no abastecimento do campo.

A inclusão do capital de giro atende a uma característica do setor. Muitas empresas precisam pagar antecipadamente pelas matérias-primas importadas, arcar com frete, armazenagem e processamento e somente depois receber pelas vendas realizadas aos produtores ou distribuidores.

Esse intervalo exige grande disponibilidade de caixa. Quando o crédito fica caro ou escasso, as empresas podem reduzir compras, estoques e produção. A consequência chega às propriedades na forma de menor oferta, dificuldade para programar entregas e maior exposição às oscilações de preços.

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Antes da mudança, as empresas da cadeia de fertilizantes podiam recorrer ao Plano Brasil Soberano principalmente para comprar máquinas ou executar projetos de investimento. Agora, os recursos também poderão financiar despesas necessárias ao funcionamento diário das operações.

A medida ganha importância porque o Brasil importa mais de 80% dos fertilizantes que utiliza. Essa dependência deixa a produção agrícola vulnerável ao câmbio, às cotações internacionais, aos custos marítimos e a conflitos capazes de interromper rotas ou restringir a oferta mundial.

O país responde por cerca de 8% do consumo global de fertilizantes e ocupa a quarta posição entre os maiores consumidores. Soja, milho e cana-de-açúcar representam mais de 73% da demanda nacional, o que transforma o insumo em um componente decisivo dos custos das principais cadeias agrícolas.

O crédito mais barato para minerais estratégicos procura estimular investimentos em etapas que ainda são pouco desenvolvidas no Brasil. O país possui reservas minerais importantes, mas parte do material extraído é exportada sem processamento ou não chega a ser transformada internamente nos produtos necessários à agricultura.

Ao apoiar o beneficiamento, o refino e a transformação dentro do país, o governo tenta ampliar a capacidade industrial e diminuir a dependência de produtos acabados vindos do exterior. O resultado, entretanto, dependerá da execução dos projetos, que podem exigir licenciamento, infraestrutura, tecnologia e vários anos até o início da produção.

O percentual de 3% ao ano não representa necessariamente a taxa final que será paga pelas empresas. Ele corresponde ao custo da fonte de recursos e já considera a remuneração do BNDES. Nas operações indiretas, realizadas por bancos credenciados, ainda podem existir encargos do agente financeiro e custos relacionados ao risco do tomador.

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Por isso, a medida também não garante uma queda imediata no preço do fertilizante vendido ao agricultor. As cotações continuarão sujeitas ao câmbio, aos preços internacionais, ao frete, à oferta mundial de nutrientes e à demanda no período de plantio.

O ganho mais provável no curto prazo é a melhora das condições para que fabricantes e fornecedores mantenham estoques e cumpram contratos. No longo prazo, se os investimentos aumentarem a produção e o processamento de matérias-primas no Brasil, o setor poderá reduzir a exposição a crises externas e ganhar maior previsibilidade.

O acesso às linhas será restrito aos segmentos definidos conjuntamente pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e pelo Ministério da Fazenda. A relação de atividades autorizadas consta das portarias que regulamentam o Plano Brasil Soberano.

Criado para apoiar empresas afetadas pelo aumento das tarifas norte-americanas e pela instabilidade do comércio internacional, o programa passa a alcançar uma cadeia diretamente ligada à segurança produtiva do país. Para o campo, o efeito concreto será medido pela capacidade da política de ampliar a oferta interna, evitar falta de insumos e reduzir a dependência que hoje transforma qualquer crise internacional em custo adicional dentro da porteira.

Fonte: Pensar Agro

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