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Turismo rural ganha nova força na Zona da Mata com inauguração da Rota Ferrovia da Bocaina em Minas Gerais

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A Zona da Mata Mineira ganha um novo atrativo turístico e econômico nesta semana com a inauguração da Rota Ferrovia da Bocaina, iniciativa que une turismo rural, cultura, gastronomia, hospedagem e experiências no campo para impulsionar o desenvolvimento regional.

O projeto foi estruturado com apoio técnico da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG) e da Instância de Governança Regional (IGR) Serras de Ibitipoca, em parceria com produtores rurais, empreendedores locais e as prefeituras de Lima Duarte, Olaria e Bom Jardim de Minas.

A programação oficial de lançamento acontece entre os dias 3 e 6 de junho e deve atrair cerca de 300 visitantes para a região, consolidando uma nova opção de turismo rural em um dos cenários mais preservados de Minas Gerais.

Turismo rural como motor de desenvolvimento no campo

A abertura oficial da rota será realizada na quarta-feira (3), no Rancho Minas Forno, localizado na comunidade de Cachoeira de São Bento, zona rural de Lima Duarte.

O evento contará com a palestra “Turismo Rural e Desenvolvimento: Parcerias que Transformam Vidas no Campo”, ministrada pela coordenadora técnica estadual de Turismo Rural e Artesanato da Emater-MG, Thatiana Daniella Garcia.

Além da solenidade de inauguração, a programação inclui caminhada ecológica, passeio ciclístico, lançamento de livro e atividades voltadas à valorização do patrimônio natural, histórico e cultural da região.

A expectativa dos organizadores é fortalecer o turismo rural como uma importante fonte complementar de renda para agricultores familiares e empreendedores do meio rural.

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Rota conecta propriedades rurais, gastronomia e natureza

A Rota Ferrovia da Bocaina reúne 21 empreendimentos distribuídos entre restaurantes, pousadas, bares, propriedades rurais e atrativos turísticos.

Os estabelecimentos estão localizados nas comunidades de Cachoeira de São Bento, Rosa Gomes, Souza do Rio Grande, São José do Palmital, São Domingos da Bocaina, Capoeira Grande, Dois Córregos e Viegas, abrangendo os municípios de Lima Duarte, Olaria e Bom Jardim de Minas.

Com aproximadamente 85 quilômetros de extensão, o roteiro está situado entre a Serra Negra e a Serra de Ibitipoca, uma das regiões turísticas mais conhecidas de Minas Gerais.

Além das belezas naturais, o trajeto preserva vestígios do antigo ramal ferroviário que, no passado, deveria ligar os municípios de Lima Duarte e Bom Jardim de Minas, agregando valor histórico à experiência dos visitantes.

Projeto fortalece renda e sustentabilidade nas comunidades rurais

De acordo com a extensionista da Emater-MG, Roberta Brangioni, a iniciativa tem potencial para ampliar as oportunidades econômicas das comunidades envolvidas e estimular o desenvolvimento rural sustentável.

A proposta busca integrar a atividade agropecuária ao turismo, criando novas fontes de receita para famílias rurais e fortalecendo pequenos negócios locais ligados à gastronomia, hospedagem, artesanato e lazer.

Segundo a extensionista, o projeto também contribui para a valorização da identidade cultural das comunidades e para a permanência das famílias no campo por meio da diversificação das atividades econômicas.

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Trabalho começou em 2024 com participação das comunidades

A construção da rota teve início em 2024, durante o II Seminário Regional de Turismo Rural promovido pela Emater-MG.

A iniciativa surgiu após a demanda apresentada por uma produtora rural interessada em desenvolver um roteiro turístico capaz de conectar os atrativos da região.

A partir disso, técnicos da Emater-MG, da IGR Serras de Ibitipoca e representantes dos municípios realizaram diagnósticos participativos utilizando a metodologia Mexpar para identificar potencialidades locais, oportunidades de negócios e necessidades de qualificação.

