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Tarifa de 50% dos EUA sobre derivados de cacau pode causar prejuízo de R$ 180 milhões e elevar ociosidade da indústria brasileira a até 37%

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A Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC) alerta para os impactos negativos da tarifa de 50% aplicada pelos Estados Unidos sobre derivados do cacau brasileiro, medida que entrou em vigor a partir de 7 de agosto de 2025. A decisão, que soma uma sobretaxa adicional de 40% aos 10% já vigentes, pode resultar em perdas estimadas de US$ 36 milhões (aproximadamente R$ 180 milhões) para o setor ainda neste ano.

Mercado norte-americano torna-se inviável para o cacau brasileiro

Os Estados Unidos são o segundo maior destino dos derivados de cacau do Brasil, respondendo por cerca de 18% das exportações do setor. Em 2024, os embarques para o país somaram US$ 72,7 milhões (R$ 363 milhões). No primeiro semestre de 2025, as exportações já atingiram US$ 64,8 milhões (R$ 325 milhões), representando mais de 25% do total exportado no período. Com a nova tarifa, esse mercado se torna economicamente inviável para as empresas brasileiras.

Risco para a indústria nacional e aumento da ociosidade

A indústria processadora de cacau depende fortemente da moagem das amêndoas, cuja manteiga de cacau é o principal subproduto exportado para os EUA. Com a dificuldade de escoar esse produto, a produção industrial deve sofrer redução significativa, elevando a ociosidade das fábricas. Atualmente já afetada pela escassez de amêndoas, a ociosidade média da indústria pode saltar de 23,83% para até 37%, conforme projeções baseadas nos dados de 2024. Isso ameaça empregos e investimentos especialmente em regiões como Bahia, Pará e São Paulo.

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Impactos no regime de drawback e custos operacionais

A tarifa também compromete a operação de exportação sob o regime de drawback, que permite a importação de insumos com suspensão de tributos para produção destinada à exportação. A perda do mercado americano inviabiliza o cumprimento de atos concessórios com vencimento entre dezembro de 2025 e março de 2027, gerando riscos jurídicos, multas e aumento dos custos para as empresas do setor.

Apelo por soluções diplomáticas e medidas emergenciais

Diante do cenário, a AIPC reforça a necessidade de diálogo diplomático para que o cacau e seus derivados sejam excluídos da sobretaxa de 40%, assegurando a continuidade das exportações de manteiga de cacau para os EUA. Além disso, solicita medidas emergenciais por parte do governo brasileiro, como prorrogação dos prazos dos atos de drawback, linhas de crédito específicas e apoio à diversificação de mercados.

Empregos em risco e importância do setor

A cacauicultura brasileira emprega diretamente cerca de 200 mil pessoas, entre empregos diretos e indiretos. A AIPC destaca que é fundamental evitar o fechamento das plantas industriais e a consequente perda desses postos de trabalho em regiões que dependem da cadeia produtiva do cacau para seu desenvolvimento econômico.

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Compromisso com o diálogo e soluções técnicas

A Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau reitera seu compromisso com o diálogo técnico e propositivo junto aos governos brasileiro e americano, buscando soluções que garantam previsibilidade, sustentabilidade e geração de valor para toda a cadeia produtiva do agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Juros altos impulsionam consórcio rural e mudam estratégia financeira dos produtores do agronegócio

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O cenário de juros elevados e maior rigor na concessão de crédito está acelerando uma transformação importante na gestão financeira do agronegócio brasileiro. Diante do aumento dos custos de financiamento e das dificuldades de acesso às linhas tradicionais, produtores rurais têm buscado alternativas para manter investimentos, modernizar operações e preservar o fluxo de caixa.

Entre as modalidades que mais ganham espaço está o consórcio rural, que vem sendo incorporado ao planejamento financeiro de propriedades e empresas do setor como uma ferramenta estratégica para aquisição de máquinas, equipamentos e renovação de frota.

A mudança reflete uma postura cada vez mais profissionalizada dos agentes do agro, que passaram a analisar o crédito não apenas como uma fonte de recursos, mas como um elemento decisivo para a rentabilidade e a sustentabilidade do negócio.

