CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGOCIOS

Trigo enfrenta forte pressão no Brasil: avanço da colheita e competitividade argentina derrubam preços

Publicados

AGRONEGOCIOS

O mercado brasileiro de trigo atravessa um período de queda consistente nos preços, segundo levantamentos do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). O cenário é resultado direto do avanço da colheita nacional, que aumenta a oferta interna, e da recente redução temporária nas taxas de exportação da Argentina, o principal fornecedor do cereal ao Brasil.

Com o corte tarifário, o trigo argentino ganhou maior competitividade, redirecionando parte da demanda brasileira para o país vizinho. Esse movimento reduziu a paridade de importação e obrigou os vendedores domésticos a revisarem suas cotações para baixo, a fim de competir no mercado interno.

Colheita nacional intensifica retração dos preços

De acordo com o Cepea, a queda dos preços tende a se prolongar enquanto persistirem as condições favoráveis à importação e o pico da colheita nacional. Nas principais regiões produtoras, o aumento da disponibilidade do grão amplia a pressão sobre as cotações, tornando o ambiente de comercialização mais competitivo.

Pesquisadores do centro destacam que o mercado deve seguir atento ao comportamento da Argentina, cuja política comercial tem impacto direto na precificação do trigo brasileiro. A qualquer mudança nas tarifas de exportação ou nas condições logísticas, a dinâmica de preços pode se alterar rapidamente.

Mercado regional segue lento no Sul do país

No Sul do Brasil, principal polo produtor, o ritmo de negociações segue reduzido. Segundo a TF Agroeconômica, o mercado permanece travado, com moinhos abastecidos e acompanhando as oscilações cambiais e de preços internacionais.

Leia Também:  Copersucar eleva exportações de açúcar em 21,4% e registra lucro de R$ 402 milhões na safra 2024/25

No Rio Grande do Sul, o desenvolvimento das lavouras é considerado positivo, com chuvas entre 15 mm e 70 mm nas últimas semanas, embora algumas áreas tenham registrado acamamento devido ao vento. Apenas 1% da área total foi colhida até o momento, com expectativa de produção superior a 3,2 milhões de toneladas e produtividade acima de 3.000 kg/hectare.

As indicações de preço apontam para R$ 1.100,00 no interior, com retirada em outubro e pagamento em novembro. O mercado futuro opera estável, com pequenos negócios ao redor de R$ 1.150,00 posto moinho. Para exportação, o valor de dezembro gira em torno de R$ 1.150,00, com deságio de 20% para o trigo destinado à ração. O volume de vendas a termo é menor neste ano, com cerca de 130 mil toneladas, contra 300 mil toneladas em 2024.

Santa Catarina e Paraná registram quedas nos preços pagos ao produtor

Em Santa Catarina, os negócios também estão lentos. Vendedores pedem preços FOB próximos ao que os moinhos estão dispostos a pagar CIF, mas as negociações efetivas são raras. Os preços pagos aos produtores variam de R$ 62,00 a R$ 72,25 por saca, com recuos observados em diversas praças.

Leia Também:  AGCO Brasil se destaca globalmente no desenvolvimento de plantadeiras inovadoras

No Paraná, a pressão da oferta mantém a tendência de baixa. Moinhos têm adquirido trigo de qualidade pão/melhorador a R$ 1.240,00 FOB, enquanto o trigo gaúcho PH>78 e FN>280 é negociado a R$ 1.040,00 FOB, para entrega entre outubro e novembro.

Importações seguem travadas e prejuízos se ampliam

O mercado de trigo importado permanece praticamente parado, diante da indefinição das políticas argentinas e da oscilação cambial. Os preços do trigo paraguaio e argentino nacionalizado variam entre US$ 230 e US$ 269, conforme o porto e o prazo de entrega.

A média dos preços pagos aos produtores brasileiros recuou 2,04% na última semana, atingindo R$ 66,62 por saca, ampliando as perdas em relação ao custo de produção atualizado, estimado em R$ 74,63 por hectare.

