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Tecnologias biológicas e manejo do solo: estratégias para enfrentar o déficit hídrico na agricultura brasileira
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De acordo com análises realizadas pelos agrônomos e coordenadores técnicos de mercado da Nitro, Carina Cardoso e Augusto Sanches, o déficit hídrico representa um dos principais obstáculos à produtividade agrícola no Brasil, afetando diretamente culturas estratégicas como soja, milho, feijão e café. A escassez de chuvas em fases críticas do ciclo das plantas — como germinação, florescimento e enchimento de grãos — compromete significativamente a formação das lavouras e pode reduzir expressivamente os rendimentos. Em diversas regiões do país, os produtores enfrentam a terceira safra consecutiva com perdas severas, reflexo não apenas da seca, mas também da combinação com estresses térmicos extremos.
Diante desse cenário, o uso de tecnologias biológicas vem se consolidando como uma ferramenta fundamental para garantir o potencial produtivo inerente à genética das sementes utilizadas. Com o agravamento das condições climáticas, torna-se essencial adotar estratégias que auxiliem a planta a manter sua fisiologia ativa durante períodos de estresse. Em situações de déficit hídrico, por exemplo, o vegetal tende a adotar um modo de sobrevivência: encurta seu ciclo, aborta vagens, altera sua morfologia e canaliza energia apenas para assegurar a reprodução. Esse comportamento, controlado por fatores hormonais e fisiológicos, limita a produtividade.
É nesse contexto que os bioinsumos ganham relevância. Eles atuam no equilíbrio fisiológico da planta, permitindo que mantenha sua função produtiva mesmo sob pressão ambiental. Um exemplo prático é o uso de combinações de microrganismos de diferentes cepas do gênero Bacillus — como Bacillus aryabhattai, Bacillus subtilis e Bacillus amyloliquefaciens. Essas bactérias formam biofilmes espessos e hidratados ao redor do sistema radicular, criando um microambiente com potencial osmótico que retém a umidade junto às raízes. Isso reduz a desidratação e melhora a absorção de água, fator decisivo para o funcionamento da planta em momentos críticos.
Além de proteger fisicamente e fisiologicamente as raízes, esses blends também estimulam o desenvolvimento reprodutivo das plantas. Os resultados incluem maior engalhamento, fixação de flores e melhor formação das chamadas “cachopinhas” — pequenos aglomerados de vagens, que podem conter de três a quatro grãos, dependendo da genética da cultivar. Ensaios de campo conduzidos em diferentes regiões brasileiras indicam que lavouras de soja tratadas com esse tipo de bioinsumo apresentaram aumento médio de oito a nove sacas por hectare em comparação com áreas não tratadas, independentemente de a aplicação ocorrer no sulco ou via tratamento de sementes.
Outra frente promissora envolve o uso isolado de Bacillus aryabhattai, bactéria extraída de solos da Caatinga, que demonstrou ser eficaz no retardamento dos efeitos do estresse hídrico e na promoção do crescimento radicular. Essa estratégia visa ampliar o volume e a profundidade das raízes, facilitando o acesso a água e nutrientes em camadas mais profundas do solo, o que constitui uma espécie de “escudo” natural contra a estiagem.
A aplicação foliar de aminoácidos e nutrientes como potássio, magnésio e boro na fase final do ciclo produtivo também se mostra benéfica, colaborando para a translocação eficiente dos fotoassimilados e garantindo o enchimento dos grãos, mesmo sob condições adversas. A Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação de Mato Grosso do Sul aponta que essas práticas, quando bem executadas, podem reduzir perdas em lavouras em até 30% em situações de seca intensa.
Por fim, o manejo inteligente do solo permanece como peça-chave para a sustentabilidade das lavouras. Práticas como o plantio direto, a rotação de culturas e o uso de cobertura vegetal não apenas ajudam na conservação da umidade, como também enriquecem o ambiente biológico, favorecendo o desenvolvimento radicular e a ação dos bioinsumos.
