AGRONEGOCIOS
Tecnoshow COMIGO 2025: Evento deve gerar 10 mil empregos diretos e indiretos
AGRONEGOCIOS
A 22ª edição da Tecnoshow COMIGO, lançada oficialmente no último dia 19, promete gerar cerca de 10 mil empregos diretos e indiretos durante sua realização, que inclui a montagem e desmontagem dos estandes. Com o tema “Gerações do Agro”, o evento ocorrerá de 7 a 11 de abril de 2025, no Centro Tecnológico COMIGO, em Rio Verde (GO), com a expectativa de atrair 150 mil visitantes ao longo dos cinco dias de atividades.
De acordo com Edimilson de Carvalho Alves, coordenador de Infraestrutura da Tecnoshow COMIGO, já é possível perceber um movimento significativo de profissionais envolvidos na montagem dos estandes, vindos de diversas regiões do Brasil, além de Rio Verde e localidades próximas.
No aspecto de infraestrutura, a feira contará com ampliação das áreas destinadas à exposição de maquinários agrícolas e à pavimentação das ruas da feira, com o aumento de 2.000m² em cada uma dessas áreas. O total de espaço ocupado será de 281.000m² para as exposições e 45.000m² para as ruas pavimentadas. Também foram construídos novos banheiros, incluindo mais um masculino e um feminino, além de expandir a área feminina já existente, com o objetivo de reduzir filas e melhorar a experiência dos visitantes. Alves destaca que a capacidade de atendimento é de cerca de 18 mil pessoas por dia, e todos os banheiros femininos serão climatizados.
Na área de alimentação, dois dos três restaurantes disponíveis serão gerenciados por fornecedores locais, com o intuito de valorizar a gastronomia de Rio Verde. Além dos restaurantes, os visitantes poderão aproveitar lanchonetes, quiosques e food trucks, com capacidade para atender entre 7.500 e 9.000 pessoas diariamente.
A segurança também será uma prioridade no evento. A Tecnoshow COMIGO contratou uma empresa especializada, com 85 funcionários designados para atuar nas dependências da feira. O apoio das polícias Rodoviária Federal e Militar, assim como da Agência Municipal de Mobilidade e Trânsito, também foi garantido para o controle do tráfego nas rodovias e vias da cidade. No estacionamento gratuito, com capacidade para aproximadamente 19 mil veículos, haverá funcionários para auxiliar os motoristas. Além disso, o Corpo de Bombeiros terá um estande para atender possíveis ocorrências.
A conectividade será outro ponto de destaque. As operadoras Vivo e Claro fornecerão equipamentos de Estação Rádio Base (ERB) para garantir o sinal de rede durante o evento. Cada expositor, por sua vez, será responsável pela contratação individual de sua internet, com link cabeado direto. Quanto à energia elétrica, a feira contará com 20 transformadores, em parceria com a Equatorial, e geradores adicionais para áreas específicas, como os auditórios.
Com uma organização robusta e um investimento significativo em infraestrutura e segurança, a Tecnoshow COMIGO se prepara para ser mais um marco no agronegócio brasileiro, promovendo a troca de conhecimentos e o fortalecimento do setor.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGOCIOS
Preço do milho segue estável no Brasil à espera da safrinha; exportações avançam mais de 70%
O mercado brasileiro de milho registrou pouca movimentação ao longo da semana, refletindo a postura cautelosa de compradores e vendedores diante da proximidade da entrada mais intensa da segunda safra no país. A expectativa de aumento da oferta mantém o ritmo de negociações lento, enquanto produtores buscam sustentar os preços em meio ao avanço da colheita.
Segundo análise da Safras & Mercado, o cenário continua marcado por baixa liquidez e poucas alterações nas cotações, tanto no mercado físico quanto nas negociações futuras.
Compradores aguardam maior oferta da safrinha
Os consumidores seguem atuando de forma pontual, adquirindo apenas volumes necessários para reposição imediata. O comportamento demonstra conforto nos estoques e expectativa de que a colheita da segunda safra amplie a disponibilidade do cereal nas próximas semanas.
Do lado da oferta, os produtores avançam na comercialização da produção, mas mantêm resistência em aceitar preços considerados baixos. Em diversas regiões, as pedidas continuam acima dos valores ofertados pelos compradores, limitando o fechamento de novos negócios.
A expectativa do mercado é que o avanço da colheita da safrinha aumente a pressão sobre os preços, principalmente nas regiões de maior produção.
Clima segue no radar dos agentes do mercado
As condições climáticas continuam sendo acompanhadas de perto pelos participantes do setor.
O mercado monitora a possibilidade de novas chuvas na Região Sul, em São Paulo, no sul de Minas Gerais e em áreas produtoras de Goiás. Apesar das especulações sobre eventuais impactos na produtividade, ainda não há confirmação de perdas relevantes.
Outro fator observado é o risco de geadas. No entanto, as previsões meteorológicas atuais não indicam ocorrência de frio intenso capaz de provocar danos significativos às lavouras.
Relatório do USDA influencia expectativas globais
No cenário internacional, as atenções estiveram voltadas para a divulgação do relatório mensal de oferta e demanda agrícola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
O documento trouxe atualizações importantes para o mercado global de grãos e reforçou a percepção de ampla disponibilidade de milho, fator que continua pressionando os preços na Bolsa de Chicago.
A queda das cotações internacionais tem reduzido a competitividade do milho brasileiro nos portos, mesmo com a valorização do dólar frente ao real.
Exportações avançam em volume, mas preços médios recuam
Apesar dos desafios relacionados à paridade de exportação, os embarques brasileiros de milho apresentaram crescimento expressivo no início de junho.
De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 126,061 mil toneladas de milho nos quatro primeiros dias úteis do mês, com média diária de 31,515 mil toneladas.
A receita acumulada alcançou US$ 29,451 milhões, com média diária de US$ 7,362 milhões.
Na comparação com junho de 2025, os resultados mostram:
- Alta de 57,9% na receita média diária;
- Crescimento de 70,6% no volume médio diário exportado;
- Queda de 7,4% no preço médio por tonelada.
O valor médio da tonelada exportada ficou em US$ 233,60.
Cotações do milho permanecem estáveis nas principais regiões produtoras
O preço médio da saca de milho no Brasil foi cotado em R$ 61,12 no dia 11 de junho, praticamente estável em relação aos R$ 61,14 registrados na semana anterior.
Nas principais praças acompanhadas pelo mercado, os preços apresentaram poucas variações:
- Cascavel (PR): R$ 60,00 por saca;
- Campinas (SP/CIF): R$ 65,00 por saca;
- Mogiana Paulista (SP): R$ 60,00 por saca;
- Rondonópolis (MT): R$ 51,00 por saca;
- Erechim (RS): R$ 69,00 por saca;
- Uberlândia (MG): R$ 60,00 por saca;
- Rio Verde (GO): R$ 58,00 por saca.
A estabilidade observada reforça o momento de transição vivido pelo mercado, que aguarda uma definição mais clara sobre o tamanho da safra e o ritmo efetivo da colheita.
Safrinha deve definir tendência dos preços nos próximos meses
O comportamento do mercado de milho nas próximas semanas dependerá diretamente do avanço da colheita da segunda safra, considerada a principal do país.
Caso a produtividade se confirme dentro das expectativas atuais, a entrada de grandes volumes no mercado poderá ampliar a oferta disponível e exercer pressão adicional sobre as cotações.
Por outro lado, eventuais problemas climáticos ou atrasos na colheita podem limitar esse movimento e sustentar os preços por mais tempo.
Enquanto esse cenário não se define, compradores seguem cautelosos e produtores mantêm postura firme nas negociações, resultando em um mercado de baixa liquidez e pouca variação nos preços.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio

