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Superávit do agronegócio paulista chega a US$ 6,72 bilhões, impulsionado por carne bovina, suco de laranja e café

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O agronegócio paulista registrou um superávit de US$ 6,72 bilhões no primeiro quadrimestre de 2025, impulsionado pelo desempenho positivo de setores como carne bovina, suco de laranja e café. Apesar da retração nas exportações e do crescimento nas importações, o resultado revela a resiliência do setor e sua capacidade de adaptação às demandas do mercado internacional, especialmente para destinos como China e Estados Unidos.

Desempenho do Agronegócio Paulista no Início de 2025

De janeiro a abril de 2025, as exportações do agronegócio paulista totalizaram US$ 8,70 bilhões, o que representa uma queda de 11,6% em relação ao mesmo período de 2024. Ao mesmo tempo, as importações aumentaram 6,5%, somando US$ 1,98 bilhão. Como resultado, o saldo da balança comercial do setor caiu 15,3%, atingindo US$ 6,72 bilhões.

Guilherme Piai, secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, destacou a força e a resiliência do setor, observando que, apesar dos desafios no mercado global, o agronegócio paulista conseguiu manter um superávit significativo, especialmente com o crescimento das exportações de produtos como café, carnes e suco de laranja.

Diversificação e Competitividade nas Exportações

As exportações do agronegócio paulista corresponderam a 40,7% do total exportado pelo Estado no período, enquanto as importações representaram 6,9%. Em comparação com 2024, houve uma queda de 3,4 pontos percentuais nas exportações e uma redução de 0,9 ponto percentual nas importações.

A análise realizada por Carlos Nabil Ghobril, da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), revela o impacto da diversificação dos produtos exportados pelo setor. A boa performance de itens como café, carnes e sucos contribuiu para o equilíbrio na balança comercial, refletindo a capacidade de São Paulo de responder com competitividade às exigências do mercado internacional.

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China e Estados Unidos: Destinos Principais das Exportações

A China se destacou como o principal destino das exportações do agronegócio paulista, representando 20,3% do total exportado, com destaque para as compras de soja (37%), carnes (26%) e produtos florestais (19%). Os Estados Unidos também aumentaram suas aquisições, especialmente de carnes (+93%), produtos florestais (+59%) e café (+9%).

Esses dados indicam um fortalecimento das relações comerciais com esses países, que têm ampliado suas importações de produtos essenciais para o agronegócio paulista.

Principais Produtos Exportados pelo Agronegócio Paulista

Os cinco principais grupos de produtos exportados pelo agronegócio paulista foram:

  • Complexo sucroalcooleiro: US$ 2,14 bilhões (24,6% do total), com destaque para o açúcar (88,7%) e o etanol (11,3%).
  • Setor de carnes: US$ 1,21 bilhão (14%), com a carne bovina representando 82,5%.
  • Grupo de sucos: US$ 1,05 bilhão (12,1%), com o suco de laranja respondendo por 98,2%.
  • Produtos florestais: US$ 962,48 milhões (11,1%), com celulose (52,3%) e papel (37,9%) como os principais itens.
  • Complexo soja: US$ 947,36 milhões (10,9%), com soja em grãos representando 83,7%.

Juntos, esses cinco grupos responderam por 72,7% das exportações do setor. O café ficou em sexto lugar, com 7,5% de participação, totalizando US$ 653,58 milhões.

Variações nos Grupos de Produtos

O período analisado também apontou variações nos valores das exportações de diferentes produtos:

  • Café: aumento de 63,7%.
  • Sucos: crescimento de 35,0%.
  • Carnes: alta de 23,1%.
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Por outro lado, alguns grupos apresentaram quedas significativas:

  • Complexo sucroalcooleiro: -46,2%.
  • Complexo soja: -4,5%.
  • Produtos florestais: -3,6%.

Essas variações refletem as mudanças nas dinâmicas de oferta e demanda, tanto internas quanto externas.

Posição do Agronegócio Paulista no Contexto Nacional

No cenário nacional, o agronegócio paulista se manteve como líder no setor, respondendo por 16,5% do total das exportações agrícolas do Brasil no primeiro quadrimestre de 2025. O Estado de São Paulo foi seguido por Mato Grosso (16,3%) e Minas Gerais (12,2%).

Panorama do Agronegócio Brasileiro

Em nível nacional, o agronegócio brasileiro alcançou exportações de US$ 52,74 bilhões entre janeiro e abril de 2025, um crescimento de 1,4% em relação ao mesmo período de 2024. As importações somaram US$ 6,87 bilhões, com um aumento de 8,0%. O superávit da balança comercial do setor foi de US$ 45,87 bilhões, um crescimento de 0,5%, consolidando o agronegócio como um dos principais responsáveis pela balança comercial positiva do país.

O desempenho do agronegócio paulista e brasileiro no início de 2025 reafirma a importância do setor para a economia nacional, demonstrando sua capacidade de se adaptar a novos desafios e de manter sua competitividade no mercado global. A diversificação nas exportações, somada ao crescimento de mercados como China e Estados Unidos, garante a continuidade do superávit comercial do agronegócio paulista.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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