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Tecnologia IoT transforma o campo e ajuda agricultores a enfrentar desafios climáticos

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O avanço das mudanças climáticas tem exposto diferentes regiões do mundo a eventos ambientais extremos com frequência cada vez maior. África, Ásia, América Central e América do Sul estão entre as áreas mais vulneráveis, enfrentando graves consequências como insegurança alimentar e escassez hídrica. O alerta é do Sexto Relatório de Avaliação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), que aponta o aumento da temperatura global, a irregularidade das chuvas e a intensificação de eventos climáticos extremos como ameaças diretas a ecossistemas e economias.

Na agricultura, esses impactos são particularmente severos. Perdas de safras, prejuízos financeiros e incertezas no planejamento das lavouras são consequências que afetam diretamente o produtor rural. Nesse cenário, o acesso a informações precisas sobre o clima torna-se um diferencial estratégico.

Segundo Oscar Delgado, diretor de Vendas para a América Latina da Myriota — líder global em conectividade via satélite para dispositivos IoT de baixo consumo, que agora inicia operações no Brasil —, a tecnologia permite que os agricultores ajustem, de forma antecipada, práticas como irrigação e adubação, garantindo proteção às plantações e melhor uso dos recursos.

Além da irrigação, o monitoramento por satélite atende a outras demandas críticas do setor, como o controle dos níveis dos rios, previsão de enchentes, detecção precoce de secas e fornecimento contínuo de água ao rebanho. A conectividade via satélite também garante comunicação estável em áreas remotas e em momentos de instabilidade da rede elétrica, após tempestades ou eventos climáticos intensos. Com isso, há redução de riscos, maior segurança operacional e proteção das estruturas rurais.

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“O uso de soluções IoT com conectividade por satélite permite que produtores e empresas do agronegócio atuem de forma proativa diante das adversidades climáticas, promovendo sustentabilidade, eficiência no uso de recursos e melhores resultados financeiros. A tecnologia da Myriota proporciona até 50 vezes de economia no custo total de operação”, destaca Delgado.

Monitoramento inteligente impulsiona a eficiência no campo

O controle confiável de dados climáticos é essencial para otimizar o tempo e os recursos na agricultura. Com esse objetivo, a Myriota oferece, em parceria com a Sigma Sensors, um conjunto de soluções tecnológicas voltadas à gestão inteligente do ambiente rural.

Entre os destaques, estão os pluviômetros conectados, que medem volume e intensidade das chuvas e transmitem os dados diretamente para a nuvem, facilitando o manejo das lavouras. As estações agrometeorológicas monitoram variáveis como temperatura, umidade e velocidade dos ventos, enquanto sensores específicos detectam a umidade e a temperatura do solo em diferentes profundidades, auxiliando no uso racional da água. Estações meteorológicas automáticas também integram o sistema, fornecendo dados abrangentes que contribuem para um planejamento agrícola mais eficiente e com menor custo.

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“Os dispositivos desenvolvidos pela Sigma Sensors utilizam a rede de nanosatélites da Myriota, aliando baixo consumo de energia e custo acessível. Isso permite que agricultores coletem informações de pluviômetros e reservatórios de qualquer lugar do mundo”, reforça Delgado.

A ausência de tecnologias de conectividade no campo pode gerar perdas significativas, como mortalidade de animais por falhas no abastecimento de água, necessidade de vistorias manuais frequentes, além de aumento de gastos com combustível e manutenção de veículos. Nesse contexto, a adoção de ferramentas inteligentes é um passo decisivo para garantir mais produtividade, sustentabilidade e segurança nas atividades agropecuárias.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026

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A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.

O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.

Produção recorde fortalece oferta brasileira

Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.

Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.

Exportações seguem em ritmo acelerado

As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.

A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.

Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.

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Mercado internacional influencia preços

Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.

A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.

Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.

A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.

Esmagamento cresce com margens mais atrativas

Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.

Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.

No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

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A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.

Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar

Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.

O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.

Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.

Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.

Perspectivas para o produtor

Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.

A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.

No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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