AGRONEGOCIOS
Suporte técnico personalizado eleva produtividade e qualidade nas granjas de postura
AGRONEGOCIOS
Consumo recorde de ovos no Brasil
O consumo de ovos no Brasil atingiu números históricos em 2024, chegando a 269 unidades por habitante — um aumento de 11,16% em relação a 2023, quando foram consumidas 242 unidades. Esse crescimento é impulsionado pela alta nos preços das outras proteínas e pela valorização do ovo como alimento completo, acessível e versátil. Além disso, a qualidade sanitária dos plantéis brasileiros destaca o país no mercado internacional de ovos e derivados, ressalta o agrônomo Laureano Galeazzi, da Auster Nutrição Animal.
Nutrição de precisão: chave para produtividade e qualidade
Para manter o alto desempenho das granjas e garantir a qualidade exigida pelos consumidores, a nutrição das aves deve ser precisa e adequada às suas necessidades. Segundo Laureano, gerente técnico da Auster Nutrição Animal, a nutrição vai além da simples alimentação: “É garantir que cada grama de ração entregue exatamente o que a ave precisa para produzir ovos com casca firme, gema bem pigmentada e uniformidade.”
Linha Númia Postura Vitalis: soluções específicas para cada fase
A Auster Nutrição Animal criou a linha Númia Postura Vitalis, com soluções nutricionais desenvolvidas para aves em todas as idades e fases produtivas. O objetivo é equilibrar desempenho, longevidade e qualidade do ovo, sempre com base na nutrição de precisão e no bem-estar animal.
Ajustes nutricionais detalhados para resultados superiores
“Para alcançar a excelência, é fundamental conhecer o consumo real de ração, ajustar os níveis de proteína e energia conforme a fase da ave e selecionar matérias-primas adequadas, como milho e sorgo”, explica Laureano. Ele destaca ainda a importância de entender o impacto de cada ingrediente na coloração da gema e na resistência da casca.
Uso racional de aditivos e análise das matérias-primas
O especialista ressalta também o papel dos aditivos enzimáticos usados de forma racional e a necessidade de análises básicas das matérias-primas, como densidade de grãos e farelos, para evitar falhas nutricionais que podem comprometer a produtividade.
Acompanhamento técnico próximo e visão sistêmica
Um dos diferenciais da Auster é o suporte técnico contínuo ao produtor. “Reforçamos que o avicultor deve encarar o lote como um sistema vivo, onde nutrição, ambiente, manejo e genética estão interligados. A melhor escolha não é o produto mais barato, mas aquele que entrega o melhor resultado na qualidade do ovo final”, conclui Laureano Galeazzi.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGOCIOS
Abelhas elevam produtividade da soja em até 18%
A presença de abelhas nas proximidades das lavouras pode aumentar, em média, 13% a produtividade da soja, segundo estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em alguns experimentos, o ganho chegou a 18%, resultado obtido sem ampliação da área plantada.
Embora a soja seja considerada uma planta capaz de se autopolinizar, as visitas das abelhas às flores melhoram o processo de fecundação. Os efeitos podem aparecer no aumento do número de grãos por vagem, na redução de vagens vazias e, ao final do ciclo, na quantidade colhida por hectare.
Os percentuais não representam uma garantia automática para todas as propriedades. O resultado depende da cultivar, das condições climáticas, da população de polinizadores, da paisagem ao redor da lavoura e das práticas adotadas durante o florescimento. Ainda assim, as pesquisas mostram que a polinização deve ser considerada parte do sistema produtivo, e não apenas um benefício ambiental.
A contribuição econômica das abelhas vai muito além da produção de mel. Um estudo citado pela Embrapa estimou em aproximadamente R$ 43 bilhões o valor anual do serviço de polinização para a produção brasileira de alimentos, com base nos dados agrícolas de 2018.
Entre 141 espécies cultivadas no Brasil para alimentação humana, produção animal, fibras e biocombustíveis, cerca de 85 dependem, em algum grau, da polinização realizada por animais. As abelhas são os principais agentes desse processo. Café, laranja, maçã, melão, maracujá, castanha-do-brasil, canola e algodão estão entre as culturas beneficiadas.
A dimensão desse serviço também começou a ser mais bem compreendida nas áreas de soja. Pesquisa divulgada pela Embrapa em 2026 identificou 53 espécies de abelhas em lavouras e fragmentos de vegetação nativa no sudoeste de Goiás. Desse total, 27 eram novos registros de espécies associadas à cultura na região.
O levantamento mostra que a soja não recebe apenas a visita da abelha-africanizada, normalmente utilizada na produção comercial de mel. Diferentes espécies nativas também percorrem as flores e participam da polinização. Essa diversidade reduz a dependência de um único polinizador e aumenta a capacidade de o ambiente responder a mudanças de temperatura, umidade e disponibilidade de alimento.
A manutenção de vegetação nativa próxima às áreas produtivas tem papel importante nesse processo. Matas, reservas legais, áreas de preservação permanente, corredores de vegetação e faixas com plantas floridas oferecem abrigo e alimento às abelhas antes e depois da florada da cultura comercial.
Para o produtor, essas áreas podem funcionar como infraestrutura biológica da propriedade. A contribuição será maior quando houver conexão entre os ambientes naturais e a lavoura, permitindo que os insetos encontrem locais para nidificação, água e fontes de néctar e pólen durante diferentes períodos do ano.
A integração também pode abrir uma fonte complementar de renda. Dados da Embrapa indicam que apicultores com bom manejo e colmeias instaladas próximas às lavouras podem obter até 50 quilos de mel por colmeia durante a florada da soja. Ao mesmo tempo que as abelhas encontram alimento, o produtor de grãos recebe o serviço de polinização.
A convivência, entretanto, exige planejamento. A localização dos apiários precisa ser conhecida, e agricultores, responsáveis técnicos e apicultores devem manter comunicação sobre o calendário da lavoura e as aplicações de defensivos.
O manejo integrado de pragas ajuda a evitar pulverizações desnecessárias. Quando o controle químico for indispensável, devem ser respeitados o registro do produto, as orientações da bula, as condições meteorológicas e as técnicas destinadas a reduzir deriva. Sempre que tecnicamente possível, a aplicação deve considerar os horários de menor atividade das abelhas.
O vento, a temperatura e a umidade interferem diretamente na dispersão da calda. Uma pulverização feita em condições inadequadas pode atingir flores, vegetação próxima e fontes de água frequentadas pelos insetos, mesmo quando as colmeias estão fora da área cultivada. Por isso, regulagem do equipamento, escolha correta das pontas e acompanhamento das condições ambientais são medidas decisivas.
Também cabe ao apicultor manter as colmeias identificadas, bem manejadas e instaladas em locais adequados. A comunicação antecipada permite avaliar medidas de proteção sem comprometer as necessidades fitossanitárias da lavoura.
A preservação das abelhas não deve ser tratada como uma obrigação separada da produção. Os estudos mostram que esses insetos participam da formação da safra e podem melhorar o aproveitamento da área já cultivada. Para o produtor, proteger os polinizadores significa conservar um serviço natural capaz de elevar a produtividade, diversificar a renda e fortalecer a estabilidade do sistema agrícola.
Fonte: Pensar Agro



