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Tocantins aprova projeto contra Moratória da Soja e EUDR e reforça defesa da soberania nacional

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Aprovação legislativa marca posicionamento firme do Estado

A Assembleia Legislativa do Tocantins aprovou, com apoio expressivo dos parlamentares, o Projeto de Lei de autoria do deputado estadual Gutierres Torquatto que estabelece uma reação institucional às pressões internacionais sobre o agronegócio local. A proposta representa uma resposta direta à Moratória da Soja e ao regulamento europeu conhecido como EUDR (European Union Deforestation Regulation).

O projeto, amplamente apoiado pela APROSOJA Tocantins, é visto como um marco na defesa da soberania e da liberdade de produção no estado. Para a entidade, a iniciativa combate abusos impostos por corporações multinacionais que impõem regras sem respaldo na legislação brasileira.

Rejeição a imposições estrangeiras e à “Moratória do Cerrado”

Nos últimos anos, o modelo da Moratória da Soja, que já impacta o bioma Amazônia, vem sendo expandido para o Cerrado por meio de tentativas de implantação da chamada “Moratória do Cerrado”. Essa iniciativa, assim como a original, não possui respaldo legal no Brasil e é criticada por desconsiderar o ordenamento jurídico nacional.

Caroline Barcellos, presidente da APROSOJA Tocantins, destaca que a aprovação do projeto reforça o compromisso com a agricultura sustentável e com a segurança jurídica:

“O produtor rural tocantinense não aceitará ser refém de imposições externas que ignoram a realidade do campo e desrespeitam nosso esforço em preservar e produzir com responsabilidade.”

Assembleia cumpre papel constitucional, afirma consultor

Para Thiago Rocha, consultor de política agrícola da APROSOJA TOCANTINS, a Assembleia Legislativa cumpre seu papel constitucional ao proteger a ordem econômica e a livre iniciativa:

“Não podemos aceitar que interesses isolados se sobreponham à legislação nacional ou coloquem em risco a soberania brasileira. Os deputados agem com coragem e lucidez.”

Críticas à EUDR e à chamada “colonização regulatória”

A pressão contra o setor se intensificou com o regulamento europeu EUDR, que impõe restrições à importação de produtos de áreas desmatadas após dezembro de 2020 — mesmo quando o desmatamento ocorre dentro da legalidade brasileira. Para a APROSOJA, trata-se de uma tentativa de “colonização regulatória” do Brasil por meio de corporações que atuam como vetores de legislações estrangeiras, dificultando o acesso ao mercado internacional sob o argumento de sustentabilidade.

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Impactos econômicos e sociais da Moratória da Soja

A entidade argumenta que a Moratória, por não ser uma política pública ou pacto legal, opera como um mecanismo de dominação econômica, protegendo grandes empresas e prejudicando produtores locais. Entre os impactos estão a queda na renda, desvalorização das propriedades, restrição de crédito e até criminalização de atividades agrícolas legais.

Início de uma reação institucional no campo

O projeto aprovado é considerado um passo importante na construção de uma reação organizada e institucional às medidas externas. A APROSOJA Tocantins ressalta que outras ações virão para garantir a liberdade de produção com base na legislação brasileira.

“O Tocantins não será palco de arbitrariedades ambientais travestidas de boas intenções. Produzimos com responsabilidade, mas exigimos respeito à nossa soberania”, afirma a entidade.

Compromisso com a legalidade e liberdade de produzir

A APROSOJA finaliza reiterando o compromisso com os agricultores tocantinenses e com a defesa de um modelo de produção alinhado às leis nacionais, livre de interferências externas:

“O Brasil é um país soberano, com leis próprias e agricultores resilientes. Produziremos com responsabilidade, mas com liberdade.”

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Safra recorde mantém frete agrícola em alta e fortalece demanda por transporte de grãos no Brasil

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A expectativa de uma safra recorde de grãos continua impulsionando o mercado de transporte agrícola no Brasil. Mesmo após o encerramento do pico de escoamento da soja, os valores dos fretes rodoviários permanecem próximos dos níveis registrados entre fevereiro e março, período tradicionalmente marcado pela maior demanda logística.

Os dados constam na edição de junho do Boletim Logístico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que aponta um cenário de aquecimento contínuo no transporte de produtos agrícolas, sustentado principalmente pela produção recorde de soja e pelo forte ritmo das exportações.

Produção histórica de soja sustenta demanda por transporte

De acordo com a Conab, o comportamento do mercado surpreende, já que o período pós-colheita normalmente é acompanhado por redução nas cotações do frete devido à menor necessidade de transporte.

