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Tecnologia Inovadora Transforma Embalagens de Flores com Fragrâncias Exclusivas
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Neste mês, o mercado floral brasileiro recebe uma inovação que promete transformar a experiência de presentear flores. Graças a uma tecnologia que encapsula fragrâncias nas embalagens, kalanchoes e orquídeas chegam com aromas especiais, disponíveis a partir do 29º Veiling Market, realizado pela Cooperativa Veiling Holambra, nos dias 13 e 14 de março. A novidade tem como foco as datas comemorativas de Dia das Mães e Dia dos Namorados, períodos que, juntos, representam cerca de 25% das vendas anuais do setor de floricultura no Brasil.
A embalagem, que antes cumpria apenas a função de proteção, evoluiu para um elemento essencial na experiência de compra e presente. Pensando nesse novo conceito, os produtores Grupo Swart e Marcelo Almeida apostaram nas embalagens perfumadas como diferencial no mercado competitivo de flores e plantas ornamentais. A tecnologia utilizada libera as fragrâncias por meio de microcápsulas ativadas pelo toque, agregando um valor sensorial à experiência de presentear com flores.
Embalagem como Elemento Emocional
Nos últimos anos, muitas flores perderam seu aroma natural devido a exigências específicas do mercado, principalmente no segmento de decoração de eventos, onde as fragrâncias poderiam interferir no ambiente. Essa perda, contudo, retirou um importante elemento emocional da experiência de receber flores. Para restaurar essa conexão afetiva, a embalagem perfumada surge como uma solução inovadora, permitindo que o aroma acompanhe o presente sem comprometer a neutralidade dos arranjos.
O Grupo Swart optou por uma fragrância exclusiva para seus kalanchoes, enquanto Marcelo Almeida escolheu um aroma floral frutal vermelho, com notas de musk, madeira e âmbar, para suas orquídeas. O objetivo de ambos os produtores é proporcionar uma jornada sensorial completa, que começa no momento em que o consumidor entra em contato com a embalagem.
Estratégia de Marketing Olfativo
A introdução das embalagens perfumadas reflete uma estratégia de marketing olfativo, que alia design e sensações para agregar valor ao produto. O olfato, estreitamente ligado às emoções e memórias afetivas, torna a experiência de presentear ainda mais significativa.
“Essa abordagem não só valoriza o produto, mas também cria um diferencial competitivo no mercado de flores, onde as embalagens são essenciais para a identidade do produto”, afirma Paulo Mattos, da Fósforo Design. “Nosso objetivo é destacar nossos clientes no mercado, criando uma ligação entre marca, consumidor e produto”, complementa.
Desafios e Inovações no Desenvolvimento da Tecnologia
O processo de implantação dessa tecnologia foi desafiador, tanto do ponto de vista técnico quanto na aceitação do mercado. Convencer os produtores sobre os benefícios da inovação e os fornecedores de embalagens sobre sua viabilidade exigiu quase dois anos de pesquisa e testes. O receio de custos adicionais e a adaptação dos processos de produção foram obstáculos superados durante esse período.
Com a otimização dos processos, o tempo necessário para a produção dessas embalagens foi reduzido para menos de seis meses, tornando a inovação mais acessível e expandindo suas possibilidades de aplicação para outros produtos do mercado floral.
A Revolução Sensorial no Mercado Floral
A proposta das embalagens perfumadas vai além do convencional, criando uma conexão emocional entre o produto e o consumidor. Para os produtores do Grupo Swart e Marcelo Almeida, essa inovação representa apenas o início de uma revolução sensorial no mercado de flores. A ampliação dessa tecnologia para outras categorias de produtos e novas técnicas de aplicação vislumbram um futuro com experiências olfativas ainda mais inovadoras, transformando cada embalagem em um convite para despertar emoções inesquecíveis.
“O perfume tem o poder de transformar o cotidiano. Queremos que nossas embalagens proporcionem uma experiência única e que cada cliente se sinta especial e conectado à nossa marca”, afirma Jacob Theodorus Swart, do Grupo Swart. “Presentear com Kalanchoe AMOR EM FLOR® é criar uma conexão emocional, uma lembrança marcante”, completa Christhia Swart, do marketing.
“Nosso aroma foi escolhido para destacar a sofisticação das orquídeas e evocar memórias e emoções, transformando o simples ato de presentear em uma experiência sensorial. Isso reforça nossa identidade de marca e oferece um diferencial competitivo no mercado”, explica Marcelo Almeida.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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MP das dívidas rurais entra na reta final sem garantir renegociação aos produtores
A Medida Provisória 1.376/2026, criada para permitir a renegociação de mais de R$ 100 bilhões em dívidas rurais, entra nesta semana em uma fase decisiva no Congresso sem que produtores tenham acesso amplo e uniforme às novas linhas de crédito. A partir de sábado (29.08), o texto passa a tramitar em regime de urgência e começa a bloquear a votação de outras matérias na Câmara dos Deputados.
O primeiro período de vigência da MP termina em 12 de setembro. O prazo pode ser prorrogado por mais 60 dias caso a votação não seja concluída, mas o calendário expõe a distância entre a urgência financeira das propriedades e o ritmo de execução da medida. A comissão mista encarregada de analisar o texto foi instalada em 12 de agosto e ainda precisa aprovar um parecer antes que a proposta siga para os plenários da Câmara e do Senado.
Enquanto o Congresso discute alterações, os produtores enfrentam dificuldades para transformar a autorização legal em contratos. A regulamentação do Conselho Monetário Nacional (CMN) foi publicada em 23 de julho, mas a portaria que permitiu ao Tesouro Nacional equalizar as taxas de juros saiu apenas em 13 de agosto, quase um mês depois da edição da MP.
A Portaria 2.423 autorizou limites próximos de R$ 25,8 bilhões para operações com juros subsidiados. Os recursos foram distribuídos entre dez bancos e sistemas cooperativos, incluindo Banco do Brasil, Banrisul, Banco da Amazônia, Banco de Brasília, Banpará, Sicoob, Sicredi, Cresol, Credicoamo e Banco DLL.
A publicação retirou um dos principais entraves regulatórios, mas não tornou a contratação automática. Cada instituição ainda precisa organizar seus procedimentos internos, verificar o enquadramento das dívidas e analisar a capacidade de pagamento, o risco e as garantias apresentadas pelo produtor. Até agora, não foi divulgado um balanço nacional consolidado que mostre quanto dos R$ 25,8 bilhões já se converteu efetivamente em contratos.
A diferença entre o volume autorizado e o tamanho do problema também aumenta a pressão. Levantamento elaborado a partir de informações do Banco Central aponta que o crédito rural acumulava R$ 197,2 bilhões em saldos considerados problemáticos em junho, equivalentes a aproximadamente 22,5% da carteira ativa.
Desse total, R$ 38,1 bilhões estavam inadimplentes, R$ 20,9 bilhões correspondiam a operações em atraso, R$ 31,6 bilhões haviam sido prorrogados e R$ 106,4 bilhões estavam em financiamentos já renegociados. Os números indicam que o valor disponível nas linhas subsidiadas poderá atender apenas a uma parcela da demanda.
O próprio Banco do Brasil, principal financiador do campo, identificou uma carteira potencial de até R$ 100 bilhões que poderia ser enquadrada na medida. O montante envolve aproximadamente 113 mil clientes, entre produtores inadimplentes e tomadores com contratos anteriormente prorrogados ou renegociados.
A MP atende produtores rurais e cooperativas de produção agropecuária que comprovem perdas em pelo menos duas safras entre 2019 e 2025. Também é necessário demonstrar redução mínima de 30% da renda bruta esperada, causada por eventos climáticos extremos ou pela queda dos preços dos produtos financiados.
A comprovação depende de laudo elaborado por profissional legalmente habilitado. Esse requisito é um dos pontos questionados por representantes do setor, principalmente em regiões nas quais as perdas foram generalizadas e já reconhecidas por levantamentos oficiais, decretos de emergência e registros das próprias instituições financeiras.
Pelas regras gerais, agricultores familiares enquadrados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) podem contratar até R$ 400 mil, com juros de 6% ao ano. Para os médios produtores do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), o limite é de R$ 2 milhões, com taxa de 9%. Os demais produtores podem acessar até R$ 4 milhões, com juros de 12% ao ano.
Nessa modalidade, o prazo de pagamento chega a oito anos, com a primeira amortização do principal dois anos depois da contratação. Os juros, contudo, precisam ser pagos durante o período de carência.
Há condições melhores para produtores que comprovem perdas mais severas. Quem registrar prejuízos em pelo menos três safras, provocados por eventos climáticos extremos, e redução mínima de 40% da renda poderá obter prazo de até dez anos. Os limites chegam a R$ 500 mil no Pronaf, R$ 2,5 milhões no Pronamp e R$ 8 milhões para os demais produtores, com taxas de 5%, 8% e 11% ao ano, respectivamente.
Mesmo preenchendo os requisitos, o produtor não tem aprovação garantida. O risco das operações continua sob responsabilidade das instituições financeiras, que podem exigir novas garantias ou negar o crédito após a análise. Essa condição ajuda a explicar por que a existência de recursos autorizados não significa que todo produtor endividado conseguirá aderir.
O prazo para contratação termina em 12 de novembro. Como parte desse período já foi consumida pela regulamentação, produtores e entidades do setor alertam para o risco de concentração dos pedidos nas últimas semanas, demora na análise dos documentos e esgotamento dos limites disponíveis em determinadas instituições.
No Congresso, a quantidade de propostas de mudança revela a insatisfação com o alcance do texto original. A MP recebeu 144 emendas. Entre as alterações sugeridas estão a inclusão de mais operações de investimento, capital de giro e Cédulas de Produto Rural (CPRs), a ampliação das datas de enquadramento, a redução das exigências para comprovação das perdas e a extensão dos prazos de pagamento.
Também há pressão para que a medida contemple produtores que renegociaram contratos anteriormente, mas voltaram a perder safras, além daqueles cujas dívidas foram transferidas, cedidas ou substituídas por outros instrumentos financeiros. O desafio será ampliar o público sem elevar o custo fiscal a um nível que impeça um acordo para a aprovação.
Para o produtor, a orientação é procurar imediatamente a instituição credora e formalizar o interesse na renegociação. Contratos, extratos das operações, comprovantes de perdas, registros de produtividade, documentos fiscais e laudos técnicos devem ser reunidos antes da abertura do pedido. O protocolo da solicitação também é importante para demonstrar que a procura ocorreu dentro do prazo.
A entrada da MP em regime de urgência aumenta a pressão política, mas não resolve os obstáculos encontrados nas agências bancárias. O resultado da medida será definido menos pelo volume anunciado e mais pela quantidade de produtores que conseguirem superar as exigências, aprovar o crédito e assinar os contratos até novembro.
Fonte: Pensar Agro



