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Trigo mantém preços estáveis e consultoria alerta que momento ideal de venda já passou
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Estabilidade nos preços do trigo no Brasil
Os preços do trigo no mercado brasileiro permanecem estáveis há mais de um mês e devem continuar assim ao longo de agosto, quando se inicia a colheita no Paraná. De acordo com análise da consultoria TF Agroeconômica, os valores atuais estão alinhados aos registrados no início da safra passada. No entanto, a previsão é de que ocorra uma queda de aproximadamente 6,89% nos preços em outubro.
Rentabilidade positiva ainda em setembro e outubro
Mesmo com o recuo previsto, a rentabilidade para o produtor segue positiva nas entregas programadas para setembro (com margem de 13,84%) e outubro (4,24%). A partir de dezembro, no entanto, a margem tende a se tornar negativa, o que gera preocupação quanto à viabilidade econômica da manutenção dos estoques.
Melhor janela de venda já passou, diz consultoria
A TF Agroeconômica ressalta que o melhor momento para comercialização do trigo já ficou para trás. Vendas realizadas entre maio e julho de 2024, com base na cotação de Chicago para dezembro de 2025 ou durante os picos registrados em novembro de 2024 e março de 2025, teriam garantido lucros mais significativos. Atualmente, mesmo com a expectativa de valorização em fevereiro de 2026, os custos de armazenagem inviabilizam a espera prolongada.
Recomendação às cooperativas
A consultoria orienta que cooperativas invistam em capacitação técnica para oferecer melhores condições comerciais aos produtores. Isso pode ampliar a competitividade regional e proporcionar alternativas mais vantajosas no momento da venda.
Fatores que impulsionam os preços no cenário global
Alguns elementos no mercado internacional exercem pressão de alta sobre os preços do trigo, entre eles:
- Excesso de chuvas na Europa, que compromete a qualidade da produção;
- Expectativa de queda na produção da Ucrânia;
- Revisão negativa na estimativa da safra russa, que pode ser a menor desde 2020.
No Brasil, o cenário também é incerto, com riscos climáticos como geadas e redução da área plantada. A projeção para a safra nacional 2025/26 varia entre 7,3 e 7,8 milhões de toneladas, ficando abaixo da registrada na temporada anterior.
Pressões de baixa no mercado
Por outro lado, o trigo também enfrenta fatores de desvalorização. A colheita no Hemisfério Norte, responsável por cerca de 85% da produção mundial, eleva a oferta global. Além disso:
- O dólar mais fraco frente ao euro reduz a competitividade do trigo dos Estados Unidos;
- A Argentina projeta uma grande safra e mantém estoques elevados;
- No Brasil, os estoques remanescentes e a ausência de importações no Rio Grande do Sul indicam que há trigo suficiente até a chegada da nova colheita.
O mercado de trigo segue em um momento de equilíbrio frágil. Enquanto fatores internacionais e regionais colaboram para a estabilidade atual, a combinação entre custos e oferta pode alterar significativamente a rentabilidade nos próximos meses, exigindo atenção e estratégia dos produtores.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Mapa realiza força-tarefa e identifica irregularidades em arroz e feijão no estado de São Paulo
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov) da Secretaria de Defesa Agropecuária, realizou uma força-tarefa de fiscalização em estabelecimentos de beneficiamento e empacotamento de arroz, feijão e outros cereais no estado de São Paulo.
As ações ocorreram nos municípios de Itu, Sorocaba, Campinas, Rio Claro, Cerquilho e Elias Fausto, com foco na verificação da qualidade, da rastreabilidade e da conformidade dos produtos com a legislação vigente.
Durante as fiscalizações, os auditores fiscais federais agropecuários verificaram a documentação dos estabelecimentos, a comprovação da origem dos produtos, as condições das instalações e os processos produtivos adotados pelas empresas.
Em Itu, Campinas e Sorocaba, a equipe apreendeu aproximadamente 30 mil quilos de feijão sem comprovação de origem e com indícios de falhas na rastreabilidade. Parte dos produtos apresentava, ainda, a presença de insetos vivos, caracterizando desconformidade com os padrões exigidos para comercialização.
Nas fiscalizações realizadas em Rio Claro, Elias Fausto e Cerquilho, foram inspecionados 139,1 mil quilos de arroz. A operação resultou na apreensão e inutilização de 24 bobinas de embalagens, além da apreensão de 6 mil quilos de arroz em um estabelecimento que não possuía registro junto ao Mapa para a atividade de empacotamento.
A fiscalização constatou, ainda, que os produtos não passavam pelo processo obrigatório de classificação antes da embalagem, o que impossibilitava a identificação de sua qualidade. Em razão das irregularidades verificadas, uma empresa teve a produção suspensa cautelarmente.
Ao longo da operação, também foram coletadas 20 amostras de produtos nacionais e importados no âmbito dos programas oficiais de fiscalização da identidade e qualidade e de monitoramento de resíduos e contaminantes. As amostras serão submetidas a análises laboratoriais para verificar a conformidade com os padrões estabelecidos pela legislação brasileira.
A ação reforça a atuação do Mapa na fiscalização de produtos vegetais, contribuindo para a proteção dos consumidores, a garantia da qualidade dos alimentos comercializados e a promoção da concorrência leal entre os estabelecimentos que atuam em conformidade com a legislação.
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