Segundo o superintendente de Logística Operacional da Companhia, Thomé Guth, a oferta recorde da oleaginosa alterou essa dinâmica.

A produção de soja aumentou 8,8 milhões de toneladas em relação à safra anterior, mantendo elevada a necessidade de caminhões para o escoamento da produção e impedindo uma queda mais significativa nos preços do transporte rodoviário.

Mato Grosso lidera estabilidade em patamar elevado

Em Mato Grosso, maior produtor de grãos do país, as tarifas de frete apresentaram apenas pequenas oscilações em relação ao mês anterior.

Apesar da estabilidade, os preços continuam elevados e próximos aos registrados durante o auge da colheita, refletindo o intenso fluxo logístico para atender o escoamento da produção agrícola.

Mato Grosso do Sul e Distrito Federal registram pressão logística

No Mato Grosso do Sul, a demanda por transporte permaneceu firme mesmo após o encerramento da safra de verão.

A continuidade das exportações e o elevado volume de cargas destinadas aos mercados interno e externo sustentaram os preços do frete durante maio.

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No Distrito Federal, a alta moderada dos valores foi impulsionada principalmente pelo custo do óleo diesel e pela sequência do transporte das safras de soja e milho produzidas na região Centro-Oeste.

Maranhão registra aumento dos fretes com avanço da colheita

No Maranhão, a Conab identificou elevação nos preços do transporte, impulsionada pelo avanço da colheita e pelo aumento da movimentação de cargas.

Em maio, a colheita da soja atingiu 92% da área cultivada, enquanto o milho alcançou 27% da área plantada.

A intensa movimentação rodoviária e ferroviária em direção ao Porto do Itaqui, tanto para abastecimento interno quanto para exportação, elevou os custos logísticos em aproximadamente 1,2% na comparação entre abril e maio.

Paraná mantém custos elevados nas principais rotas

No Paraná, os fretes apresentaram apenas variações pontuais, mas continuaram pressionados pelos custos operacionais.

Entre os principais fatores está o preço médio do diesel S-10, cotado em R$ 6,38 por litro, além da elevada concentração de cargas na malha rodoviária estadual.

Goiás, Bahia, Piauí e São Paulo registram desaceleração

Em sentido oposto, Goiás e Bahia apresentaram redução temporária da demanda por transporte.

O cenário reflete a conclusão da colheita da soja e o intervalo até o início da comercialização do milho de segunda safra, reduzindo momentaneamente a necessidade de fretes.

No Piauí, a queda das exportações de soja, que recuaram 22% em relação ao mês anterior, também contribuiu para a redução dos preços praticados.

Em São Paulo, os fretes seguiram em trajetória de queda após as altas registradas no início do ano. A redução foi favorecida pelo recuo no custo do diesel e pela menor demanda da indústria, mesmo com o agronegócio mantendo ritmo aquecido.

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Exportações de milho e soja seguem em alta

O Boletim Logístico também destaca o desempenho das exportações brasileiras.

Entre janeiro e maio de 2026, o Brasil embarcou 7,5 milhões de toneladas de milho, volume superior às 6,1 milhões de toneladas registradas no mesmo período do ano anterior.

Os portos do Arco Norte responderam por 33,5% das exportações de milho, seguidos por Santos (26,5%), Rio Grande (19,5%) e Paranaguá (9,6%).

Já as exportações de soja somaram 55,1 milhões de toneladas no acumulado do ano.

O Arco Norte concentrou 38,5% dos embarques da oleaginosa, enquanto o Porto de Santos respondeu por 36,8%. Paranaguá participou com 14,2% e São Francisco do Sul movimentou 4,5% do volume exportado.

Importações de fertilizantes recuam e preocupam mercado

O levantamento da Conab também aponta desaceleração nas importações brasileiras de fertilizantes.

Entre janeiro e maio deste ano, o país internalizou 15,05 milhões de toneladas, abaixo das 15,27 milhões registradas no mesmo intervalo de 2025.

Segundo a Companhia, o mercado continua atento aos elevados preços dos fertilizantes, às incertezas geopolíticas envolvendo o Oriente Médio e aos possíveis impactos climáticos do fenômeno El Niño, que pode intensificar temperaturas e alterar o regime de chuvas no segundo semestre, aumentando os riscos para a produção agrícola mundial.

Além da análise dos fretes, o Boletim Logístico reúne informações sobre exportações, importações de insumos e a movimentação dos estoques públicos administrados pela Conab por meio de transportadoras contratadas em leilões eletrônicos.

Boletim Logístico – Junho/2026

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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