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Tecnologia impulsiona fruticultura global e abre novas oportunidades de consumo e exportação

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Feira internacional destaca inovação e tendências da fruticultura

A fruticultura global vem passando por transformações importantes impulsionadas pela tecnologia e pela busca por novos padrões de consumo. Esse cenário foi destaque na Macfrut, evento internacional dedicado à cadeia de frutas e hortaliças.

A feira reuniu especialistas, empresas e representantes de diversos países, com uma programação voltada à inovação, qualidade e expansão de mercado, evidenciando desafios e oportunidades do setor em escala global.

Manga e abacate lideram debates técnicos e nutricionais

Entre os principais temas discutidos, a manga e o abacate concentraram grande parte das análises técnicas.

Os debates abordaram desde propriedades nutricionais até o desenvolvimento de tecnologias para produtos processados. Estudos apresentados durante o evento apontaram benefícios relevantes dessas frutas para a saúde, reforçando seu potencial de consumo global.

Novas tecnologias ampliam qualidade e vida útil dos produtos

A inovação industrial foi um dos destaques da feira, com foco em soluções que aumentam a durabilidade e preservam as características sensoriais das frutas.

Entre as tecnologias apresentadas, ganharam destaque:

  • Luz pulsada
  • Plasma frio
  • Processamento por alta pressão
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Essas técnicas surgem como alternativas para elevar o padrão de qualidade dos produtos, reduzir perdas e ampliar a competitividade no mercado internacional.

Produção global de manga cresce e mercado europeu ganha relevância

No cenário de mercado, a produção mundial de manga já ultrapassa 60 milhões de toneladas, com crescimento expressivo nas últimas décadas.

As exportações também avançaram, mas ainda há espaço para expansão, especialmente na Europa, onde as importações mais que dobraram nos últimos anos.

Apesar das oportunidades, o setor ainda enfrenta desafios importantes, como:

  • Custos logísticos elevados
  • Impactos das mudanças climáticas
  • Necessidade de melhor posicionamento de mercado
Países produtores reforçam estratégias de exportação

A participação internacional foi um dos pontos fortes da feira, com países produtores apresentando suas estratégias de crescimento e inserção no mercado global.

A República Dominicana destacou sua produção de manga e abacate, reforçando o avanço tecnológico e a qualidade dos produtos locais.

Já o Peru ressaltou a importância da fruticultura para sua economia, com foco na exportação de produtos como:

  • Abacate
  • Manga
  • Uvas
  • Aspargos
  • Orégano
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A presença de empresas exportadoras e a realização de reuniões com importadores demonstram o fortalecimento das relações comerciais internacionais.

Sustentabilidade e imagem do produto ganham espaço no setor

Além da tecnologia e da expansão de mercado, a sustentabilidade e a valorização da imagem dos produtos foram temas recorrentes durante o evento.

Os países participantes destacaram a importância de:

  • Fortalecer a identidade dos produtos
  • Investir em práticas sustentáveis
  • Ampliar a presença em novos mercados

Esses fatores são considerados essenciais para garantir competitividade e atender às exigências dos consumidores globais.

Perspectivas: tecnologia deve transformar o consumo de frutas

A fruticultura segue em um processo de evolução, impulsionado pela inovação e pela demanda crescente por alimentos saudáveis e de alta qualidade.

A tendência é que o uso de tecnologias avançadas, aliado a estratégias de mercado e sustentabilidade, transforme não apenas a produção, mas também o padrão de consumo de frutas no mundo.

Eventos como a Macfrut reforçam o papel da inovação como motor de crescimento e competitividade para o setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportação recorde não impede queda do frango vivo no mercado interno

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O Brasil caminha para estabelecer um novo recorde nas exportações de carne de frango em 2026, mas o avanço das vendas externas ainda não foi suficiente para absorver o aumento da oferta. Com mais animais prontos para o abate, os preços do frango vivo recuaram em algumas das principais regiões produtoras, enquanto as cotações dos cortes permaneceram praticamente estáveis no atacado.

A pressão ocorre em uma cadeia que produziu 15,3 milhões de toneladas de carne de frango em 2025 e faturou cerca de R$ 50 bilhões somente com exportações, considerando a receita de R$ 9,8 bilhões convertida pelo câmbio de R$ 5,10. O Brasil ocupa a terceira posição entre os maiores produtores mundiais e lidera o comércio internacional da proteína.