Crédito mais caro aumenta pressão sobre o setor

O ambiente econômico de 2026 continua desafiador para quem depende de financiamento para investir na atividade rural.

As taxas de juros das operações de crédito rural com recursos livres permanecem elevadas, acompanhando a política monetária restritiva adotada para o controle da inflação. Ao mesmo tempo, produtores enfrentam aumento dos custos com insumos, máquinas, combustíveis, logística e seguros.

Esse conjunto de fatores tem elevado a pressão sobre as margens do setor e exigido maior atenção ao planejamento financeiro das propriedades.

Além disso, as limitações relacionadas ao crédito subvencionado previstas no Plano Agrícola e Pecuário 2025/26 ampliaram a necessidade de fontes complementares de financiamento, especialmente para médios produtores que buscam expandir ou modernizar suas operações.

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Consórcio rural ganha protagonismo no campo

Nesse contexto, o consórcio rural passou a ocupar posição de destaque entre as alternativas de financiamento utilizadas pelo agronegócio.

Dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) apontam crescimento expressivo do segmento de máquinas agrícolas, impulsionado pela busca de produtores por modalidades que ofereçam previsibilidade financeira e menor impacto imediato sobre o orçamento.

A principal vantagem do modelo está na possibilidade de programar investimentos sem a incidência de juros bancários tradicionais, permitindo um planejamento de longo prazo mais alinhado aos ciclos produtivos do setor agropecuário.

Com isso, o consórcio deixou de ser visto apenas como uma alternativa eventual e passou a integrar estratégias patrimoniais de produtores que buscam expandir a capacidade produtiva com maior equilíbrio financeiro.

Gestão financeira se torna diferencial competitivo

A pressão sobre os custos e a volatilidade dos mercados têm levado os produtores a adotar uma visão mais estratégica sobre o uso do crédito.

O foco já não está apenas na ampliação da produção, mas também na proteção da rentabilidade e da capacidade de investimento ao longo dos anos.

Especialistas destacam que decisões financeiras inadequadas podem comprometer margens, reduzir a competitividade da propriedade e limitar futuras oportunidades de crescimento.

Por isso, cresce a adoção de modelos de gestão financeira mais técnicos, com análise detalhada de custos, projeções de fluxo de caixa e diversificação das fontes de financiamento.

Produtores combinam diferentes modalidades de crédito

Outra tendência observada no agronegócio é a utilização combinada de instrumentos financeiros.

Em vez de depender exclusivamente de financiamentos bancários, muitos produtores têm associado linhas de crédito tradicionais, consórcios e operações estruturadas para equilibrar capital de giro e investimentos de longo prazo.

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Essa estratégia reduz a exposição aos custos financeiros elevados e permite maior flexibilidade na administração dos recursos da propriedade.

Ao distribuir os investimentos entre diferentes modalidades, o produtor consegue preservar liquidez e manter projetos de expansão mesmo em períodos de maior restrição de crédito.

Profissionalização financeira avança no agronegócio

O fortalecimento do consórcio rural e de outras soluções financeiras evidencia uma nova fase do agronegócio brasileiro, marcada pela profissionalização da gestão econômica das propriedades.

O crédito passa a ser tratado como uma ferramenta estratégica de crescimento, integrada ao planejamento operacional e à gestão de riscos do negócio rural.

Especialistas avaliam que essa tendência deve continuar nos próximos anos, especialmente enquanto o custo do dinheiro permanecer elevado no país.

Perspectiva é de crescimento das alternativas financeiras

A expectativa do mercado é que o uso de consórcios, crédito estruturado e planejamento financeiro continue avançando no campo.

Com produtores cada vez mais atentos à previsibilidade dos investimentos e à preservação do caixa, modalidades que oferecem maior controle financeiro tendem a ganhar espaço dentro da estratégia de expansão do agronegócio.

O movimento demonstra que o setor busca crescer de forma sustentável, combinando aumento de produtividade, modernização tecnológica e gestão financeira mais eficiente para enfrentar os desafios de um ambiente econômico cada vez mais complexo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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