Combinadas às tecnologias já disponíveis, essas estratégias oferecem aos produtores brasileiros a possibilidade de reduzir riscos, proteger seus investimentos e manter a produtividade mesmo diante de um cenário climático cada vez mais desafiador.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Mapa registra avanços no nível de atendimento às demandas da Lei de Acesso à Informação
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) registrou, em 2025, um aumento significativo no nível de atendimento dos pedidos realizadas com base na Lei de Acesso à Informação (LAI). De acordo com levantamento, o percentual de solicitações com acesso integralmente concedido passou de 63,5% em 2024 para 72,4% em 2025, um crescimento de 8,9 pontos percentuais.
“Esse avanço reflete não apenas o amadurecimento técnico das áreas na elaboração das respostas, mas também uma diretriz firme da gestão da Pasta de fortalecer a transparência como um pilar básico da administração pública”, avalia a chefe da Assessoria Especial de Controle Interno e Autoridade de Monitoramento da LAI no Ministério, Renata Figueiredo.
Ao longo de 2025, o Mapa recebeu 1.377 pedidos de acesso à informação. As demandas foram respondidas em prazo médio de 16,3 dias, abaixo do limite legal de 20 dias previstos na legislação.
Os dados constam do Relatório Anual da Autoridade de Monitoramento da Lei de Acesso à Informação, referente ao exercício de 2025.
METEOROLOGIA EM DESTAQUE
O perfil das solicitações registradas em 2025 revela uma mudança importante nos temas de interesse dos cidadãos. Historicamente, o Mapa concentra grande parte dos pedidos em assuntos relacionados à sua atividade-fim, especialmente à Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), como fiscalização agropecuária e sanidade animal e vegetal.
Em 2025, entretanto, foi observado um aumento expressivo das solicitações relacionadas à meteorologia, incluindo registros históricos do clima, zoneamento agrícola e séries temporais de chuva e temperatura.
Segundo Renata Figueiredo, essa tendência reflete o impacto crescente dos eventos climáticos sobre a atividade produtiva e a busca de diferentes públicos por informações que auxiliem no planejamento, na mitigação de riscos e na produção agrícola.
“Isso revela que o Mapa tem avançado como núcleo estratégico de dados meteorológicos essenciais para o desenvolvimento sustentável do país. E, além disso, como uma fonte confiável de informação”, destaca Figueiredo.

- Gráfico
PERFIL DOS SOLICITANTES
O relatório também apresenta informações sobre o perfil sociodemográfico e profissional dos cidadãos que recorrem à LAI para solicitar informações ao Ministério.
Os dados indicam um público com elevado nível de escolaridade. Entre os solicitantes, 44,5% declaram possuir ensino superior; 27% pós-graduação e 19,8% mestrado ou doutorado.
Para Renata, os resultados demonstram que o Mapa tem evoluído de forma consistente em maturidade institucional, segurança e solidez na aplicação da Lei de Acesso à Informação.
O relatório foi elaborado com base nos dados do Painel da Lei de Acesso à informação do Poder Executivo Federal e nas informações do Relatório Anual do Serviço de Informação ao Cidadão de 2025 (SIC-Mapa).
A publicação atende ao disposto no Decreto nº 7.724/2012, que estabelece a obrigatoriedade de divulgação anual dos resultados da aplicação da LAI no âmbito de cada órgão ou entidade da administração pública federal.
TRANSPARÊNCIA ATIVA
Outro destaque é que o Ministério alcançou 100% de cumprimento dos requisitos de transparência ativa na avaliação realizada pela Controladoria-Geral da União (CGU), conforme registrado no Painel da Lei de Acesso à Informação. O resultado posiciona o Mapa entre os órgãos federais com desempenho máximo no atendimento às exigências previstas na Lei nº 12.527/2011.
O QUE É A LAI?
Instituída pela Lei nº 12.527/2011, a Lei de Acesso à Informação garante ao cidadão o direito fundamental de acesso às informações públicas.
A legislação amplia a transparência da administração pública ao assegurar o acesso a dados sobre gastos governamentais, políticas públicas, programas e serviços oferecidos pelo Estado. Essas informações contribuem para o exercício da cidadania e para a efetivação de direitos relacionados à educação, saúde, igualdade e outras áreas essenciais.
Informações à imprensa
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