No ano passado, o país exportou o volume recorde de 5,324 milhões de toneladas. Para 2026, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) projeta embarques de até 5,5 milhões de toneladas, além de uma produção próxima de 15,6 milhões de toneladas. A disponibilidade no mercado interno pode alcançar 10,1 milhões de toneladas.

O avanço da oferta já aparece nos abates. No primeiro trimestre deste ano, o peso das carcaças chegou a 3,73 milhões de toneladas, crescimento de 6,9% em relação ao mesmo período de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Paraná respondeu por 35% da produção, seguido por Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo.

A ampliação dos abates ajuda a explicar por que os preços não acompanham o desempenho das exportações. A demanda internacional segue aquecida, mas o mercado doméstico precisa absorver cerca de dois terços de toda a carne produzida no país. O consumo estimado para 2026 é de 47,3 quilos por habitante, um dos maiores do mundo, mas ainda insuficiente para provocar uma reação mais forte diante da oferta atual.

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Levantamento mostra que o frango vivo foi negociado a R$ 5,20 por quilo em São Paulo. No oeste do Paraná, a referência ficou em R$ 4,60. Goiás e Mato Grosso do Sul registraram queda de R$ 4,65 para R$ 4,55, enquanto Minas Gerais e Distrito Federal passaram de R$ 4,70 para R$ 4,60 por quilo.

No Sul, as referências ficaram em R$ 4,75 no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Os preços mais elevados continuam concentrados no Nordeste e no Norte, variando de R$ 6,80 no Ceará a R$ 7,20 no Pará. As diferenças refletem custos logísticos, disponibilidade regional de aves e características próprias de cada mercado.

No atacado paulista, o peito congelado permaneceu em R$ 8,50 por quilo, a coxa em R$ 6,90 e a asa em R$ 11. Os cortes resfriados foram negociados por R$ 8,60, R$ 7 e R$ 11,10, respectivamente. A estabilidade, porém, não representa recuperação, porque as indústrias encontram dificuldade para elevar os preços diante da quantidade de carne disponível.

O principal instrumento para ajustar o mercado é o controle dos alojamentos. O termo corresponde ao número de pintinhos de um dia colocados nas granjas para engorda. Como as aves chegam ao peso de abate em aproximadamente 40 a 45 dias, um alojamento elevado hoje se transforma em maior oferta de carne poucas semanas depois.

A redução dos lotes permite diminuir gradualmente a quantidade de animais disponíveis e recuperar o equilíbrio entre produção, consumo e exportações. O ajuste precisa ser planejado porque uma redução excessiva também pode provocar falta de produto e aumento repentino dos preços no futuro.

A pressão não alcança todos os avicultores da mesma maneira. No sistema de integração, predominante nas principais regiões produtoras, a indústria normalmente fornece pintinhos, ração, medicamentos e assistência técnica. O produtor entra com as instalações, mão de obra, energia e manejo, recebendo conforme o desempenho do lote e as condições estabelecidas em contrato.

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Por isso, a cotação do frango vivo não corresponde diretamente ao valor recebido por todos os integrados. Ainda assim, o excesso de oferta reduz a rentabilidade geral da cadeia e pode afetar o ritmo dos alojamentos, a remuneração dos contratos e a capacidade das empresas de repassar custos. O impacto é mais direto sobre produtores independentes, que compram os insumos e comercializam os animais por conta própria.

A disponibilidade de milho e farelo de soja ajuda a conter parte da pressão. Os dois produtos formam a base da ração e representam a maior parcela do custo de produção. Com oferta elevada de grãos, a alimentação das aves está menos onerosa do que em períodos de escassez, evitando uma deterioração maior das margens.

No comércio exterior, os embarques continuam funcionando como principal sustentação do setor. Nos primeiros 13 dias úteis de julho, o Brasil exportou 299,2 mil toneladas de carne de aves e miudezas, com receita equivalente a R$ 2,73 bilhões. A média diária cresceu 41% em relação a julho de 2025, embora o preço médio tenha recuado 1,3%.

O cenário indica que a avicultura brasileira permanece competitiva e deve ampliar sua presença internacional. No curto prazo, porém, o recorde das exportações terá de ser acompanhado por um controle mais preciso dos alojamentos. Sem esse ajuste, a expansão da produção continuará chegando ao mercado antes que a demanda consiga absorvê-la, mantendo os preços do frango vivo sob pressão.

Fonte: Pensar Agro

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