Com um cenário de oferta elevada e concorrência internacional acirrada, o setor produtivo brasileiro precisa acompanhar de perto o comportamento do mercado externo e buscar estratégias para reduzir o impacto das oscilações de preço sobre a rentabilidade da safra.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGOCIOS

Varejo lidera migração ao mercado livre de energia em abril de 2026, aponta CCEE

Publicados

em

A migração para o mercado livre de energia segue em ritmo consistente no Brasil. Em abril de 2026, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) registrou a entrada de 1.213 novos consumidores no ambiente de livre contratação, reforçando o avanço da abertura do setor elétrico no país.

Do total de migrações no período, cerca de 75% foram realizadas por meio de agentes varejistas, modelo que vem ganhando espaço por facilitar o acesso de consumidores ao mercado livre, assumindo a gestão das operações de compra e venda de energia.

Mercado livre de energia já ultrapassa 90 mil consumidores no Brasil

No mercado livre de energia, consumidores têm a possibilidade de escolher seus fornecedores e negociar diretamente condições como preço, prazo de contrato e tipo de fonte energética.

Atualmente, mais de 90 mil empresas e pessoas físicas já participam do ambiente no Brasil, que se consolida como alternativa estratégica para redução de custos e ampliação de práticas sustentáveis no consumo de energia elétrica.

O movimento de expansão ocorre em meio à consolidação da abertura do mercado para consumidores de alta tensão e à expectativa de ampliação gradual para outros perfis de consumo nos próximos anos.

Crescimento do setor entra em fase de estabilização após expansão acelerada

De acordo com a CCEE, após dois anos de forte expansão no número de migrações, o mercado livre passa por um período de acomodação no ritmo de crescimento.

Leia Também:  VLI prorroga prazo de inscrições para Programa de Estágio 2025 com mais de 100 vagas

Apesar disso, o volume de novos consumidores segue em patamar elevado quando comparado à média registrada até 2023, indicando que a adesão ao ambiente continua avançando de forma consistente.

Mercado livre deve alcançar milhões de novos consumidores até 2027 e 2028

A diretora de Operação de Mercado da CCEE, Gerusa Côrtes, destaca que o setor deve entrar em uma nova fase de expansão com a abertura total do mercado prevista para 2027 e 2028.

Segundo a executiva, a expectativa é de que milhões de consumidores passem a ter acesso ao ambiente de contratação livre, o que deve transformar a relação dos brasileiros com o consumo de energia elétrica.

A CCEE afirma que já vem implementando medidas para garantir maior eficiência operacional e preparação para esse novo ciclo de crescimento.

Tecnologia e automação impulsionam modernização do mercado de energia

Para dar suporte à expansão do setor, a CCEE lançou em julho de 2025 um novo modelo de integração de dados entre agentes do mercado, baseado no uso de APIs (Interface de Programação de Aplicações).

Leia Também:  Ministro Carlos Fávaro assina acordo que garante instalação de 220 novas estações meteorológicas no País

A tecnologia permite substituir processos manuais por conexões automatizadas entre sistemas, tornando as operações mais rápidas, seguras e escaláveis.

A iniciativa também tem como objetivo ampliar a capacidade da Câmara de absorver o crescimento acelerado do mercado livre, garantindo maior confiabilidade e eficiência nos serviços prestados.

Serviços e saneamento lideram adesões no mês de abril

Entre os setores que mais migraram para o mercado livre em abril de 2026, destacam-se serviços e saneamento, seguidos por comércio e indústria de alimentos.

O movimento mostra a ampliação do perfil de consumidores, que vai desde pequenos e médios estabelecimentos comerciais até grandes estruturas como supermercados, hospitais, farmácias e redes hoteleiras.

Sudeste e Nordeste concentram maior número de migrações

A análise regional da CCEE mostra que São Paulo liderou o ranking de migrações no mês, com 290 novas adesões.

Em seguida aparece o Ceará, com 192 migrações, evidenciando a expansão do mercado livre também na região Nordeste. Santa Catarina (96), Minas Gerais (95) e Paraná (70) completam a lista dos estados com maior volume de novas entradas no período.

O avanço em diferentes regiões reforça a interiorização do mercado livre de energia e sua crescente adesão por consumidores de perfis diversos em todo o país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA