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Tratores ganham destaque na mecanização da citricultura brasileira

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O Brasil é líder mundial na produção e exportação de laranja, responsável por cerca de 70% do suco exportado globalmente. Nos principais polos de produção — o cinturão citrícola de São Paulo e o Triângulo/Sudoeste Mineiro — a citricultura ocupa cerca de 358 mil hectares, envolvendo quase 7,5 mil produtores, segundo dados da COGO Inteligência em Agronegócio. Para a safra 2025/26, o Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) projeta a colheita em 314,6 milhões de caixas de 40,8 kg, crescimento de 36% em relação ao ciclo anterior.

Mecanização impulsiona produtividade e reduz custos

O aumento da produção se deve a fatores como clima favorável, manejo aprimorado dos pomares e, especialmente, à adoção crescente da mecanização. Um levantamento da Boschi Inteligência de Mercado (BIM) aponta que o Brasil conta atualmente com 1,35 milhão de tratores em operação. Na citricultura, eles são empregados em todas as etapas, desde o preparo do solo e pulverização até o transporte de insumos e colheita.

A tecnologia embarcada nos tratores permite reduzir custos, economizar combustível e aumentar a precisão das operações, tornando o trabalho mais eficiente e sustentável.

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MF 4700: tecnologia feita sob medida para a citricultura

O MF 4700, da Massey Ferguson, é um exemplo de equipamento desenvolvido especificamente para atender às necessidades do setor citrícola. Eleito duas vezes Trator do Ano no Brasil, o modelo possui motor AGCO Power com gerenciamento eletrônico, turbo e intercooler, proporcionando queima de combustível mais eficiente e economia de até 10% por hectare.

A transmissão 12×12 com reversor Power Shuttle facilita manobras entre linhas estreitas, permitindo troca de frente para ré sem uso da embreagem. Para quem busca simplicidade e custo-benefício, há também a opção de reverso mecânico. Com capacidade de levante de 3.000 kg e vazão de 65 lpm, o trator se adapta a diferentes implementos, ampliando sua versatilidade.

A cabine com visibilidade de 360º garante maior segurança e conforto ao operador, essenciais durante longas jornadas de trabalho.

Benefícios práticos para lavouras e operadores

“O MF 4700 é um trator versátil, projetado para tornar o trabalho no campo mais ágil e eficiente. O modelo combina força e tecnologia, contribuindo para aumentar a produtividade e a sustentabilidade da citricultura. Dados de campo mostram benefícios como maior qualidade na pulverização graças ao gerenciamento preciso da rotação do motor, refletindo na produtividade da lavoura”, afirma Lucas Zanetti, gerente de marketing de produto da Massey Ferguson.

O investimento em tratores modernos e adaptados às necessidades da citricultura demonstra como a tecnologia pode fortalecer a produção, reduzir desperdícios e garantir eficiência operacional em todo o ciclo produtivo.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Reino Unido anuncia bloqueio a produtos agrícolas ligados a desmatamento

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O governo britânico anunciou nesta terça-feira (23.06), que aplicará medidas para impedir a compra de produtos agrícolas de origem estrangeira vindos de terras desmatadas. A decisão, que deve entrar em vigor em 2027, caiu como uma bomba sobre o agronegócio brasileiro que já enfrenta um embargo sanitário da União Europeia contra a carne e outros produtos de origem animal, com vigência a partir de 3 de setembro de 2026.

A nova ofensiva britânica segue a lógica do Regulamento Antidesmatamento da União Europeia (EUDR), ao ignorar a soberania da legislação ambiental brasileira. Ao desconsiderar as autorizações de supressão vegetal concedidas por órgãos oficiais do Brasil, o Reino Unido e o bloco europeu impõem critérios unilaterais que tratam qualquer área desmatada — ainda que dentro da lei — como um impeditivo para a importação.

Para o setor agroexportador, a combinação das medidas representa uma mudança estrutural na dinâmica de comércio exterior. A exigência de rastreabilidade plena e a não aceitação dos protocolos nacionais de licenciamento colocam em risco a rentabilidade das exportações para os dois blocos, que compõem o principal mercado de alto valor agregado para a proteína animal e as commodities brasileiras.

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O bloqueio sanitário, oficializado pela Comissão Europeia no dia 4 deste mês, baseia-se na alegação de falta de garantias sobre o uso de antimicrobianos e antibióticos. A proibição afeta toda a cadeia de proteína animal — carne, frango, pescado, leite e mel — e impõe um prejuízo imediato ao fluxo de caixa das indústrias exportadoras, que agora buscam, junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e entidades como a ABIEC, reverter a sanção.

A estratégia dos blocos europeus desloca o eixo de competitividade do agronegócio: a eficiência produtiva, que sustentou o crescimento do setor nas últimas décadas, cede lugar à capacidade de submissão documental a exigências ambientais e sanitárias que extrapolam o Código Florestal Brasileiro. Sem o reconhecimento mútuo das leis locais, o produtor nacional torna-se refém de um rigor técnico que, na prática, funciona como uma barreira não tarifária para proteger mercados internos europeus e britânicos.

O governo do Reino Unido disse que vai ouvir empresas e outros países antes de aplicar as novas regras contra o desmatamento, num processo que chamam de “consulta pública”. Isso vai acontecer ao longo deste ano. Na prática, é a última chance do Brasil tentar negociar e pedir que os ingleses aceitem nossas leis e documentos como prova de que o produto não veio de desmate

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Mas, para quem entende do assunto, essa consulta tem cara de “jogo de cartas marcadas”: eles abrem para ouvir, mas raramente mudam a decisão que já tomaram de endurecer o cerco contra a carne e os grãos brasileiros. É um ritual burocrático que, no fim, serve apenas para eles dizerem que “ouviram”, antes de começar a punir quem não seguir o cartilha deles.

Fonte: Pensar Agro

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