O trabalho incluiu visitas técnicas, orientações sobre boas práticas agropecuárias, manipulação de alimentos, atendimento ao turista e serviços de hospedagem.

Infraestrutura e novos investimentos devem ser estimulados

Para o técnico da IGR Serras de Ibitipoca, Márcio Lucinda, a nova rota também poderá impulsionar investimentos em infraestrutura e serviços nas comunidades rurais.

A expectativa é que o aumento do fluxo de visitantes incentive melhorias em acessos, sinalização, equipamentos turísticos e oferta de serviços, ampliando a competitividade da região no mercado de turismo de experiência.

Com a inauguração da Rota Ferrovia da Bocaina, a Zona da Mata Mineira fortalece sua posição como destino de turismo rural e reforça uma tendência cada vez mais presente no agronegócio brasileiro: a integração entre produção rural, preservação ambiental, cultura local e geração de renda no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Leilão de bezerros Brahman cresce 42% e confirma valorização da pecuária de corte em 2026

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O Leilão Produção Terra Verde/Edição Gado de Corte registrou forte valorização na comercialização de bezerros em 2026, com crescimento de 42% no faturamento em relação à edição anterior. O resultado reforça o aquecimento do mercado de reposição e a valorização de animais com genética superior, especialmente da raça Brahman.

Realizado em 27 de maio, em Marília (SP), o evento confirmou médias de preços acima da cotação de mercado, com destaque para categorias de bezerros cruzados e puros de raças voltadas à produção de carne de qualidade.

Bezerros atingem preços acima da média do mercado de reposição

Entre os destaques do leilão, os bezerros meio-sangue Brahman alcançaram média de R$ 4.890,00, enquanto os bezerros Nelore foram negociados a R$ 4.700,00.

No segmento de fêmeas, as bezerras meio-sangue Brahman registraram média de R$ 3.900,00, e as Nelore ficaram em R$ 3.700,00.

O valor por quilo também chamou atenção, variando entre R$ 19,00 e R$ 20,00/kg, patamar quase 50% acima da cotação média do bezerro no mercado, segundo referência do Cepea/Esalq.

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Todos os animais comercializados tinham entre 8 e 9 meses de idade, com forte presença de compradores dos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Genética superior impulsiona valorização da pecuária

De acordo com o criador Guilherme Bendilatti, os resultados refletem uma tendência consistente de valorização da genética bovina de alto desempenho.

“Hoje, mais do que apenas produzir, é fundamental produzir com eficiência, e o mercado valoriza muito isso. Como a raça Brahman comprovou ter alta qualidade de carcaça, os bezerros cruzados da raça têm alcançado grande valorização”, afirmou.

Segundo o pecuarista, proprietário da Fazenda Terra Verde, a seleção genética de Brahman e Nelore é realizada há mais de 30 anos, com foco em rendimento e qualidade de carcaça.

A raça Brahman se destaca no Brasil por liderar indicadores de Área de Olho de Lombo (AOL), métrica diretamente relacionada ao rendimento de cortes nobres. O touro Mr SEC Kimme detém a maior medida registrada no país.

Perspectivas para 2026 seguem positivas no mercado de reposição

A expectativa do setor é de continuidade na valorização dos bezerros ao longo de 2026, sustentada por demanda firme por carne bovina e pelo avanço das exportações.

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Segundo Bendilatti, fatores como possível aumento do consumo interno, influenciado por grandes eventos globais, também podem contribuir para a sustentação dos preços.

“Com as exportações crescentes, a demanda pelo bezerro de qualidade superior seguirá firme. O mercado de genética também acompanha esse movimento, com aumento nas vendas de sêmen de corte e maior procura pela raça Brahman no Brasil e no exterior”, destacou.

O criador também ressalta o papel estratégico da genética na pecuária moderna e assumiu, em 2026, a presidência da Associação dos Criadores de Brahman do Brasil (ACBB), reforçando o protagonismo da raça no cenário nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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