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União Europeia se prepara para assinar acordo histórico de livre comércio com o Mercosul

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A União Europeia (UE) está próxima de concluir um dos acordos comerciais mais ambiciosos de sua história com o Mercosul, segundo informações da Agência Reuters. Após mais de duas décadas de negociações, o bloco europeu deve autorizar, nesta sexta-feira, a assinatura do tratado que criará uma das maiores zonas de livre comércio do mundo em termos de redução tarifária.

Alemanha e Espanha lideram apoio ao acordo

A Comissão Europeia, com o apoio de países como Alemanha e Espanha, defende o pacto como uma estratégia para expandir mercados, mitigar os efeitos das tarifas impostas pelos Estados Unidos e diminuir a dependência econômica em relação à China — especialmente no acesso a minerais estratégicos.

O acordo envolve os quatro países do Mercosul — Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai — e, para entrar em vigor, ainda precisará ser ratificado pelo Parlamento Europeu.

França mantém resistência por setor agrícola

A principal barreira dentro do bloco europeu vem da França, o maior produtor agrícola da União Europeia. O governo francês teme que a abertura comercial favoreça a entrada de produtos agropecuários do Mercosul, como carne bovina, aves e açúcar, a preços mais competitivos, pressionando os agricultores europeus.

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Acordo precisa do apoio da maioria dos países do bloco

Para avançar, o tratado requer o aval de pelo menos 15 dos 27 Estados-membros da UE, representando 65% da população europeia. Uma vez aprovada a autorização, a presidente da Comissão Europeia poderá formalizar a assinatura do acordo com os países do Mercosul.

A expectativa é que o tratado elimine cerca de 4 bilhões de euros em tarifas incidentes sobre exportações europeias, que atualmente enfrentam altas alíquotas nos mercados sul-americanos.

Relações comerciais bilionárias entre os blocos

Em 2024, o comércio de bens entre União Europeia e Mercosul alcançou 111 bilhões de euros. As exportações europeias se concentram em máquinas, produtos químicos e equipamentos de transporte, enquanto o Mercosul se destaca na venda de produtos agrícolas, minerais, celulose e papel.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de açúcar somam 1,6 milhão de toneladas no line-up e mantêm forte ritmo de embarques nos portos do Brasil

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O line-up de navios nos portos brasileiros aponta que o país deve exportar 1,606 milhão de toneladas de açúcar na semana encerrada em 17 de junho, mantendo o Brasil como um dos principais fornecedores globais da commodity.

O volume, apesar de expressivo, representa redução em relação à semana anterior, quando estavam programadas 1,860 milhão de toneladas para embarque. O levantamento considera embarcações já atracadas, em fila de espera ou com previsão de chegada até 13 de julho.

Porto de Santos concentra maior parte dos embarques

O Porto de Santos (SP) segue como principal hub exportador de açúcar do país, concentrando 1.325.530 toneladas programadas no período.

Na sequência aparecem o Porto de Paranaguá (PR), com 278.000 toneladas, Recife (PE), com 20.300 toneladas, e Maceió (AL), com 8.774 toneladas.

Predomínio do açúcar VHP nas exportações

A composição da carga mostra predominância do açúcar VHP, que responde pela maior parte dos embarques, com 1.461.304 toneladas.

Também estão previstos embarques de Crystal B150 (100 mil toneladas), TBC (32.300 toneladas), açúcar refinado A-45 (7 mil toneladas) e VHP ensacado, equivalente a 6.000 toneladas.

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Exportações de açúcar somam 1,6 milhão de toneladas em junho

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que o Brasil exportou 1.603.237 toneladas de açúcar em junho, com receita de US$ 574,98 milhões no acumulado do mês.

A média diária exportada ficou em 178,137 mil toneladas, enquanto a receita média diária atingiu US$ 63,887 milhões, considerando nove dias úteis no período.

Receita diária recua, mas volume cresce na comparação anual

Na comparação com junho de 2025, houve aumento no volume exportado, mas queda na receita e nos preços médios.

A receita diária recuou 11,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o valor médio era de US$ 72,166 milhões.

Já o volume diário embarcado cresceu 5,8%, acima das 168,399 mil toneladas registradas em junho de 2025.

Preço médio do açúcar recua no mercado externo

O preço médio do açúcar exportado em junho de 2026 ficou em US$ 358,6 por tonelada, representando queda de 16,3% frente aos US$ 428,5 por tonelada observados em junho de 2025.

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O recuo reflete um cenário internacional mais pressionado, apesar da manutenção de um forte fluxo físico de exportações brasileiras, sustentado pela competitividade do país no mercado global.

O desempenho do setor reforça o Brasil como protagonista no comércio mundial de açúcar, com volumes elevados de embarque, ainda que sob pressão de preços no mercado internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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